sexta-feira, 24 de julho de 2015

Quando a boa educação até soa mal

Tu questionas seriamente o facto de poderes, na loucura e clara miopia do garoto, parecer mais velha do que és quando no metro, ao estares de pé, um garoto dos seus 17/18 anos, que isto agora nunca se sabe pois parece que andam a dar adubo a estes pequenos, não só te oferece o lugar como insiste para que tu o aceites, mesmo quando recusas com o teu melhor e mais jovial sorriso.
Enquanto escrevo isto sentada, algures entre a Praça de Espanha e São Sebastião concluo que foi, aliás, só pode ter sido cavalheirismo. Nem podia ser outra coisa, que disparate o meu!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Acreditem no que eu vos digo

Por mais que tentem, que se esforcem, que renasçam vezes sem conta,


QUEM NASCEU PARA LAGARTIXA NUNCA CHEGA A JACARÉ

E isto aplica-se a tanta, mas tanta gente.
Não têm de quê.

Semelhanças entre crianças e criadas ou como isto agora é só estudos, teorias e cenas ao estilo Universidade Americana

Na verdade, começo a ponderar fazer um manual com boas práticas sobre "Como educar a sua criada". Se é pioneiro? Com as crianças não é certamente, mas nunca vi nenhum para criadas o que me parece ser uma grande lacuna e até, quem sabe, hoje há livros para tudo, um nicho de mercado. E de onde vem a ideia de fazer esta comparação? Da minha EXPERIÊNCIA, ora essa! Sou mãe de um filho educado, tive uma criada que habituei mal e deixei-a chegar ao ponto de, se de uma criança se tratasse, ser uma enfant terrible e estou no início da educação de uma outra criada com a qual me recuso a cometer os erros do passado.

REGRAS, MUITAS REGRAS
Está provado por outros estudos, evidentemente não tão bons quanto os meus, mas vá, que desde tenra idade as crianças precisam de regras e de um pulso firme. É desde cedo que que elas aprendem o que podem e não podem fazer e esses ensinamentos, além de se prolongarem para o resto da vida, vão evitar-nos muitas chatices no futuro. O mesmo se passa com as criadas. Há que deixar bem claro desde início quais as regras do jogo e manter desde cedo o pulso firme no cumprimentos dessas mesmas regras.

PRECEDENTES
Ora aqui está uma coisa da maior importância . Não se podem abrir precedentes. Com as crianças não se pode ter respostas diferentes à mesma situção sob pena de elas não ficarem esclarecidas sobre o que é aceitavél ou não. Se não se pode comer gomas antes do jantar à segunda-feira, também não se vai poder comer à quinta. Se hoje não chamarmos à atenção quando ela sai da mesa sem pedir licença, amanhã também não vamos poder dar um sermão por ter repetido a graçola. Com as criadas é o mesmo. Se as coisas não ficaram bem feitas num dia e nada se diz sobre o assunto, ela assume que está tudo muito bem. tudo muito certo e portanto, aquele passa a ser o comportamento que julgam ser aceitável...só que não.

RALHETES
Sabe-se que quando as crianças fazem asneiras, a chamada de atenção deve ser imediata e o castigo deve ser aplicado na hora para que seja eficaz e que, quando aplicado com atraso, elas já não sabem o porquê de estarem a ser castigadas. O mesmo se passa com as criadas. Quando não cumprem as regras do jogo definidas ao início, devem ser imediatamente chamadas à atenção. Ao esperem pelo próximo dia em que elas hão-de ir trabalhar vão deixar com que o acontecido caia no esquecimento e elas não vão perceber de onde vem o recado além do que, quando ele chegar, deixa de ser visto como uma falha delas, mas sim uma falha vossa. No limite é até visto como uma ofensa e tirania da vossa parte.

MAS AFINAL QUEM É QUE MANDA?
Este assunto é algo delicado, mas a verdade é que esta posição não só tem de existir, como estar perfeitamente clara.
As crianças têm que perceber o seu papel e acima de tudo têm de perceber que, apesar de poderem ter opinião, gostos ou preferências, a sua palavra não é soberana e que, em última instância, é o adulto que dita o veredito final.
Com as criadas, a definição dessa posição hierárquica é igualmente fundamental. Por muitos graus de liberdade que se lhes possa dar em algumas funções, por muito que possam escolher ou opinar sobre, por expemplo, o material que preferem utilizer ou até mesmo porque ponta da casa começam, a verdade é que no fim jamais poderão restar duvidas sobre quem é que manda.

ELAS TAMBÉM GOSTAM DE NOS TESTAR...E VÃO FAZÊ-LO
Tanto as crianças com as criadas vão testar os limites, ver até onde é que podem ir e até quando é que conseguem levar a melhor e a sua avante. É aqui que todas as regras anteriores devem ser simultaneamente aplicadas para que os limites não passem a ser os delas em vez dos nossos.
Caso os testes feitos sejam acompanhados por birras e amuos, é fazê-las repetir as coisas, sempre que necessário, mostrando que birras, ou caras feias não fazem com que certas tarefas deixem de existir ou deixem de ter de ser feitas, apenas lhes vão custar mais a fazer amuadas.

Nota: O factor idade e aprendizagem resultante têm, obviamente, influência nos comportamentos de ambas. As crianças vêm sem hábitos, sem vícios, sem conceitos anteriores, assim tipo um pedaço de barro que podemos moldar e transformar numa bela peça. As criadas não, pelo que pode ser mais difícil ensiná-las, mas não é impossível.

E então tópicos importantes como as recompensas (ou reforço positivo se preferirem), direitos das crianças/criadas e obrigações dos pais/patrões? Ora essa, eu bem sei que os há e que também são importantes,  mas se eu dissesse tudo aqui depois não tinha material para o tal manual que vocês, necessitadas que estão destes ensinamentos, hão-de ir a corer comprar.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A sério que isto tem um enorme, gigante,monstruoso potencial cientifico, a mim é que não me está a apetecer demonstrar agora

Estou obesa! É um facto. Pior do que estar obesa, redonda, inflada é ter ganho tudo isso, literalmente, da noite para o dia. Tivesse eu comido balões de ar quente ou andado a fumar cachimbos de hélio ainda se percebia, mas não. Foi assim um "vapttt vupttt" que me tornou neste ser de formas generosas.
Onde está a parte científica de elevado interesse, perguntam vocês? Se por acaso lhes ocorreu que a culpa estava na minha boca que teima em não fechar, mas petiscadas que insisto em fazer ou nas cervejas que o calor me obriga a beber, estão redondamente (aqui o redonamente não podia ficar melhor) enganados. A culpa é, espantem-se, da Lua. Sim, da LU-A, desse corpo celeste ainda mais Redondo do que eu e que, em estando cheia, me faz a mim também inflar.
A teoria que relaciona a fase da lua com a minha redondez? Pois que já vos disse que não me apetece agora explicar, mas se souberem o efeito que ela tem na superfície média das águas do mar e nas marés e qual o constituinte que abunda no nosso corpo, são capazes de, com dois dedos de testa, chegar lá por vocês.
Ainda hão-de ver esta teoria patenteada e publicada com a minha assinatura por baixo em revistas da especialide...

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Mixórdia de Temáticas

Chegou o Verão. Bem sei que não estou a dar nenhuma novidade ao mundo e sei também que mesmo que estivesse já o estava a fazer com significativo atraso, mas vejam isto como uma constatação de um facto. Chegou o Verão e tal como em todas as mudanças de estação, na verdade não é em todas, é só mesmo com a chegada do calor e com a chegada do frio até porque, no meu mundo, só deviam haver duas estações, ando com ganas de nidificar. Podia dar-me para renovar o roupeiro, gostava de dizer closet, mas no meu caso é roupeiro mesmo, mas não. Dá-me antes para nidificar. Há algo de ave em mim que, volta e meia não vira, sente o apelo de refazer o ninho. O terraço já está. Não tenho closet, mas passei a ter piscina e um canteiro de ervas de cheiro, e flores que ainda não semeei e relva. Agora era passar para dentro de portas, mas não sei se chego a essa fase. A ver vamos.
Chegou o Verão! Sim, sei que me estou a repetir, mas não estou senil, só estou mesmo muito contente porque com ele chegam os dias de praia, a pele bronzeada, a areia nos pés, o cabelo de mar e os churrascos, as noites quentes e quem sabe, se me portar bem ou não tiver um ataque nervoso, as férias.

Estou farta de gente! Também esta afirmação não pretende ser de cariz informativo. Mais uma vez é uma constatação de um facto, desta feita, incontornável. Se calhar não estou farta de gente, mas sim de gentinha. O problema é que começa-me cá a parecer que há muito mais de umas do que outras e claro está que as que há em quantidade não são das boas. É pena.
Dizem que os amigos são a família que escolhemos. Isso é tudo muito bonito, mas a verdade é que até a família podemos optar por nos relacionar ou não. O mesmo não podemos dizer dos colegas de trabalho. Esses não escolhemos, somos obrigados a co-habitar o mesmo espaço a maior parte do dia e não podemos não nos relacionar com eles. Agora imaginem se nos calham uns quantos da classe da gentalha? Pois...É jogar no Eurocoiso a ver se tenho sorte.

Estou chateada com a concessão do Oceanário. Vivemos num país de alienação de bens públicos, onde tudo o que é nosso é vendido ao preço da uva mijona e de forma pouco clara. Podia dizer o mesmo da TAP, dos CTT, da EDP, mas isso é ainda mais atrasado do que a notícia da chegada do Verão e só mesmo por isso é que não vou comentar, mas provoca-me igual asco. Como é que eu gosto tanto desta merda de país?! Só pode ser por causa do clima, das horas de sol por ano, da comida e do vinho e claro, da minha querida Lisboa. Olha, privatizem antes Albufeira, a Praia da Rocha e a Quarteira que isso é que não faz falta a ninguém. Eu pelo menos não as quero para nada. Isso sim era serviço público.

E pronto, com isto tudo já é sexta-feira, outra notícia bombástica da minha parte, e como hoje madruguei, vou poder desopilar daqui cedo para aproveitar os dois dias que o meu contrato de trabalho me permite ter de descanso por semana. Visto ter chegado o Verão, vou passá-los na praia, na piscina, rodeada de amigos e a comer os grelhados que o macho-alfa há-de tirar da grelha. Podia ser melhor? Pois não sei. Sei que assim, mesmo sendo só dois dias, já vai ser bom.


segunda-feira, 15 de junho de 2015

E como num segundo apenas tudo muda...

Imaginem-se numa apresentação em que o tema é interessante. Imaginem que a oradora é simpática, bem falante, capaz de manter a audiência não só acordada como interessada e participativa. Agora imaginem que, já quase no fim da apresentação ela diz: "Na Quarteira".
Pois...