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quinta-feira, 6 de março de 2025

Gente fina e marcarrão

Fica difícil explicar a quem só comeu arroz com feijão, a delicadeza subtil de de uma vieira cozinhada no ponto ou sabor simples, porém requintado, de um peixe de mar ao sal.


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Diz-me com quem andas...

Na minha nova equipa não há uma única gorda. Nenhuma. Nem gorda, nem roliça, nem anafadinha.
A única que para lá foi e levou com elas uns valentes quilos a mais, não sei se por motivação, inveja ou vergonha, perdeu-os em 6 meses.
Finalmente comecei a ter esperança!

quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

À vontade não é à vontadinha

Aprecio pessoas asseadas. Quem não gosta de passar por alguém com ar fresco, cuidado e aroma perfumado?

No escritório então é inquestionável e incontornável a importância que o aspeto e a higiene pessoal têm, mas onde é que está a linha que separa o auto-cuidado o e excesso de confiança?

É que entrar na casa de banho e ter alguém a pentear-se, vá, aceito. Ter alguém a retocar a maquilhagem, enfim, também passa. Entrar na casa de banho e ter colegas a lavar os dentes é demais para mim. Juro que não aguento aquele esfrega, escarafuncha, torna a esfregar, bochecha... para culminar numa cuspidela. Se isto já seria mau estando cada um no seu lavatório, é ainda pior quando resolvem apostar imenso no design, tudo em abono da alegria no trabalho, e pespegam na casa de banho um daqueles lavatórios corridos, muito modernos, claro, mas onde a água e os fluídos da pessoa do lado vão por ali fora juntar-se aos meus. É demais, caríssimos. 

Agradecemos todos o vosso bom hálito e o facto de não termos de vos avisar, gentil e discretamente, que vos sobrou um pedaço de espinafres para o lanche e que o mesmo está colado ao vosso dente da frente, mas isto de lavarem os dentes ao meu lado parece-me sempre uma intimidade excessiva, intimidade essa que não quis nem quero ter.

Resolvam lá a coisa com uma pastilha elástica de mentol e caprichem na lavagem dos dentes à noite que, acreditem, não vão morrer por causa disso.

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

A vaidade é sempre a última a ir embora

E é pena. Se assim não fosse podia ser que houvesse quem percebesse que ter cabelos brancos na cabeça será sempre melhor do que ter um texugo morto, decolorado, a quem passou um camião por cima três vezes.

A minha mãe dizia que com a idade as mulheres não ficavam velhas, mas loiras. Neste caso em particular estou na dúvida se não é de substituir o "loiras" por burras, ou mesmo carecas.

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Jantares de Natal de empresa

 A culpa é de certeza dos filmes que nos elevam a expetativa e nos fazem pensar que no jantar de natal da empresa todos vão vestidos em bom, que vai ser uma grande festança onde no fim há sempre uma Célia da contabilidade que se enrola com um Joaquim da logistíca, onde há sempre um Zé Carlos que acaba a lamber o chão e a fazer danças embaraçosas e claro, há sempre a donzela da história que nem dava nada por aquela festa, que nem sequer queria ir, mas no fim conhece uma brasa do departamento de marketing e passam o Natal juntos, entre decorações, filmes, chocolates quentes e amor etermo.

Esta semana há o jantar da minha equipa. Já estou lá há tempo suficiente para saber que nenhuma das situações atrás descritas vai acontecer. Nem irem em bom, quanto mais uma festança de arromba.

Resta-me vestir as lantejoulas, prometer que não vou encarnar nenhuma das personagens que esperava ver e manter a esperança que, a título de milagre de Natal, aquilo se transforme num filme.

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

O trabalho corta-me tanto o dia

 Estou numa sessão, supostamente, de esclarecimentos pós formação de equipas.

A maioria não diz nada de jeito, uns fingem quem estão atentos, outros - coitados - têm mesmo dúvidas que ninguém sabe muito bem esclarecer, mas há uma pessoa que, nossa senhora, grita. E grita muito, sempre com aqule tom de regateira. É uma daquelas criaturas cuja voz estridente é suficiente para uma pessoa desgastar os dentes de tanto os cerrar e acabar o dia cheia de bolas de golf no pescoço, tais são as contraturas que a criatura provoca.

E eu aqui, já a bater na minha hora de saída (a qual não me parece concretizável), cheia de coisas para fazer, voltas para dar, lojas para ir sem poder fazer nada a não ser aguentar.

A vida custa muito a ganhar, é o que é.

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Não sou eu que o digo

A produtividade de uma equipa reduz drasticamente não com teletrabalho, não com semanas de 4 dias, não com pausas regulares, nem com mais dias de férias. O que faz com que a queda seja a pique são chefes tóxicos, com pouca formação que se apropriam do trabalho dos outros e se alimentam do que a equipa faz sem lhes dar o devido crédito. Perante isso, a malta perde a motivação, faz menos do que pode ou do que faria caso tivesse esse reconhecimento e passa a trabalhar para os mínimos olímpicos. Isto são factos. Só não entendo como é que as empresas continuam a aceitar, pior - a alimentar este tipo de comportamentos e chefias. Mistérios...

quarta-feira, 20 de setembro de 2023

quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Qual é a parte que o Universo ainda não percebeu?

Isto de ser independente, de ter uma profissão e uma carreira é muito bonito, é muito lindo, mas não é para mim. As minhas ambições não são ser CEO, CFO, uma empresária de sucesso ou DDT (para quem não sabe é Dona Disto Tudo). Eu só quero ser dondoca empreendedora! Contem comigo para estar em casa a organizar o lar (já se sabe que as empregadas se são deixadas em autogestão não se orientam como deve ser), para tratar das crianças, para dar jantares e festas, para fazer exercício e fazer caminhadas, para almoçar com as amigas (que também se querem tão dondocas empreendedoras como eu), para ler, para cuidar de mim e para fazer tudo aquilo que uma boa dondoca empreendedora faz. Desenganem-se se acham que esta minha ambição é "poucachinho" ou redutor. "Poucachinho" é ter de alombar 8h por dia a tentar explicar o B-A BA a gente muito pouco preparada quer intelectualmente quer a níveis de boa formação pessoal. Ter de ensinar línguas a burros velhos que mais se assemelham a mulas teimosas, isso sim é redutor. Valha-me ao menos que, ao fim de tantos anos, temos agora direito a um escritório como deve ser, moderno, sustentável, arejado, sem alcatifas com mofo e uma luz decrépita. Nem tudo podia ser mau.

sexta-feira, 28 de julho de 2023

De partida

Ao fim de 15 anos de trabalho no mesmo sítio, diz que a chafarica vai mudar de instalações e com ela, lá vamos nós atrás. Ando a pedir ao universo mudança e, de facto, o universo ouviu-me. Eu é que ainda não aprendi a ser mais específica, mas quem sabe se esta mudança que agora me parece mais pequena do que gostava, não é só o início.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Entre uma e outra, venha o diabo e escolha

Há pessoas que mascam pastilha elástica de boca aberta e, como se isso não bastasse, ainda a mascam com os dentes da frente, deixando meia pastilha ao pendurão fora da boca. Há também pessoas que insistem em "chupar" o ar, fazendo-o passar entre os espaços dos dentes. Juro que não sei como conseguem produzir tais barulhos, tipo um silvo, que se repete vezes e vezes sem conta por minuto. Destes 2 tipos de pessoas, não sabia qual é que me irritava mais até que descobri que há quem tenha mais do que uma valência, conseguindo fazer ambas as coisas. Incrível, não acham? Mais incrível é essa pessoa estar sentada ao meu lado o que faz com que tenha que levar com este filme durante aquilo que vai ser um longo dia de trabalho.

sexta-feira, 16 de junho de 2023

Um minuto de silêncio para...

...todas as chefias que numa reunião geral parecem um misto do Gustavo Santos cruzado com a Cristina Ferreira, arraçados de vendedores de time sharing para o Ondamar aparthotel da praia da Oura. Não tenho paciência para discursos hiper motivacionais, cheios de chavões que no fim não correspondem em nada à realidade, nem da equipa, nem da empresa. Estão a ver aquelas pessoas que todos sabem ser traídas, mas que insistem em dizer que a sua cara-metade pode ter muitos defeitos, mas trair é que não? Pois, foi mais ou menos isso. Que alguém, Deus, Buda, Alá, o Papa, me dê paciência que a vida não está fácil e custa mesmo muito a ganhar.

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Midnight email

Nunca vou perceber as pessoas que, seja um dia de semana, fim de semana ou feriado, enviam emails de trabalho depois do horário de expediente. Até às 20:00, vá, ainda dou um desconto, mas depois disso dá-me só uma certa raivinha, até mesmo náusea. Não sei se é gente sem vida própria, se são uns lambe-botas, se acham (e querem mostrar) que são muito mais profissionais e competentes que todos os outros que se encontram a aproveitar as míseras horas entre uma jornada e outra, ou se é um verdadeiro cocktail molotov de todas as hipóteses anteriores. Certamente que serão pessoas que merecem um belo puxão de orelhas e uma despromoção, só para aprenderem a estar quietos. Gente, caso não saibam há uma opção de guardar como rascunho e enviar depois, tudo seguidinho, logo às primeiras horas da manhã. É usarem. De nada!

quarta-feira, 31 de maio de 2023

Inteligência Artificial

Dizem os estudo que no futuro, a inteligência artificial, dada a sua perigosidade, vai levar à extinção do ser humano. No presente, a falta de inteligência em geral e de inteligência de algumas pessoas em particular, não me está a levar à extinção, mas à loucura.

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Ai senhores!

Custa tanto, mas tanto ouvir pessoas a falar um português capaz de pôr Camões, Saramago ou qualquer pessoa com mais do que o 4º ano de escolaridade, a chorar de vergonha. Pior é quando essas mesmas pessoas o fazem com ares de quem possui uma sapiência muito acima da média. Juro que estou a pontos de corar como consequência da vergonha alheia.

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Um bocado de escatologia, nem sabe o bem que lhe fazia

Deve ser isso que pensa a criatura do sexo feminino que teima em usar o wc da chafarica logo pela fresca. Aposto que mal põe o pé no escritório, lá vai ela a correr para o cubículo para fazer o nº2. A mim já me faz espécie quem o consegue fazer no escritório com toda a calma e descontração que o momento exige. Dias há em que tenho muit inveja. Conto os minutos para poder ir para casa tratar de uma das mais báscicas necessidades humanas. A grande questão não é quem satisfaz, ou não, as suas necessidades fisiológicas no local de trabalho. A minha questão é quem o faz e deixa evidências para quem vem depois. Malta, é olhar 2 vezes. Duas vezes antes de ir embora e bater com a porta. Não custa assim tanto, pois não? Acreditem que custa mais quem vem a seguir e tem de levar com...bom vocês sabem. Muito agradecida

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

A vida custa muito a ganhar, é o que é

Não digo isto por ter de acordar cedo. Não digo isto por ter de vir duas vezes por semana ao escritório (vou ter de admitir que isto do trabalho remoto teve as suas vantagens. Vir 5 dias por semana era bem mais penoso). Não digo isto porque o horário de trabalho me corte o dia e não me permita fazer tudo o que me apetece e que não passa, de todo, por afazeres empresariais. Não digo isto por não ter o salário que considero ser mais do que justo. Não digo isto por ter apenas 22 dias de férias por ano. Não. Aquilo que mais me pesa nisto do trabalho, aquilo que mais faz penoso o levantar da cama é mesmo lidar pom a populaça. Digo populaça por na verdade povo somos todos, mas há chafaricas onde a fauna é mais difícil de aturar do que noutras. Na chafarica que me paga o ordenado,a fauna é básica, simplória (reparem como eu não disse simples), mas tem-se numa altíssima conta achando que fazem parte de uma espécie rara, superior. Não fica fácil perceber, pois não? Pronto, façamos assim: imaginem um pombo. Sim, um pombo de rua, daqueles meio sarrabecos, meio depenados. Agora imaginem que, por vicissitudes da vidas, esse pombo encontrou um molho de penas de pavão e resolveu colá-las na sua própria cauda. Estão a visualizar? É exactamente isso. Triste, não é? Pronto, agora que já mandei isto cá para fora (ou "amandei", como essa fauna diria), agora que já exorcizei um pouco os meus fantasmas, vou continuar a produzir, que este país não se empurra para frente sozinho e há quem tenha braçinhos à laia de T-Rex (que é como quem diz, curtinhos).

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Há pessoas que insistem em ter um Saramago dentro delas

E desenganem-se se o Saramago que nelas habita provém da sua sábia, criativa, esplendorosa escrita. Nada disso. Bastou-lhes ouvir um ou outro comentário do tipo " ah e tal, o Saramago não usava pontuação, nem sequer uma virgulas" para achar que podia adoptar o mesmo estilo e vai daí, é vê-los debitar palavras atrás de palavras, parágrafos atrás de parágrafos, sem qualquer pontuação. Nem um ponto e virgula. Carissímos, escrever mal, sem pontuação e com erros ortoigráficos (mas com aquela soberba de quem se acha digno de um prémio Nobel), não faz de vocês um Saramago, nem sequer uma Margarida Rebelo Pinto. Faz de vocês só ignorantes.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Há que haver bom senso...

...diz a malta muitas vezes.
Verdade. A questão é que se houvesse o mundo não seria como é.
Em conversa com colegas a propósito do Covid19, percebi que o bom senso escasseia quase tanto como uma vacina. Há quem ache normal vir trabalhar, seja lá em que estado estiver, a fim de não perder um subsídio de assiduidade.
E pronto, está explicado como se propagam viroses, maleitas e acima de tudo muita estupidez.
Vivemos num país onde ainda fica bem ir trabalhar mesmo doente. Dá assim uns ares de gente muito dedicada, muito empenhada e profissional. A mim este pensamento parece-me tão ou mais perigoso do que outra doença qualquer, mas se calhar é a mim, que devo ser uma calona de primeira água, que me faltam estudos ou maturidade para perceber as pessoas que pensam e fazem isso.