segunda-feira, 30 de setembro de 2019

O quê que eu tenho a dizer sobre a Greta?

Tenho a dizer que, depois de ter visto o discurso dela e de lamentar que uma criança com limitações seja usada desta forma como porta-voz de algo que na verdade ela desconhece, da hipocrisia que acho ser ir até Nova Iorque num barco à vela, pertença da realeza para fazer um discurso inflamado e pateta que nem sequer é de sua lavra, o grande Quim Barreiros é que a sabia toda. Esse grande visionário da música popular portuguesa tem uma canção que não podia descrever melhor o fenómeno que a Greta é actualmente.

Não precisam de agradecer.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Tantas coisas importantes para fazer e em que pensar...

...e a única coisa que não me sai da cabeça é que tenho fome, frio e sono. Muito, de todos.
E agora? Como é que faço para me concentrar no trabalho que tenho para fazer quando não consigo tirar uma alheira com ovo estrelado e batatas fritas da cabeça?
A sorte é que conheço as minhas limitações e por isso, neste momento resta-me esperar, de olhos abertos, que chegue a hora de almoço. Pode ser que eliminando a fome da equação, os poucos neurónios que tenho em funcionamento me deixem produzir qualquer coisa. É fazer figas, meus caros. É fazer figas.

domingo, 1 de setembro de 2019

Aeroporto de Lisboa

Já foi um aeroporto giro, agradável. Pequeno, é certo, mas bom, até porque a máxima "tamanho não é documento" aplicava-se bem a dito.
Agora o aeroporto parece a Sagrada Família, mas em vez de ser a catedral é o aeroporto inacabado. Permanentemente em obras, com tudo a mudar de sítio de uma semana para a outra. Está confuso, sujo e só de passar no supermercado a que chamam dutty free, fico ali entre o enjoada e com uma tremenda dor de cabeça. Detesto o cheiro a miscelânea de perfume. Imagino o nariz da gente que ali trabalha e pior, imagino a quantidade de analgésicos que têm de tomar para poder aguentar a jornada. Alguém que lhes dê um subsídio de risco à conta de possíveis intoxicações.
Seja no Montijo, Alcochete, Ota ou no raio que os parta, decidam-se lá, façam um como deve ser. Este, que outrora já foi bom, está a rebentar pelas costuras e a mim não me apetecia nada cá estar.