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quinta-feira, 11 de abril de 2024

Mercúrio retrógrado ou Urano progressista

 Seja lá o que for, certo é que ando em maré de azar.

Consegui amarrotar o carro na porta e no pára-choques. A máquina de lavar a loiça está em coma e de um diagnóstico reservado, passou a uma sentença de morte sem qualquer hipótese de recuperação.

O exercício cá vai, certinho, regular, mesmo nos dias em que só o sofá me serve. Já acabei com o músculo do adeus. O pneu que tinha à volta da cintura já está visivelmente mais reduzido, mas perder volume no resto que é bom - nada! 

Estivesse eu numa fase daquelas em que desistir parece ser a melhor opção e já tinha mandado os pesos e as esteira para as cucuias. Como não estou, vou à arrecadação buscar a máquina de steps. Pode ser que consiga subir ao Bom Jesus de Braga enquanto lavo a loiça à mão.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Ah e tal, não gostam da segunda-feira...

...que custa muito ir trabalhar a seguir ao fim de semana, que acordar cedo é horrível, que ninguém merece isto de estar num escritório,  ou seja lá onde for, horas a fio para ganhar a vida e que trabalho, se fosse bom, ninguém nos pagava para o fazer e não se chamava trabalho, mas sim forró.
Seus meninos! Isso mesmo, sois uns meninos e só me apraz dizer: IDE-VOS QUEIXAR PARA O DIABO!
Pois que uma mulher sai de casa para ir ganhar a vida e ao voltar ao seu lar, directamente ,sem passar na casa da partida nem na natação da criança, lá está, porque à segunda-feira custa muito e a mulher estava muito cansada pois a vida custa imenso a ganhar. ao entrar com o carro na garagem repara, diria até que sente, algo estranho. Havia água a correr rampa abaixo chegando já ao -2. Olha, hoje é dia de limpeza das garagens - pensa ela. Na garagem está o senhorio, dono do prédio, a fazer-lhe sinais, a gesticular entusiasticamente, enquanto ela estaciona. Ela, querida e educada que é, também lhe acena enquanto faz a manobra, pensando tartar-se apenas de um cumprimento mais caloroso.
Ao sair do carro ele diz-lhe que ela tem uma fuga em casa. Uma fuga? ahahah, que engraçado. Uma fuga...e é durante a viagem de elevador, perante o ar preocupado do homem, que ela pensa que talvez haja mesmo qualquer coisa de errado lá em casa. Qualquer coisa de errado é ser modesta. Na verdade ao abrir-se a porta não havia nada de errado. Havia todo um dilúvio, toda uma inundação, toda, TO-DA uma casa coberta de água. Não eram umas pinguinhas, não era uma cozinha alagada, era uma altura de 2/3 dedos (dos grossos) de água que saia por onde podia: pela porta da frente e escadas abaixo, pelas portas para o terraço, enfim, não havia um canto seco.
Ainda bem que a pobre mulher estava cansda e que só queria ir para o seu lar, doce lar. Ainda bem que ela planeava um jantar óptimo seguido de um serão quente e confortável no sofá porque se não fosse a amiga, a mãe, o cunhado e até a vizinha do lado a darem uma ajuda, a esta hora ela ainda estaria sentada no chão a chapinhar na poça enquanto chorava copiosamente. E o macho-alfa, onde é que anda? - perguntam vocês. O macho-alfa está seco e a sul a queixar-se, espantem-se, que não pôde plantar a vinha porque - que desgraça - o terreno estava muito molhado. Irónico, não é? Diria até que isto é a mehor e a mais pura das sintonias amorosas: ambos lixados, preocupados e com a vida virada do avesso por ter os pés molhados.
Ainda assim podia ser pior. Em vez de ficar com o chão todo rebentado, com a casa toda molhada, com 11 tapetes encharcados no terraço na esperança que estes sequem antes de ser Verão (isto se não chover mais), a rezar para que os móveis de madeira se aguentem, que os quadros que estavam no chão à espera de um dia serem pendurados sobrevivam, a inundação podia ter feito um curto-circuíto e o que não estivesse molhado estaria ardido. Acreditem que ela até está feliz, diria mesmo grata, por a água não ter subido o suficiente para lhe molhar a cama ou pior, que tivesse chegado às gavetas dos sapatos.
Agora diz que a moça vai só ali deitar-se no sofa a pensar na real merda de dia que teve e esperar que isto seque enquanto faz figas para que o dia de amanhã seja um cadinho melhor e que, acima de tudo, não chova!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Ora comecemos então a semana

Acho que não era bem isto que eu tinha em mente quando, de olhos levantados para o céu em jeitos de oração, pedi ao universo que me desse forças para queimar pneus. Lá está isso de termos de ter cuidado com o que pedimos...
Universo, se me estás a ler, eu referia-me aos da barriga, não aos do carro.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Será que hoje fico-me por aqui ou ainda há mais?

Queixava-me eu de manhã que os 100% de humidade me tinham deixado o cabelo num caos. Realmente, quando pensas que a coisa está a correr mal, há sempre mais um degrau a descer...pois que não bastava a humidade do ar tinha ainda de juntar mais um valente copo se sumo de laranja por mim abaixo. Encharcada literalmente da cabeça aos pés e com um cheiro insuportável, o melhor é continuar sentada, não por preguiça, mas porque tenho o rabo colado à cadeira e até tenho medo de me levantar.
Podia ser pior. Visto hoje ter preferido calçar uns gigantes saltos em vez de umas galochas, podia ainda ter escorregado na calçada ficando estendida no chão coberta de formigas.
Uma vez que o dia ainda não acabou, wish me luck!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Se há coisa que inspira os outros é a desgraça alheia

Depois de uma maratona de compras vou buscar o Calvin a casa da avó onde me queixo de, logo no primeiro dia de férias estar cansada.

Calvin: Mãe, eu conduzo o carro para casa para tu descansares.
Eu: Ahahahahaha, exacto filho, é isso mesmo...
Avó: Então? se calhar não o arranhava na garagem como tu.

E isto só porque este fim de semana o muro da da minha garagem decidiu desviar-se e meter-se à frente do meu carro...mais uma vez.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Anita a fora da lei

Estou de volta aos meus tempos de rebelde, de rufia prevaricadora, de teenager que julga que as regras só existem para ser quebradas, de fedelha que quando conduzia, queria tudo menos ser mandada parar pela polícia.
Na altura era por não ter carta, agora o motivo é o mesmo. A grande diferença é que antes ainda não a tinha tirado e agora tiráram-ma, e tudo por ter passado um mísero sinal vermelho...
Resta-me ter tanta sorte como tive antes e que o dia 4 de Fevereiro chegue depressa.
Podia dizer como é que, 1 ano e meio depois de ter passado o dito sinal, fiquei a saber que do castigo que o senhor agente tinha guardado para mim, mas se o fizesse podia chocar as pessoas mais sensíveis, causar más impressões ou deixar aqui a ideia que não, não voltei aos tempos rebeldes, mas que nunca saí deles, e não há necessidade.


sábado, 20 de outubro de 2012

Diário de uma coxa #10

Lembram-se de eu ter mencionado AQUI a possibilidade, ou mesmo quem sabe, a existência de um estudo sobre a percentagem de pessoas que partem mais qualquer coisa depois de terem partido um pé?
Ora bem, eu já posso ingressar nas estatísticas, não daquelas que partiram efectivamente, não daqueles que escaparam ilesas, mas daquelas que quase-partiram-mais-qualquer-coisa-mas-que-ainda-assim-se-avacalharam-todas-depois-de-terem-partido-um-pé.
Estado eu, como já é do conhecimento geral e correndo o risco de me tornar repetitiva, limitada no que a locomoção diz respeito, vi-me obrigada a utilizar o serviço de entregas ao domicílio do Pingo Doce. O ideal era o Sr. Jerónimo Martins  modernizar-se e, em vez de fazer publicidade utilizando músicas (?) de qualidade duvidosa e sonoridade que fica a martelar qualquer cabeça, criasse um site de compras online, mas isso fica para a caixa de sugestões, um dia que me apeteça brindá-lo com uma das minhas ideias geniais e pioneiras, diria mesmo, nunca antes vistas. Enfim, podia ter feito as minhas compras num outro supermercado qualquer, assim daqueles modernos, com sites acessíveis a coxos, calões, deficientes e malta que gosta de comprar a partir de casa em geral, mas para além de coxa, sou uma moça de hábitos. Adiante, que o facto de ter feito as compras ora alapada na prateleira dos frescos, ora sentada no frigorífico da carne, gesticulando e usando como ponteiro a muleta para dar indicações claras do que eu queria comprar à S., não interessa nada para o caso. O que interessa é que marquei a entrega das minhas compras para a manhã do dia seguinte.
Pois que a minha campainha também é uma campainha moderna, além de estrangeira o que por si só atesta a sua irrefutável qualidade e glamour, em especial quando recebe os convivas com um the doors is open. Please close the door behind, e é sabido que campainhas desta estripe, assumem que se a porta não for aberta rapidamente, significa que não a queremos abrir de todo. Pois que a minha campainha, moderna e estrangeira, não contempla o facto de uma pessoa poder andar mais devagar, assumindo por isso que não me apetecia ver o senhor das entregas do Pingo Doce, nem pintado de ouro pelo que, e sob pena de ele desistir de esperar levando com ele os víveres que me permitem ir sobrevivendo, corri (sendo que aqui o correr foi mais saltar sem muletas, ao pé coxinho) corredor fora, atravessando a sala de jantar e tentando chegar à varanda, de onde gritaria do alto do meu 3º andar, que queria a minha comida de volta.
Até aqui, e já sendo o episódio arriscado o suficiente, tudo estaria bem, não fosse um erro de cálculo ter-me feito tropeçar e bater com a cara, em cheio, no varão de metal (sim, leram bem METAL) que funciona como parapeito. Visto só ter rebentado o nariz e esfolado um joelho, fiquei contente ao certificar-me que afinal o senhor tinha conseguido entrar no prédio e que eu ainda tinha os meus dentes todos no lugar, o que me iria permitir degustar as maravilhas que estavam para chegar, sem ser por uma palhinha.
Afinal, no meio de tudo isto, posso dizer que sou uma moça com sorte!

Poderia também aproveitar este post para falar sobre a cara que o senhor fez ao ser recebido por alguém de muletas, com um pé engessado e com a cara cheia de sangue a dizer-lhe, com o ar mais natural do mundo, para pôr as compras na cozinha e, se não fosse pedir muito, para deixar os sacos com os congelados à parte a fim de serem arrumados com prioridade, mas acho que não vale a pena.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Sexta Feira 13? Used to be perfect...


Não sou supersticiosa. Não tenho qualquer tipo de ritual, crença ou superstição que me leve a não passar debaixo de um escadote, a fugir de gatos pretos [tempos houve em que vivia com um que não era malígno, só gay], a ficar em pânico por partir um espelho ou qualquer outra situação que componha a lista das "coisas a evitar por supersticiosos, medricas e esotéricos". Assim sendo, os meus dias de azar não se prendem com coincidências de calendário. Tenho-os e pronto!
Confesso até que sinto um certo carinho por este dia místico, talvez devido à minha solidariedade para com os tristes, oprimidos e ostracizados. Não sou mística nem supersticiosa, mas sou boazinha.
Agora que há uma coincidência engraçada no dia de hoje, lá isso há. De tal maneira que até me levou a questionar se esta coisa do azar não terá algum fundamento.
Como é que é possível que 1 jarro de sangria de champagne, 2 gin tónicos e 1 1/2 shot [não me perguntem o porquê do 1/2 shot, nem vale a pena. Seja lá o que for achei por bem contabilizar], aliados a menos de 3h de sono me deixaram neste esado miserável em que não consigo manter a cabeça direita, quanto mais pensar? Gente, se vir para o escritório neste estado não é azar, então juro que não percebo nada disso da má sorte!!!
Cheira-me que também há um dedinho da Lua Cheia nesta história, mas pronto, eu cá não sou de intrigas e não quero levantar falsos testemunhos.



sábado, 6 de agosto de 2011

Se podia tecer alguns comentários sobre o adiamento das minhas férias?

Poder até podia, mas não é que não fosse a mesma coisa...seria era censurado!
A raiva, a irritação, o drama, o horror, a pressão, a frustração, a nausea...enfim, o trabalho às vezes tem destas coisas!

Nota: qualquer semelhança com o Artur Albarran é pura coincidência ou fruto do sono, muito sono [mas que também mandava umas berlaitadas bem dadas à puta da workstation, à cabra da sísmica e aos cabrõs dos mapas, lá isso mandava!]

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Verdades & Clichés

Não sou dada a clichés, mas ele há dias em que assentam quem nem uma luva.
Posta a minha débil condição física, só me ocorre um: Não nasci para ser sopeira!
Admito que este tipo de afirmação possa irritar algumas pessoas [quem sabe as que até nasceram para tal] e que pode até roçar a arrogância, mas é uma verdade, verdadinha. Não nasci!
É certo que não tenho outro remédio, mas que fique registado que o faço sob protesto.
A prova que não nasci para sopeira [para além do meu evidente bom ar, unhas arranjadas e todos aqueles pormenores que deixam essa diferença bem clara] é que, no dia em que, não tendo alternativa, agarro na vassoura, na esfregona, na lixívia e nos panos, no balde e no escadote e me resolvo a tornar o palácio para onde em breve vou viver num ninho alvo e imaculado, fico entrevadinha e empenada qual múmia!
Que grande porra esta de ter passado o resto da tarde na praia e o festival de Sto António sem me conseguir mexer. É preciso ter azar!
O que me valeu foram as quantidades industriais de fármacos e os mimos da mana ou a próxima peça de decoração que ia comprar era um sarcófago e, mesmo calçando apenas um 36, algo me diz que ia passar a dormir em pé!

Nota: Tendo em conta que andei a acartar com montes e montes de coisas para o meu Gran Palácio nos últimos dias podia ter escolhido antes um  Não nasci para estivadora, mas achei que a história da sopeira era mais abrangente e me ficava melhor.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Toma lá que é democrático!

Se há coisa que é realmente democrática é a Natureza!
Tudo é dividido por todos de igual modo. Justa? Talvez não...
E porque me lembro eu desta coisa da democracia?
Não, não é a campanha eleitoral em curso, não é o estado da nação...nada disso! É uma porcaria de uma gripe que parece ter-me apanhado!!! Não há direito!
Afinal não é só o sol que quando nasce é para todos! A gripe também!!!
Ao que parece a gripe é uma virose democrática que ataca qualquer um, sem excepções raciais, políticas, financeiras, sexuais, etárias...mas a mim??? Estou chocada! Indignada!!!
A mim que normalmente os vírus não pegam (vá-se lá saber porquê), a mim que cujo estatuto de mommy me confere imunidade (ou talvez não) contra essas maleitas menores...não me conformo!!!
Já que toda a gente se queixa que ninguém dá nada a ninguém, eu dou!
Neste momento encontro-me a oferecer dores no corpo, cabeça pesada, garganta inflamada e uma tosse daquelas que parece que vai saltar um pulmão!
Não há interessados? Que estranho...
Realmente é mesmo à "povinho"! Queixam-se, queixam-se, queixam-se, mas quando aparece alguém que efectivamente dá alguma coisa, sem nada em troca, com garantia de não as pedir de volta...ninguém quer!
É por estas e por outras que o país não vai para a frente!!!
Pior, alguém como eu que se enquadra no estatuto de "excluída do mundo viral" não está, naturalmente, preparada para a eventualidade de um ataque!
Na minha caixa de medicamentos encontra-se um monte de armas de combate (ao que parece muito pouco eficientes) a gorduras infiltradas, celulite, queda de cabelo e retenção de líquidos, "desarranjos de origem africana" (em quantidades industriais), profilaxia para a malária, anti-histamínicos... com sorte até uma mezinha para cravos e unhas encravadas lá consigo encontrar, mas para a gripe?! Nunca me ocorreu!!!
Vá lá que me sobraram uns Ben-u-rons ainda no prazo ou a hipótese que me restava eram medicamentos pediátricos. Tendo em conta que esses têm 250 mg do componente necessário, teria de tomar no mínimo 4 para fazer uma dose de adulto, mas como eram em supositório...confesso que fiquei radiante com a descoberta de uma lamela com comprimidos de 500 mg!!! :)
Algo me diz que amanhã vou ter de ir à farmácia...
Enfim, começo a estar cada vez mais descrente na democracia do sistema!!!
Até lá, e no meio de desconfortos, maleitas e descrenças, vou bebendo um chazinho quente e fumando uns cigarros (sim, aparentemente e gripe também tem efeitos nefastos ao nível do cérebro :S). Pode ser que essa mistura bombástica consiga "matar o bicho"!!!
Bom, mas nem tudo podia ser mau e quando na vida se fecha uma porta...abre-se algures uma janela!
Pois não é que a malfadada virose até fez qualquer coisa em condições?
Não só levou o meu bem-estar como o meu apetite! (esta última quase que me faz chamar a gripe de amiga)
Por isso, vou ver esta gripe como que um auxilio à tarefa megalómana de perder kg! :)
Só espero que a falta de apetite (não a gripe) se aguente por umas longas e belas semanas!!!

domingo, 28 de novembro de 2010

Anita...devia ter ficado em casa!

Ele há dias em que não se devia sair de casa! Noites então, uiii, só mesmo de manta, meias de lã e chá, mas a Anita insiste em ser diferente...
Confesso que começo a acreditar nestas coisas das "marés de azar". Juro que ainda pensei que Vénus tivesse tido alguma culpa nisto, mas afinal já deixou de estar retrógrado no dia 18!
Eu devia saber que entrar nos 30 não deveria ser motivo de comemoração, nem tão pouco de rambóia, mas ainda assim, resolvi arriscar pois quem não arrisca...não petisca!
Comecemos pelo petiscar...e que tal um sítio diferente? Mas assim tão diferente que só dei com ele depois depois de quase 1hora às voltas?!!! Por momentos pensei até que tal sítio nem existisse! Imaginava-me já aldrabada, à procura de um restaurante imaginário (provavelmente negócio de família dos pais do Horácio) ao pé da Casa dos Bicos (há quem diga também que a localização fazia prever algo, no mínimo estranho!).
Casa dos Bicos - só para esclarecer alguma dúvida que o nome possa suscitar! Para além de mim, este blog também é direito!!!
Enfim, depois de muitas voltas, telefonemas e já com o estômago colado às costas, lá encontrei o restaurante, pensando que tinha sido apenas um happening. Nunca um presságio para uma noite surreal!!!
Enfim, depois de um belo jantar, de muitas cervejas e sangrias bebidas (apenas e só para descolarem o estômago das costas) e de cantarmos os parabéns, metemo-nos a caminho de uma festa 80's/90's...
Bolo de anos TOP!!! :D Muchas gracias à artista!!!
Eis então que, uma meia-horita depois de chegarmos, ainda com o primeiro copo na mão e sem termos passado muito além do Rick Astley (diz que foram épocas musicalmente vastas onde se ouvia de tudo...), o espaço é invadido não por 1, não por 2, nem por 10, mas por qualquer coisa como uns 20 polícias!
Por momentos parecia que estávamos numa festa da 32ª Esquadra da Horta Nova. Tudo a marchar por ali fora, de cacetete em punho, mas não. Afinal era (só) uma rusga...se calhar a rusga até acabou por ser mais divertida do que se fosse a festa!
A partir daí foi o caos! Acenderam-se as luzes, pararam a música (essa parte até que nem foi má de todo, a seguir pareceu-me que ia cantar a Cher) e toca a correr com toda a gente dali, não sem antes ser identificada e revistada, até à virola que alguns tinham nas calças!
Aí gelei! É que o Horácio, apesar dos meus avisos, insistiu em levar com ele substâncias que podiam ter-nos feito ir mesmo para a Horta Nova, mas acho que não íamos fazer grande festa por lá! A sorte é que o Elfo também lá estava e como criatura bem relacionada que é safou-o!!!
Eu punha, com todo o agrado, fotos que comprovassem a situação, mas diz que os Srs. Agentes não são muito dados a essas coisas e não cederam a nenhuma das muitas tentativas e pedidos que fizemos para isso. Nem mesmo eu dizendo que eram os meus anos e que era a minha 1ª vez numa rusga amoleceram os seus corações de Robocop! Ainda tentámos uma sentadas ao volante da ramona, mas só conseguimos uma encostadas à viatura azulinha, a fingir que conduzíamos a alta velocidade. Se calhar tínhamos de soprar no balão antes, mas assim acho que só iríamos ter direito a umas sentadas no banco de trás ou daquelas de perfil encostadas à fita-métrica, pelo que achámos melhor não arriscar...
Durante a longa espera, ainda tentámos apelar ao bom senso das autoridades gritando palavras de ordem do tipo " a bófia não manda aqui", mas eles fizeram-se de moucos e continuaram... (hummm, acho que a sala não tinha acústica!). O Lopes ainda tentou avisá-los que talvez estivessem enganados pois os gatunos estavam no parlamento, mas eles não quiseram saber. Se calhar iam lá depois...
Posto isto, com a festa acabada e sem Risck Astley como banda sonora, resolvemos rumar para um outro local onde pudéssemos continuar a festa, de preferência sem os Srs. Agentes, sem a Cher e vá...também dispensávamos o Ricky, só para a Cher não ficar sozinha!
Meios desolados (talvez desolados não fosse bem a palavra), lá fomos!
Entre danças, brindes, rodadas as quais tentámos (sem sucesso que a moça não era parva de todo) que fossem só 5€, e ao som de Xutos e Pontapés (ahhh, a música estava muito melhor!!!), resolvi mandar um sms...aliás, não foi 1 sms qualquer! Foi o último sms enviado por mim daquele tlm. E não, ele não se avariou, não ficou sem saldo, não se vaporizou...foi doado sem meu consentimento e conhecimento! Pois não é que alguém lá dentro gostava mesmo de ter um tlm igual ao meu?
Se me tivessem dito eu tinha certamente mudado a opinião da pessoa pois na realidade ele nem era grande espingarda, mas perguntas para quê? Toca de pôr a mão na mala e...surprise! Diz que agora estás mais leve!!!
Confesso que quando dei conta fiquei um bocado chateada...é que nem me pude despedir! Mas houve quem me dissesse para não ligar, para não estragar a minha noite por um tlm modelo "charuto" e eu, como sou uma fraca, decidi borrifar-me para o assunto. E assim a título de borrifanço, resolvi ir buscar mais um whisky, agora para ajudar a esquecer o sucedido (o estômago já estava descolado por isso essa desculpa já não ia servir!)
No entanto, o facto de ter dado o tlm a alguém não devia estar sanado, deixando-me ainda irritada (mesmo com whisky), pois há quem diga que eu estava com ar de Cruella de Vil, e não por causa das peles. Parece-me que era por qualquer coisa como cabelos desgrenhados e olhos esbugalhados...mas não tenho a certeza!
Até aqui eu achava que a minha noite já tinha tido peripécias suficientes para não me esquecer mais do dia (noite) em que tinha sido promovida a pessoa adulta com direito a participação em rusgas policiais! Ohhh, como eu estava enganada!
Quando achamos que nada pior pode acontecer...eis que há sempre mais um degrau até ao fundo do poço!!!
Pois não é que eu, cansada que estava da noite, deixei a minha mala no táxi?
Quer dizer, não fui bem eu...na realidade eu pedi ao Horácio para a trazer, mas o desgraçado, que não está habituado a beber, estava para lá de Bagdad e toca de sair do táxi com as mãos a abanar! E foi assim que entrei na idade adulta: com uma dor de cabeça monstra (aqui a culpa foi claramente do Rick Astley...acho que era assim que o escocês se chamava, mas não me lembro bem), completamente incomunicável, sem dinheiro, sem chaves de casa e carro, sem roupa para além de um vestidinho de cetim, sem tabaco, sem documentos (ahhh, que sorte a rusga ter sido antes ou em vez de dormir na casa de uma amiga tinha mesmo ido festejar com os agentes da Horta Nova), sem maquilhagem, ganchos, escova, pinça (estas últimas sem dúvida deveras importantes)...sem nada!!! Entrei nos 30's ao estilo refugiada do Kosovo e com a boca a saber a notas de música!!! Não podia ter feito melhor!!!
Enfim, há que ver a coisa pelo lado positivo...RENOVAÇÃO!!!
Vou ver isto como início de uma nova etapa na minha vida, onde vou ter de começar do zero, com tudo novo!
O primuxo já deu uma ajuda - ofereceu-me uma carteira nova que vou ter de começar a encher pois estranhamente esta vinha vazia.
Ah, e só assim de repente, para compensar a irresponsabilidade, vou obrigar o Horácio a oferecer-me uma mala novinha em folha! Afinal ele não podia passar impune!