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quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Qual é a parte que o Universo ainda não percebeu?

Isto de ser independente, de ter uma profissão e uma carreira é muito bonito, é muito lindo, mas não é para mim. As minhas ambições não são ser CEO, CFO, uma empresária de sucesso ou DDT (para quem não sabe é Dona Disto Tudo). Eu só quero ser dondoca empreendedora! Contem comigo para estar em casa a organizar o lar (já se sabe que as empregadas se são deixadas em autogestão não se orientam como deve ser), para tratar das crianças, para dar jantares e festas, para fazer exercício e fazer caminhadas, para almoçar com as amigas (que também se querem tão dondocas empreendedoras como eu), para ler, para cuidar de mim e para fazer tudo aquilo que uma boa dondoca empreendedora faz. Desenganem-se se acham que esta minha ambição é "poucachinho" ou redutor. "Poucachinho" é ter de alombar 8h por dia a tentar explicar o B-A BA a gente muito pouco preparada quer intelectualmente quer a níveis de boa formação pessoal. Ter de ensinar línguas a burros velhos que mais se assemelham a mulas teimosas, isso sim é redutor. Valha-me ao menos que, ao fim de tantos anos, temos agora direito a um escritório como deve ser, moderno, sustentável, arejado, sem alcatifas com mofo e uma luz decrépita. Nem tudo podia ser mau.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Meu querido mês de Agosto - versão 2019

quem diz Agosto, diz Junho, Julho e Verão em geral (vá, que nos reste uma vaga e ténue esperança em Setembro).
Estou aqui na dúvida se o melhor é desistir já de acreditar que ainda vai haver Verão este ano e aceitar que passámos do Inverno directamente para o Outono, sem passar pela casa da partida em sem 2000, ou se continuo a acreditar piamente que os meus parcos dias de férias que conto gozar a sul vão ser tão quentes, sem vento e com águas cálidas como os blogs e instagram's desta vida me querem parecer.
Eu sei que lá bem no fundo sou uma crente, mas tenho um lado pessimista que me diz para começar a planear as férias do próximo ano ao mesmo tempo que vejo decorações de Natal...

quarta-feira, 17 de julho de 2019

A 17 de Julho de 2019...

...eu, pessoa a quem ultimamente as crenças têm deixado ficar razoavelmente mal, posso dizer um "R.I.P summer 2019", ou será que continuo a pedir, com todas as minhas forças e a acreditar com todo o meu ser, que ele tarda mas não falha?
É que noites as frias e dias cinzentos e ventosos fazem-me acreditar que, algures no tempo, se deu uma inversão do pólo terrestre e nós, que nos julgávamos no hemisfério de cima, naquele onde não se anda de cabeça para baixo e onde em Julho é, espantem-se, VERÃO, afinal estamos num Outono manhoso. Parecendo que não isto está a deixar-me deprimida, com tosse, entupida e a pensar se não devia guardar os dias de férias lá mais para Janeiro, quando talvez por cá esteja um calor das arábias.
E por favor não me venham dizer que isto é dos bifes que comemos, dos puns que damos e dos carros eléctricos que não conduzimos pois já me basta perder a fé neste Verão, não quero perder a pouca que me resta nas pessoas!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O Homem é um animal de hábitos, já a mulher...

Isto de chegar ao escritório às 8h30 faz com que às 12h esteja a morrer de fome e às 15h esteja a morrer de sono.
Apesar de chover lá fora, aqui dentro está quente e é óbvio que estaria ou não tivesse eu decidido hoje não ter os pés ao fresco.
Podia dizer que me vou habituar a isto de entrar muito mais cedo, que me vou habituar à ideia de que o sol que era bom já era e que praia só para o ano, mas neste momento apetece-me amuar, fazer birra e ser do contra! Pode ser que amanhã me passe...ou não.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Junk E-mail e cenas que me aparecem no mail de trabalho

Por momentos, e ao ler o nome Mona, passou-me pela cabeça que a senhora do sorriso misterioso, aquela que eu vi pequenina, lá atrás dos vidros e das baias de segurança no Louvre, aquela a quem todos fotografavam e a quem eu virei as costas por tê-la achado uma decepção, afinal a última ceia com quem ela partilhava a sala era infinitamente melhor, me estava a mandar um e-mail quem sabe a pedir satisfações pela má publicidade que lhe tenho feito e pelos elogios pouco simpáticos que lhe tenho dirigido sempre que se fala nela. Oh Anita, mas aquilo é só um quadro, a senhora já nem existe, não se sabe se existiu e este teu devaneio é só...ridículo, dizem vocês. Pois, está bem, até pode ser, mas a caixa de e-mail é minha e em mim ninguém manda o que me dá todo e qualquer direito de pensar o que quiser, em especial sobre quem se dirige a mim usando Mona como nome e a mim apeteceu-me assim. Podia ter-me dado para pior, mas adiante. Esta história podia ser toda muito certa, muito verdadeira não fosse no subject a Mona pedir-me para escolher uma carta. Aí Jesus, mas agora querem ver que a Mona (nome carinhoso também empregue à polícia) me veio informar via e-mail que afinal 120 dias sem pegar na minha viatura não chegam como castigo e que o melhor é escolher outra carta que não a de ligeiros para tirar? Eu cá não sou fã de motas e carta de pesados também não me parece uma boa opção.

Bom, no meio de tanta dúvida e visto isto ter ido parar à junk box, façamos então um shift+del r não se fala mais no assunto. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Assim de repente e sem melhor título para dar a isto, diz que vai ser tudo ao molho e fé em Deus

Desconfio que algo mudou. Não sei bem o quê, se é um alinhamento cósmico, se o diabo, mas a verdade é que estou para aqui a fazer figas para que o Sr. Accuweather não tenha razão e que não caiam nem raios nem coriscos para eu poder ir correr. Eu que nunca corri, que nem nunca gostei de o fazer, agora faço figas para que não se me arruínem os planos. Até programo a hora da pausa do cigarro a ver se a nicotina não me faz parar mais cedo. Ao que cheguei!

Desde os meus 15/16 anos que andava de candeias às avessas com a Zara. Houve ali uma altura, há uns 2 anos, em que lhe dei trégua na secção de criança, mas foi sol de pouca dura. Hoje, ao décimo quinto dia do mês de Março do ano de 2015, sinto que preciso de ir à Zara e que de lá sairei feliz. Ainda estou aqui a digerir este sentimento, sem saber ainda se o encaixo na vergonha ou na estupefacção, mas logo vejo o que lhe faço.

Se a tudo isto juntar o facto de, mesmo com os níveis de paciência no redline, sorrir e acenar a uma birra de criança na qual a criança já tem mais do que idade para ter juízo, concluo que ou o Apocalipse está para breve ou estou a pontos de atingir o Nirvana.

Nota: e enquanto escrevia isto tudo...começou a chover! There goes my running, que eu cá ando a gostar disso de correr, estou maluca da cabeça, mas à chuva? Também não fiz mal a ninguém.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Se isto fosse um daqueles filmes românticos de Domingo à tarde...

...estaria eu aqui sentada, a suspirar pelos cantos, a olhar pela janela onde se podiam ver os aviões a descolar, lamentando isto de ser recambiada para o frio até que me amalucava! Sim, levantava-me num salto, agarrava na mala e apanhava o primeiro avião para um destino de sol onde, obviamente, teria o macho alfa à  minha espera já de calções e cocktail na mão.
Pois, mas não é. Na verdade a única semelhança com o cenário anterior é só mesmo o facto de ser Domingo.
Ao menos se pudesse fumar um cigarro...sempre ajudava a passar o tempo e a afastar estas ideias Hollywoodescas da cabeça, mas também não! No país onde se podem fumar charros com fartura, de toda a espécie e tamanho, no país onde é tudo "legalized", por ca'raio é que eu havia de poder fumar um cigarro no aeroporto enquanto enquanto  espero por um voo de ligação?
Eu realmente tenho cada ideia...

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Enquanto o sol brilha lá fora...

...e há gente que nasceu com o rabo de tal forma virado para a lua que hoje pode ir pô-lo ao sol, eu estou aqui enfiada na chafarica a pensar, a pensar, a ver se consigo dar resposta a uma pergunta que insiste em não me sair da cabeça.
Será que ter 3 monitores na minha secretária, sendo um de um portátil e os outros 2 com mais 50 cm, dá para bronzear pelo menos a cara?
Pelo sim pelo não vou dar "um toque" nas definições aqui dos bichos. Mesmo que não me tirem esta cor de lula, de certeza que me aquecem e me metem a suar. Bem sei que suar não dá boas cores, mas funciona assim a jeitos de sauna o que também já não é mau.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

PQP, que é como quem diz: put@ de sorte a minha

Agora que tenho os dias de férias esmifrados, comidos, contadinhos e guardados para conseguir manter a pouca sanidade mental que me resta até ao fim do ano é que vem o Verão?
Agora que as aulas começaram, que o subsídio de férias já acabou e que já estávamos formatados paras as noites frescas e chuvosas, para as folhas amarelas e laranja a caírem das árvores, para o cheiro a castanhas na rua é que estão 30° C? Quando a cor que ganhei nas tardes, sim tardes que as manhãs estavam demasiado frescas para praiar, desapareceu é que vou voltar para a praia a parecer uma lula?
Pior, mesmo que as respostas às perguntas anteriores fossem todas sim, por muito despropositado que parecesse, diz que tem de ser um não!
É que como se já não bastasse toda a frustração que a actual conjuntura climática me provoca, as temperaturas nem sequer se dão ao luxo de se manterem assim no fim de semana!
Se isto não é um plano macabro para me levar à loucura, então eu não percebo nada disso das conspirações!

sexta-feira, 25 de abril de 2014

25 de Abril - Quarenta anos de Liberdade

Podia dizer tanto sobre isso da Liberdade e do que é isso de ser-se livre. Podia agradecer aos  nos deram, a nós mais novos, a Liberdade de mão beijada, sem mexer uma palha, quanto mais um cravo. Podia dizer que a Liberdade é na verdade um direito que todos deviam ter. Podia pegar nisso da Liberdade e pôr-me para aqui a fazer um discurso político, mas lá está, sou uma básica e antes que comece a pôr os pés pelas mãos, antes que chegue à conclusão que na verdade ninguém é livre, que ninguém faz o que quer e que isso da nossa Liberdade terminar onde começa a Liberdade dos outros é um intervalo muito curto entre duas linhas, antes que os meus próprios pensamentos, os quais gosto tanto de chamar livres, se revelem ser mais mais uma espécie de caos e anarquia, fico-me pelo simples:


quarta-feira, 19 de março de 2014

...ali ser felizes para sempre?


Muitas são as perguntas que gostava de fazer, tantas. Há um sem fim de dúvidas que me inunda a cabeça e para as quais gostava de ter uma resposta, uma explicação. Ainda assim, no meio da multidão de pontos de interrogação que me habita, este destaca-se dos outros. Este ocupa mais espaço, muito espaço, aliás todo o espaço. Perto dele todos os outros deixam de ser importantes e apenas este e só este precisa de resposta.
Então, vamos?

terça-feira, 4 de março de 2014

Eu e mana...

... a um curto passo de sermos ricas, milionárias, obscenamente abastadas, (ainda mais) excêntricas - sim, a mana tem jogado no euromilhões com grande fé e, apesar de não haver qualquer tipo de sociedade, há um pacto que garante o meu bem estar futuro - começámos à procura da nossa nova morada.
Enquanto nos debatíamos se era melhor uma casita familiar em Miami, um chalet em Bridgehampton (a mana acha que basta ter a palavra Hampton no nome para ser logo uma opção para lá de chique), ou uma cabana nas Grenadines, chegámos à conclusão que bom, bom é continuarmos por cá. Que essas mansões à beira mar plantadas em terras de estrangeiros e sol não prestam, que não fazem jus à nossa classe e condição e que, se é para gastar, se é para não olhar a tostões, se é para viver à grande, então que seja já aqui ao lado, com vista para o nosso belo Monsanto e radial de Benfica.
A única questão que se põe, pelo menos para mim, é se com tanto dinheiro não dá para trocar o nome à freguesia e passar a ser São Domingos de Sporting. Cheira-me que não é nada que não se resolva com uns trocados. Afinal, somos excêntricas ou não somos? 

sábado, 1 de março de 2014

"Quer trabalhar como massagista?"

Foi este o subject de um e-mail que recebi. É preciso ter lata!
Ora bem, vamos lá ver se nos entendemos pois parece que vos anda a escapar qualquer coisa.
Pois que começam logo mal perguntando-me se quero trabalhar. Ora, é óbvio que não quero. Ninguém quer. Se o trabalho fosse bom não se chamava "trabalho" nem sequer era pago. A coisa piora quando me perguntam se quero trabalhar como massagista.
Se há coisa que julgava ter deixado bem claro é que o que eu realmente queria era ser dondoca. Não quero ser médica, não quero ser estrela de cinema, modelo, astronauta, bombeira, fada nem bailarina, muito menos massagista. Quero ser dondoca. DON-DO-CA.
A menos que tenham propostas destas para me fazer, mas das boas, não vale a pena fazerem-me sugestões de outro tipo, combinado?
Se por acaso não tiverem uma oferta para dondoca, também aceito uma de obscenamente milionária, só para verem que lá no fundo eu não sou assim tão exigente.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Eu não diria melhor...

"E, hoje, o que me falta é o abraço. O abraço que me aqueça a noite. O abraço que me transborde a alma. O abraço que adormeça o mundo e que me acorde o corpo. O abraço.

E, hoje, o que me falta são os braços. Os braços que não me soltam. Que me agarram e não me deixam cair. Os braços que me devolvem a serenidade. Que me ensinam a segurança. Os braços.

E, hoje, o que me falta são as mãos. As mãos em mim. As mãos que tão bem me sabem acordar. As mãos que melhor me sabem adormecer. As mãos irrequietas que brincam e as que, no sossego, afagam. As mãos.

E, hoje, o que me falta és tu. E as tuas mãos. E os teus braços. E o teu abraço. És tu.

E tu? Tens tudo aquilo que necessitas?"
- Rita Leston -

Lá diz o ditado que "não se pode ter tudo" e então uma pessoa vai tendo o que pode. O que consegue. O que por vezes nos dão e o que outras vezes aceitamos. Não que seja um ficar feliz com o que se tem - às vezes o que se tem não chega - mas que não seja ao menos a ansiedade e a frustração de não ter mais.
Que por vezes nos baste o que dá para ter e às vezes o que se tem, apesar de não ter sido o que mais se queria, é talvez o que precisávamos e não o que julgávamos precisar.
Podemos não ter tudo o que necessitamos, mas o que já temos, isso ninguém nos tira. E às vezes já é tanto...

sábado, 11 de janeiro de 2014

Era mesmo isto que me faltava...

É exactamente nos dias em que precisamos desesperadamente de uma banda sonora que nos "esvazie a cabeça" de tudo aquilo que nos impede de focar apenas e tão somente no (muito) trabalho que temos para fazer, que nenhuma música nos serve. Gigas e gigas de músicas, para todos os gostos e estilos e nem uma serviu como banda sonora.
Hoje, Sábado, quando não há linhas sísmicas para interpretar nem barris para contar, quando me estava a preparar para entrar no Tonicha mode e ir zumbar, não na caneca, mas numa aula, eis que surge uma música que se encaixa. Até aqui estaria tudo bem, não fosse o facto da dita música ser...da Rihanna.


Se por algum motivo que eu desconheço e temo, virem aqui um vídeo da Celine Dion ou Shania Twain, agradeço a quem me vier dar uma paulada.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

No mínimo irónico...

Depois de passar a manhã a (tentar) interpretar falhas, passo a tarde a interpretar o fundo do mar.
Parece que não,  mas isto da vida e do trabalho anda tudo ligado. Hoje eu é que não precisavas mesmo de andar, literalmente, a bater no fundo!

sábado, 16 de novembro de 2013

Palavras para quê?

Podia pôr-me aqui a dizer o quanto o meu dia foi surreal, inacreditável mesmo. Podia dizer que as pessoas andam maradas, que não há quem as compreenda e que farta de gente parva e incompetente estou eu. Podia dizer que anda tudo louco, que é tudo uma cambada de Joselitos sem noção, que quanto mais tento perceber os outros menos os percebo e quanto mais acho que tenho tudo sob controlo, mais descomandadas andam as coisas. Podia dizer que vou levantar a cabeça, empinar o nariz e que para a frente é que é caminho, mas a verdade é que ando marreca de tanto tempo que passo de rabo para o ar a apanhar o queixo que insiste em me cair tal é o espanto.
Podia dizer que bom, bom era chegar ao pé das pessoas e dizer tudo como os malucos, não ficar com nada entalado, escarrapachar-lhes com tudo na cara de tal forma a que não houvessem dúvidas nem perguntas por responder.
Depois penso que se calhar é só um dia mau e que dias maus passam, que amanhã é um dia novo, que tudo se compõe e que a noite pode ser ainda melhor. Da surrealidade não me livro, já percebi isso, mas se desse para me livrar da marreca e para manter o queixo no sítio sem cair já era tão bom...

domingo, 27 de outubro de 2013

Gone!

 
E agora já não há querer ou não querer. Foram-se, literalmente, cano abaixo! Podia tecer aqui uma elaborada teoria sobre o porquê de as guardarmos, sobre o porquê de as lermos e voltarmos a ler vezes sem conta, mas vou apenas ver este down the drain como um reset, como uma limpeza há muito necessária, mas que insistimos em não a fazer.
Mais do que um telemóvel novo, isto é pôr os contadores a zeros! 3, 2, 1...ready, set, go!

sábado, 26 de outubro de 2013

Se hoje muda a hora e se às 2h volta a ser 1h...

...eu posso ver isso um bocado como "andar para trás no tempo", certo? (podem pôr a música "oh tempo volta para trás" para dar mais ambiente)
Assim sendo, todos aqueles que chegarem às 2h da manhã e acharem que podiam ter feito alguma coisa que não fizeram, aproveitem bem e façam. Se tiverem (muita) sorte, pode ser que não seja tarde demais.

domingo, 20 de outubro de 2013

Today's Mood #78

 

E isso nem sempre é fácil. Parece que dentro de nós há sempre escondida uma criança mimada que teima porque teima que era mesmo aquilo que queria e, como a qualquer criança mimada e obstinada com alguma coisa, nem vale a pena tentar convencê-la do contrário. Depois fica-se ali a bater o pé, a fazer beicinho, assim quase a roçar a birra por não se ter o que se quer, mesmo quando nem sabemos se realmente o queremos ou não.
E se uma criança mimada já é difícil de convencer, um adulto a encarnar essa personagem irritante consegue ser muito pior. É que ao mimo e estupidez de uma criança junta-se a mania de que, sendo-se já adulto, se sabe tudo, inclusivamente o que se pode ou não querer o que, aliado a algum poder de argumentação, mais vezes para nós próprios do que para os outros, nos dá a ideia de que não podíamos estar mais certos e que os outros é que não estão a compreender bem a situação. É assim uma espécie de "nós contra o mundo".
Eu diria que umas palmadas bem dadas no rabo eram capaz de resolver a situação, mas na verdade, era capaz de tornar a coisa ainda melhor.