terça-feira, 27 de setembro de 2016

Parece que não, mas vai dar tudo (quase) ao mesmo

Imaginem que andam 3 anos a sonhar com um SUV. Ai, um SUV é que era e que jeito me dava agora ter um 4x4 para andar por aí. Isso é que ia ser subir passeios e fazer off-roads. Podia ir a todo o lado, sempre em frente, sem medos de terra batida, buracos, rios e riachos, ravinas e falésias. Tivesse eu um que iam vê-lo, sempre com as rodas na terra e todo coberto de pó, de tal maneira que nem lhe viam a cor nem eu voltava a pagar uma portagem, que isso das auto-estradas é para os meninos.
Ao fim desse tempo, 3 longos anos, acabam por comprar o tal SUV, o tal monstro das estradas, asfaltadas ou não, e...claro que não vão fazer nada do que tinham dito pois afinal ele é tão lindinho que não o querem estragar. Então iam lá meter esse pináculo da mecânica automóvel num caminho de cabras? E se um calhau lhe bate por baixo e lhe parte qualquer coisa? E se ao passar num desses buracos perdidos no meio do mato lhe rebentam um pneu? E se num desses trilhos estreitos, ali entre os galhos e as silvas, lhe riscam a pintura? Sim, essa mesma pintura que é lavada todos os Domingos pela fresca para ela não estalar? Pois, é melhor andar sossegadinho na estrada, com jeito e com bons modos, a ver se ele se mantém brilhante que, isto toda a gente sabe, os SUV não são jipes e jamais foram feitos para fazer TT. Era o que mais faltava, um carro tão bom, tão lindo e tão confortável, co um 4x4 que dá uma jeiteira dos diabos para levar os putos à escola e as bicicletas ao parque, metido em caminhos de ninguém todos esburacados, para acabar todo cagado de pó. É que nem pensar!
Com os (meus) dentes passa-se o mesmo. Três anos a sonhar com o dia que ia tirar o aparelho. Três anos a palmilhar para o dentista para ver se eles se estavam a portar bem e a entrar nos eixos. Três anos a sonhar com um repasto de entrecosto comido à mão, ao estilo comensal medieval que agarra num naco e estraçalha aquilo até aos ossos, mal me livrasse do kit metálico que me acorrentava a dieta.
Três anos volvidos e depois de tirado o aparelho...limitei o meu almoço a um pacote de bolachas de água e sal e um iogurte, comidos com muito jeitinho. E o entrecosto? Era o que faltava! Então ia lá agora fincar os dentes, tão direitos e branquinhos, num naco de porco com osso? E se os entorto outra vez?
Algo me diz que as próximas semanas ando a sopas e pures...

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Wake me up when September ends

Tanto pedi para ele chegar, tanto supliquei por férias que a vida fez-me a vontade e ele veio. Esqueci-me foi de pedir que ele passasse devagar, muito devagarinho e foi aí que a coisa azedou. O bom tempo, as férias e o descanso, pumba, foi um ar que se lhe deu e enquanto o diabo engfregou um olho, aterrei à bruta com os costados no escritório e no regresso às aulas às 8h30!
Abençoadas aquelas para quem o regresso às aulas são mochilas matchy-matchy e promoções do Continente ou da Staples. Para mim o regresso às aulas é assim mais ao estilo de tortura chinesa baseada em privação de sono, corridas desenfreadas para não assinar (mais um) papel dos atrasos e uma luta entre lancheiras e sacos da ginástica. Aliás, o regresso às aulas apela tanto ao meu lado maternal que, enquanto todas as mães desejam dar aos seus filhos todos esses kits fabulosos para não terem crianças traumatizadas por usarem a mochila do ano anterior, eu desejo dar ao meu um passe social para não ter de estar à porta do colégio a suar quando ainda me parece de madrugada.
Com Setembro chega também a altura em que preciso e tento organizar-me. Tento, e aqui é que está o busílis da questão. O Pedro Chaga(s) Freitas diz que tentar é a véspera de conseguir. Não querendo fazer minhas as palavras dele, até porque problemas e dissabores já tenho que cheguem - ou esqueceram-se que o sucesso escolar do meu filho depende do madrugar da mãe? - espero que o fulano tenha razão. É que no meio de tantas tentativas em vão para organizar os roupeiros desta casa, estou a pontos de rebentar com a casa de banho do quarto e fazer lá um closet. E sim, closet. Não quero um roupeiro, nem um armário. Quero um closet, um walk in closet, para ser mais exacta. Não é pedir assim tanto à vida, que diabo. Até parece que é alguma extravagância uma mulher ter onde arrumar uns trapinhos em condições.
Como se a falta de espaço nos roupeiros não fosse aperto que me chegasse, ainda tinha de me sentir apertada no carro. Maldita a hora em que troquei uma carrinha por um carrinho. Havia de ter mordido a língua quando disse "é este" ao senhor do stand. Enfim, o importante é termos noção que fizemos asneira e só por ser uma dessas pessoas, das que dão a mão à palmatória, estou também em processo de organização do espaço auto. Ah, e casa, também andavas a ver, não era? Era pois! Mas vamos lá com calma e uma coisa de casa vez pois no meio de tanta organização isto está um caos!
Aguenta coração. Aguenta e não chora que agora que acabei os roupeiros, nem tempo tive de chegar às gavetas, tenho de ir fazer a mala. É que o Verão já se foi, o sol e o calor estão-se a ir e diz que o Outono também é bonito lá pelo Alentejo.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Alguém me diga, por favor...

...não a título informativo, mas assim mais ao estilo de festa na cabeça, de promessa, mas daquelas que se fazem  mesmo a sério, para cumprir, com mindinhos entrelaçados e tudo, que Setembro não tarda aí. Digam-me que o mês que me falta até ir de férias vai passer num "zás-tráz" e que quando eu menos esperar vou estar estendida ao sol, a fazer sestas à sombra do chapéu. Assegurem-me que me esperam jantares e noites quentes, mãos dadas e abraços, areia no cabelo e tudo aquilo a que eu tenho direito. Convençam-me que nestes intermináveis dias de trabalho que tenho pela frente, vou conseguir acordar com o despertador sem ter de começar o dia em correrias desenfreadas para tentar não chegar ao escritório à hora de almoço e com papos nos olhos.
De caminho, e para aproveitar a leva, digam-me também que é feio, muito feio mesmo, ter inveja de todas as pessoas que se encontram já de férias e a banhos, constantemente a  esfregar isso na cara dos outos em todas as rede sociais possíveis e imaginaries e que, rogar-lhes pragas não é mais bonito.

Muito agradecida pela vossa colaboração!

quinta-feira, 21 de julho de 2016

As personagens mudam, mas o medo, esse mantém-se!

Quando era criança tinha medo de monstros, fantasmas ou qualquer outra criatura que pudesse ventualmente existir e eu, na minha qualidade de humana, não conseguisse ver à vista desarmada. E eles podiam estar em todo o lado - debaixo da cama, dentro do armário, atrás de uma porta, ou pura e simplesmente ali a espreitar-nos por cima do ombro. Agora aos 35 anos, tendo eu deixado de acreditar em monstrous e fantasmas à custa de muitas noite com luzes acessas, voltei a ter a mesma sensação e acho até que o pânico é maior.
Obrigada Nintendo!


p.s- Quem sabe a quantidade de pokemons que existem aqui no escritório...

Assim num momento de reflexão,

,sentada em frente ao computador, contemplando o infinito pela janela da chafarica,, inspiro profundamente o ar que sai do ar condicionado mesmo colado às minhas costas e desejo muito, desejo com todas as forças que sustentam o meu ser que...as unhas que acabei de arranjar na hora de almoço sequem depressa para poder ir ao wc sem esmocar nenhuma!

sábado, 16 de julho de 2016

Percebes que estás velha...

...quando ao fim de uns tempos sem sair à noite, numa borga que devia ser à moda antiga, só conheces as músicas que parecem ter saído do Super Mix 5, e nem dessas gostas!
#akizombaremixnaoeparamim