sexta-feira, 26 de junho de 2015

Mixórdia de Temáticas

Chegou o Verão. Bem sei que não estou a dar nenhuma novidade ao mundo e sei também que mesmo que estivesse já o estava a fazer com significativo atraso, mas vejam isto como uma constatação de um facto. Chegou o Verão e tal como em todas as mudanças de estação, na verdade não é em todas, é só mesmo com a chegada do calor e com a chegada do frio até porque, no meu mundo, só deviam haver duas estações, ando com ganas de nidificar. Podia dar-me para renovar o roupeiro, gostava de dizer closet, mas no meu caso é roupeiro mesmo, mas não. Dá-me antes para nidificar. Há algo de ave em mim que, volta e meia não vira, sente o apelo de refazer o ninho. O terraço já está. Não tenho closet, mas passei a ter piscina e um canteiro de ervas de cheiro, e flores que ainda não semeei e relva. Agora era passar para dentro de portas, mas não sei se chego a essa fase. A ver vamos.
Chegou o Verão! Sim, sei que me estou a repetir, mas não estou senil, só estou mesmo muito contente porque com ele chegam os dias de praia, a pele bronzeada, a areia nos pés, o cabelo de mar e os churrascos, as noites quentes e quem sabe, se me portar bem ou não tiver um ataque nervoso, as férias.

Estou farta de gente! Também esta afirmação não pretende ser de cariz informativo. Mais uma vez é uma constatação de um facto, desta feita, incontornável. Se calhar não estou farta de gente, mas sim de gentinha. O problema é que começa-me cá a parecer que há muito mais de umas do que outras e claro está que as que há em quantidade não são das boas. É pena.
Dizem que os amigos são a família que escolhemos. Isso é tudo muito bonito, mas a verdade é que até a família podemos optar por nos relacionar ou não. O mesmo não podemos dizer dos colegas de trabalho. Esses não escolhemos, somos obrigados a co-habitar o mesmo espaço a maior parte do dia e não podemos não nos relacionar com eles. Agora imaginem se nos calham uns quantos da classe da gentalha? Pois...É jogar no Eurocoiso a ver se tenho sorte.

Estou chateada com a concessão do Oceanário. Vivemos num país de alienação de bens públicos, onde tudo o que é nosso é vendido ao preço da uva mijona e de forma pouco clara. Podia dizer o mesmo da TAP, dos CTT, da EDP, mas isso é ainda mais atrasado do que a notícia da chegada do Verão e só mesmo por isso é que não vou comentar, mas provoca-me igual asco. Como é que eu gosto tanto desta merda de país?! Só pode ser por causa do clima, das horas de sol por ano, da comida e do vinho e claro, da minha querida Lisboa. Olha, privatizem antes Albufeira, a Praia da Rocha e a Quarteira que isso é que não faz falta a ninguém. Eu pelo menos não as quero para nada. Isso sim era serviço público.

E pronto, com isto tudo já é sexta-feira, outra notícia bombástica da minha parte, e como hoje madruguei, vou poder desopilar daqui cedo para aproveitar os dois dias que o meu contrato de trabalho me permite ter de descanso por semana. Visto ter chegado o Verão, vou passá-los na praia, na piscina, rodeada de amigos e a comer os grelhados que o macho-alfa há-de tirar da grelha. Podia ser melhor? Pois não sei. Sei que assim, mesmo sendo só dois dias, já vai ser bom.


segunda-feira, 15 de junho de 2015

E como num segundo apenas tudo muda...

Imaginem-se numa apresentação em que o tema é interessante. Imaginem que a oradora é simpática, bem falante, capaz de manter a audiência não só acordada como interessada e participativa. Agora imaginem que, já quase no fim da apresentação ela diz: "Na Quarteira".
Pois...