sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Agora só se fala em acabar com os exames do 4¤ ano

E eu não podia concordar mais, mas isso daria aqui pano para mangas e já por várias vezes expressei a minha opinião sobre o assunto em blogue alheio. Assim sendo, e considerando-me eu uma criatura revolucionária, cheia de ideias peregrinas, porque não acabar antes (ou também) com as milhentas festas temáticas que teimam em fazer nas escolas, por tudo e por nada, tendo sempre como denominador comum uma máscara?
Ele é Carnaval, Páscoa, festa de fim de ano, Halloween e agora até a festa de Natal. No meu tempo (oh meu Deus, já digo no meu tempo!), a festa de Natal consistia nuns desenhos e colagens para decorar a sala e em fabricar uns presentes para os pais. Já com o Calvin, passei a participar nas decorações do colégio, feitas em casa e em família e a assistir a uma coreografia muito ensaiada com músicas de Natal, exibida com orgulho na sala de aula de todos os dias. Agora no 3 ano, a fasquia é outra. Alugam-se auditórios, faz-se um Natal multicultural com representação de vários países e a mim calhou-me um chinês!
Senhores, bem sei que as metas são ambiciosas, que é tudo muito bonito, tudo muito certo e que aos 8 anos todos devem saber, a bem da cultura, das regras e do bom ensino, quais as tradições culturais de cada país pela altura de Natal. Sei também que há que justificar o trabalho feito nas aulas de Mandarim e que serem trilingues aos 8 é que é muito bom e sinónimo de progresso, mas acho que as senhoras da Mascarilha já não me devem poder ver e eu confesso que já deito o We Wish You a Merry Christmas, cantado pelo Calvin em chinês, pelos olhos!!!
Se calhar esta medida não dava tanta discussão como os exames por isso, fica aqui a sugestão.
Muito obrigadinha.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Deixem lá, já passou...

Parece que não, mas é quase a mesma coisa

Imaginem aquele funcionário que durante muito tempo chegava antes da hora ao escritório. Todas as manhãs, antes da hora de entrada, lá estava ele fresco e preparado para trabalhar. Assim ia fazendo, dedicado, sem falhar, julgando-se competente, lá à sua maneira, sem que por isso houvesse uma palavra do seu chefe nem tampouco dos seus colegas, afinal era o normal. Vem o dia em que esse funcionário começa a não chegar mais cedo, começa a cumprir o seu horário, igualmente dedicado, mas sem fazer horas extra. É aí que reparam nele. É aí que, mesmo sendo competente, cumpridor, mesmo chegando antes da maioria que afinal até chega sempre atrasada, começa a ser comentado, não por ter começado a fazer o que compete, mas por se ter tornado um desleixado, um oportunista, um mandrião que provavelmente até tem uma cunha que lhe permita tais abusos.
No futebol é mais ou menos o mesmo...