segunda-feira, 9 de março de 2015

Como é que vai isso do desporto e da vida saudável, Anita?

Vai do melhor, ora querem ver?
Ontem comecei o dia em modo Primavera, sentada no terraço ao sol a tomar um pequeno-almoço saudável, daqueles com iogurte, mel, frutos vermelhos, cereais, sumos naturais e tudo aquilo que apregoam fazer bem ao corpo e à mente. Não  me parecendo suficiente ainda vesti a roupa de desporto, criança incluída, e fomos correr. Desta vez não cuspi os pulmões pela boca ao fim dos primeiros dois minutos e até consegui bater o meu (curto) record dando quatro magnificas voltas ao circuito,o que até deixou o macho-alfa orgulhoso e em posição de adoptar também a expressão já por mim utilizada quando ele vai jogar futebol: menos que 3 é derrota! Até aqui tudo muito bem, muito bonito, um mimo, só amor, sorrisos e bem estar.

Senti-me até merecedora do jantar que ele fez e de um copo de vinho para acompanhar. Anita, vais no bom caminho, tu não te estragues.

E porque isto de um estilo de vida saudável é viciante e para manter, hoje o meu pequeno-almoço foram dois Adalgur. Ao almoço repeti a dose e vamos lá ver se ao jantar consigo ou não largar isto das drogas. E então uma massagem, perguntam vocês? Pois, era bom, mas isso foi ontem. Hoje eu preciso de uma massagem, mas as melaleucas precisam de água pelo que vou ter de me aguentar até quarta-feira e aí vai ser como no bingo – dia de acumulado.

Até pode parecer que não, mas no fim, estávamos a falar a mesma língua

Imaginem uma noite que era suposto ter sido calma. Uma noite sem criança que começou por ser uma ida ao cinema calma, detox, passou a ser um jantar, virou uma noite de copos, teve momentos filosóficos desnecessários, encontros com agentes da autoridade e terminou num excesso digno de um Sábado à noite. A manhã não começou melhor tendo direito a sabor a papel prensado na boca e tudo. Problemas resolvidos, filosofias debatidas e esclarecidas, sol, vista para o mar, beijos, poemas e juras de amor, olhos a arder, corpo cansado, muito sono, quarto horas ainda disponíveis para fazer uma sesta e é então que se instala uma dúvida na minha cabeça. Aproveitamos o sol e a praia onde estamos, ignoramos o facto de não termos sequer uma toalha e fazemos uma sesta mesmo aqui deitados na areia ou pegamos em nós e vamos fazê-lo no conforto da nossa casa? Resolvo então partilhar a dúvida que me atormenta em busca de uma resposta sábia, de uma decisão sensata da parte dele visto que a minha cabeça não estava capaz disso de pensar, quanto mais tomar decisões:

- Amor, o que fazemos à nossa vida?

- Casamos e temos putos…podemos não casar e ter só putos…

E pronto, há pessoas simples, como eu, que se preocupam em responder a questões básicas e imediatas e depois existe ele, que na verdade responde ao que realmente interessa.

É por essas e por outras que contigo, 40 anos me parecem tão pouco!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Attention please, passengers for the KLM flight 1697 to Lisbon...

...the boarding will start in few minutes.
E eu, desconfiada olhei em volta e por momentos temi estar prestes a embarcar para a China. Confirmei mais uma vez o meu cartão de embarque - gate D79 Lisboa. Pelo sim pelo não, olhei mais uma vez para o ecrã das partidas e confirma-se: destination Lisbon.
Pronto, estando eu no sítio certo, a caminho de casa, resta-me dizer que prevejo a abertura de mais uns restaurantes e umas "botiques" das boas para breve e olhem que se for essa a razão da viagem não estamos nós assim tão mal...

E no último dia de formação, a poucas horas de voar de volta a casa, o que aprendi?

Que eu trabalho para viver e jamais viverei para trabalhar.
Opções. Cada um com as suas.
Tal como uma vez me disseram:
"Smillie, this is just a job, not your life".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Eu bem digo, mas não me querem crer...

Percebem porquê que isto de se fazer ciência é fantástico, ter uma carreira é fabuloso, ter um emprego que nos permite viajar é do melhor, isto de nós, mulheres, termos chegado onde antes só pisavam os homens é uma gigante vitória, mas o que eu queria mesmo era ser dondoca?
É que isto é tudo muito bonito, faz-me tudo muito feliz, que faz, mas nada me traz tanta felicidade como amanhã voltar para casa.