sexta-feira, 24 de abril de 2015

Junk e-mail #02

Visto que ontem a Mona não teve sorte nenhuma com aquilo da cartomancia, decidiram então tentar-me de outra forma.
Caríssimos, a intenção até pode ser boa, que isto de se estar disposto a apicantar a vida das pessoas até é coisa de valor, mas a ideia é má. Na verdade nem é má, é péssima!
Receber um e-mail cujo remetente aparece como Marotices é logo um mau começo e a coisa não melhora quando me oferecem uma noite picante por 5,99€.
Vá lá, confessem, por 5,99€ só consigo um saco (pequeno) de piri-piri em grão para esfregar na língua e passar a noite à arder, não é? É que tirando isso, por esse valor, a única coisa que me ocorre é o velho ditado que postula que pimenta no rabo dos outros, para mim é refresco.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Junk E-mail e cenas que me aparecem no mail de trabalho

Por momentos, e ao ler o nome Mona, passou-me pela cabeça que a senhora do sorriso misterioso, aquela que eu vi pequenina, lá atrás dos vidros e das baias de segurança no Louvre, aquela a quem todos fotografavam e a quem eu virei as costas por tê-la achado uma decepção, afinal a última ceia com quem ela partilhava a sala era infinitamente melhor, me estava a mandar um e-mail quem sabe a pedir satisfações pela má publicidade que lhe tenho feito e pelos elogios pouco simpáticos que lhe tenho dirigido sempre que se fala nela. Oh Anita, mas aquilo é só um quadro, a senhora já nem existe, não se sabe se existiu e este teu devaneio é só...ridículo, dizem vocês. Pois, está bem, até pode ser, mas a caixa de e-mail é minha e em mim ninguém manda o que me dá todo e qualquer direito de pensar o que quiser, em especial sobre quem se dirige a mim usando Mona como nome e a mim apeteceu-me assim. Podia ter-me dado para pior, mas adiante. Esta história podia ser toda muito certa, muito verdadeira não fosse no subject a Mona pedir-me para escolher uma carta. Aí Jesus, mas agora querem ver que a Mona (nome carinhoso também empregue à polícia) me veio informar via e-mail que afinal 120 dias sem pegar na minha viatura não chegam como castigo e que o melhor é escolher outra carta que não a de ligeiros para tirar? Eu cá não sou fã de motas e carta de pesados também não me parece uma boa opção.

Bom, no meio de tanta dúvida e visto isto ter ido parar à junk box, façamos então um shift+del r não se fala mais no assunto. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Assim de repente e sem melhor título para dar a isto, diz que vai ser tudo ao molho e fé em Deus

Desconfio que algo mudou. Não sei bem o quê, se é um alinhamento cósmico, se o diabo, mas a verdade é que estou para aqui a fazer figas para que o Sr. Accuweather não tenha razão e que não caiam nem raios nem coriscos para eu poder ir correr. Eu que nunca corri, que nem nunca gostei de o fazer, agora faço figas para que não se me arruínem os planos. Até programo a hora da pausa do cigarro a ver se a nicotina não me faz parar mais cedo. Ao que cheguei!

Desde os meus 15/16 anos que andava de candeias às avessas com a Zara. Houve ali uma altura, há uns 2 anos, em que lhe dei trégua na secção de criança, mas foi sol de pouca dura. Hoje, ao décimo quinto dia do mês de Março do ano de 2015, sinto que preciso de ir à Zara e que de lá sairei feliz. Ainda estou aqui a digerir este sentimento, sem saber ainda se o encaixo na vergonha ou na estupefacção, mas logo vejo o que lhe faço.

Se a tudo isto juntar o facto de, mesmo com os níveis de paciência no redline, sorrir e acenar a uma birra de criança na qual a criança já tem mais do que idade para ter juízo, concluo que ou o Apocalipse está para breve ou estou a pontos de atingir o Nirvana.

Nota: e enquanto escrevia isto tudo...começou a chover! There goes my running, que eu cá ando a gostar disso de correr, estou maluca da cabeça, mas à chuva? Também não fiz mal a ninguém.

O que achas disso das mães serem nossas amigas no Facebook, Anita?

Acho óptimo! Assim não restam dúvidas em como o meu requintado e sofisticado sentido de humor não é trabalhado, mas sim genético.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Se eu mandasse aqui...

Tempos houve nesta chafarica em que, sentada à frente deste mesmo computador, vendo-me rodeada de gente pequenina, poucachinha, se apoderava mim uma espécie de  Donald Trump o qual, caso eu verbalizasse o que me estava a passar pela cabeça, me permitiria apenas articular um belíssimo e sonoro “you’re fired!”. E era esse pensamento, aliás o único que conseguia ter nessas alturas, que repetia mentalmente como se de um mantra se tratasse, não sei se ao estilo da meditação se quase que a formular um desejo. Aí se eu mandasse…

Acontece que com o tempo uma pessoa refina. Torna-se mais sábia, mais experiente e acima de tudo mais justa e sensata. Não, não passei a tolerar esta pequenez nem tampouco esta gente pequenina deixou de o ser. A diferença é que se antes um “you’re fired” me parecia um justo e merecido castigo, agora, se eu mandasse e se em mim baixasse essa tal espécie de Trump adormecido, mandava-os apenas trabalhar e garanto-vos que neste caso não havia castigo melhor!

E vão 3...

Diz que está de chuva. Confirma-se.

Andavam para aí a prometer dias de sol, temperaturas de Verão, tardes de praia e afins, mas foram balelas. Uma pessoa bem tenta, mas o casaco não nos sai de cima e as botas continuam nos pés.

Diz também que já lá vão 3 anos. Três anos! Na altura também chovia, aliás, trovejava. Há 3 anos que o teu número continua ali na agenda do telemóvel, na memória do telefone de casa e há 3 três anos que, neste dia como e tantos outros, nem sequer arrisco ligar. Eu sei que o número talvez já nem exista, talvez tenha até sido atribuído a outra pessoa. Na verdade acho que só existe mesmo ali, na minha agenda e tu não atendes a chamada de certeza, essa é que é essa. Hoje era o teu dia. Contavas mais um. Agora  as contas são outras. Em vez de contares 93 anos de vida conto eu 3 anos de falta dela. Dizem também que 3 é a conta que Deus fez, mas não. Deus não faz contas destas. Esta matemática temos de ser nós a resolver, com esforço, a contar pelos dedos e o resultado é sempre o mesmo: noves fora – nada!

Já não gostava do Carnaval, nem do Halloween, muito menos do Ano Novo. Agora também não gosto da Páscoa e a culpa é tua. Este ano a Páscoa foi diferente. Comecei a criar novas memórias que, tais como as que tenho tuas, também espero que durem para sempre. Não me apetece ter mais más recordações neste dia. As que tenho já me chegam. As deste ano são bem melhores.

Hoje, pela primeira vez em 3 anos, apeteceu-me visitar-te, mas não estás em lado nenhum. Nem sei bem o que ia lá fazer. Talvez levar-te um ananás. Eu sei que toda a gente levaria flores ou algo assim, mas lá está isso de eu achar que não sou toda a gente e tu gostavas mais de ananás do que flores e as prendas são mesmo isso – coisas que gostamos.

Em não havendo telefonemas, nem beijinhos, nem conversas (bolas, agora tenho tido tantas novidades que ias gostar), nem visitas nem ananases ficam umas palavras toscas assim como que uma tentativas de parabéns.