Fica difícil explicar a quem só comeu arroz com feijão, a delicadeza subtil de de uma vieira cozinhada no ponto ou sabor simples, porém requintado, de um peixe de mar ao sal.
quinta-feira, 6 de março de 2025
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025
Diz-me com quem andas...
sexta-feira, 8 de novembro de 2024
A vaidade é sempre a última a ir embora
E é pena. Se assim não fosse podia ser que houvesse quem percebesse que ter cabelos brancos na cabeça será sempre melhor do que ter um texugo morto, decolorado, a quem passou um camião por cima três vezes.
A minha mãe dizia que com a idade as mulheres não ficavam velhas, mas loiras. Neste caso em particular estou na dúvida se não é de substituir o "loiras" por burras, ou mesmo carecas.
terça-feira, 5 de dezembro de 2023
Jantares de Natal de empresa
A culpa é de certeza dos filmes que nos elevam a expetativa e nos fazem pensar que no jantar de natal da empresa todos vão vestidos em bom, que vai ser uma grande festança onde no fim há sempre uma Célia da contabilidade que se enrola com um Joaquim da logistíca, onde há sempre um Zé Carlos que acaba a lamber o chão e a fazer danças embaraçosas e claro, há sempre a donzela da história que nem dava nada por aquela festa, que nem sequer queria ir, mas no fim conhece uma brasa do departamento de marketing e passam o Natal juntos, entre decorações, filmes, chocolates quentes e amor etermo.
Esta semana há o jantar da minha equipa. Já estou lá há tempo suficiente para saber que nenhuma das situações atrás descritas vai acontecer. Nem irem em bom, quanto mais uma festança de arromba.
Resta-me vestir as lantejoulas, prometer que não vou encarnar nenhuma das personagens que esperava ver e manter a esperança que, a título de milagre de Natal, aquilo se transforme num filme.
quinta-feira, 30 de novembro de 2023
O trabalho corta-me tanto o dia
Estou numa sessão, supostamente, de esclarecimentos pós formação de equipas.
A maioria não diz nada de jeito, uns fingem quem estão atentos, outros - coitados - têm mesmo dúvidas que ninguém sabe muito bem esclarecer, mas há uma pessoa que, nossa senhora, grita. E grita muito, sempre com aqule tom de regateira. É uma daquelas criaturas cuja voz estridente é suficiente para uma pessoa desgastar os dentes de tanto os cerrar e acabar o dia cheia de bolas de golf no pescoço, tais são as contraturas que a criatura provoca.
E eu aqui, já a bater na minha hora de saída (a qual não me parece concretizável), cheia de coisas para fazer, voltas para dar, lojas para ir sem poder fazer nada a não ser aguentar.
A vida custa muito a ganhar, é o que é.
