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quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Anita foi ao saldos em Janeiro

E o que comprei eu, perguntam vocês?

Frigideiras. Sim, fri-gi-dei-ras.

Fiquem sabendo que as de aço inoxidável encontram-se com 40% de desconto no El Corte Inglês. De nada.

quinta-feira, 10 de agosto de 2023

A vida no Instragram

Parece que está tudo de férias menos eu. Como se isso não bastasse, há pessoas que estão de férias desde que o Verão começou e estão com cara de quem vai continuar até ele acabar. Falhei redondamente na escolha de trabalho ou na escolha do companheiro. Ou em embas as duas...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Anita também faz publicidade aos tão afamados robôs de cozinha

São uma maravilha! Confirmo, e ai de quem me desminta, que isto veio facilitar a minha vida de sopeira.
Tenho o meu há 2 anos e não quero outra coisa. Ele é sopa, ele é bechamel, ele é todo um sem fim de papas que eu jamais faria sem uma panela e sem uma varinha mágica! Estou deslumbrada em especial com a capacidade do copo. Dá para fazer sopa para uma família assim num zás trás. Com jeito fazia sopa para um batalhão só de uma assentada.
E a limpeza, perguntam vocês? Pois que não há nada mais simples que andar a tirar restos de couves enroladas nas pás. Se for um caldo verde então, até podem deixar essa tarefa para um bebé.
Como é que alguém pode viver sem isto?
Pessoal das marcas, podem chegar-se à frente pois como já viram valho todos os cêntimos que me pagarem para fazer publicidade de produtos daqueles que são mesmo bons, tipo banha da cobra!
#sóquenão #parabatedeiraéumapechincha #foidadocomboaintenção #jávivarinhasmágicaspiores

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Inspira...expira...não pira

Havia uma russa nesta casa que, às vezes à pressa e aos encontrões, com um consumo nunca antes visto de esfregonas e baldes tal não era a sofreguidão com que limpava, dava conta desta casa. Já vinha ensinada por outros, já conhecia os cantos à casa e, apesar de 2 anos não ser muito tempo, era o suficiente para saber como eu queria as coisas, ainda que às vezes não fizesse muito caso disso. Ainda assim, entre nós as rotinas já estavam instaladas e já pouco havia a emendar. A coisa ia assim a modo que em piloto automático e, como por magia, as coisas apareciam feitas.
Diz que essa russa achou que estava na altura de deixar descendência, de contribuir com mais um ser para este mundo e como tal, ter 2 ou 3 dias livres por semana é que era mesmo bom. Não lhe posso chamar burra. Na verdade também gostava de dar ao mundo um contributo semelhante e trabalhar 2 ou 3 dias por semana. Já se sabe que isto de ter crianças é uma grande canseira e não há nada como poder ter uma semana mais desafoga. Pois, no poder é que está a questão e aqui esta portuguesa que vos escreve, ao contrário da russa que aqui havia, não se pode dar a esses luxos e dias livres continuam a ser só os fins de semana. Enfim, como ia dizendo, essa russa que aqui havia, dado o chamamento da maternidade, deixou de haver e nesta história quem se lixa não é o mexilhão, mas a portuguesa que aqui ficou.
Ora que a russa que aqui havia, mas que deixou de haver, não se foi embora assim à papo seco e teve dó da portuguesa que trabalha não 2, nem 3, mas sim 5 dias por semana, e arranjou-lhe uma substituta da sua confiança.
Então aqui a portuguesa, que só por acaso é pouco dada a chefias e rejubila quando as coisas já não requerem grandes ensinamentos, tem uma nova russa em quem deposita as suas esperanças para que esta casa não entre em descomando. Ao contrário da outra, esta russa, doravante denominada como Sôdona Seminova, não vem treinada por outrem, não tem experiência nas lides nem é tão rápida como a russa que aqui havia, mas pronto, diz que é muito séria e que aprende rápido. A portuguesa que aqui anda meio aperreada com estas mudanças até é uma pessoa que gosta de ver as coisas pelo lado positivo e viu nisto uma janela de oportunidade - uma pessoa assim fresquinha, sem vícios e cheia de vontade é capaz de nem ser mau de todo. Assim aprende tudo da maneira como a portuguesa quer e não tarda nada esta casa, portuguesa com certeza, será novamente um lar onde tudo corre de feição.
Quanto ao pormenor de eu não estar em casa com ela para a ensinar e de ela não falar ponta de português...bom, não se pode ter tudo e diz que a moça é muito séria (já vos tinha dito isso?) por isso, algo me diz que o google translator vai ser o meu melhor amigo nos próximos tempos e que pena que eu tenho de ter dado os jogos do Calvin onde, com cartões, se aprendiam as palavras, as cores, os objectos e os números. Algo que diz que agora me dariam imenso jeito.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Power to the people...*

A criadagem apoderou-se da minha vida e neste momento têm-na na mão. Essa é que é essa.

Cá em casa já não haviam dúvidas sobre quem é que efectivamente mandava e desenganem-se se pensam que seria eu. Mentira. Eu apenas lhe pago o ordenado, a tempo e horas, sempre de cara alegre. A roupa continua no cesto por passar, o pó continua por limpar e tudo o resto é feito às três pancadas, mas as contas do mês foram cuidadosamente deixadas em cima da mesa da cozinha, no mesmo local onde deixarei o dinheiro por aquilo que ela não fez.

Eu gostava de não me ralar com isto, oh se gostava. Gostava que o halo de pó que fica à volta das coisas e onde o pano não chegou não me chateasse, gostava que a pilha de roupa que devia ter sido passada, mas não foi não me enervasse, que o tempo que passo à procura da loiça que saiu da máquina e devia ter sido arrumada no devido lugar e não onde calha não me fizesse bufar num misto de raiva e desespero, gostava de conseguir não revirar os olhos de cada vez que tenho de ser eu a trocar as toalhas das casas de banho depois destas serem limpas. Gostava pois. Então não havia de gostar? Gostava ainda mais de não ter de ter uma conversa com ela para lhe explicar que não, que ela não foi sempre assim, que tempos houve em que ela era eficiente e fazia tudo direitinho sem eu ter de dizer nada e que é a esse registo que teremos de voltar depressa que eu cá não quero ter nada a ver com isso do aumento do desemprego em Portugal e que, se é para pagar a quem trabalha, então vou ter de pagar a mim própria o que é na verdade um bocado ridículo. Por isso, vamos lá  pôr tudo nos eixos para voltarmos a viver felizes numa casa limpa e arrumada.

Isto era tudo muito bom, tudo muito bonito, tudo espectacular, mas eu já nem peço tanto que isto uma pessoa tem que ter alguma parcimónia nisso do pedir não vá parecer abuso. Posto isto, por agora bastava-me apenas que o jardineiro desse as caras, que arranjasse tempo na sua agenda deveras ocupada e que plantasse tudo o que é árvore, sebe e arbusto até Sábado de modo a poder ter o macho-alfa de volta, ainda que por umas breves horas, antes de eu ser recambiada para a terra do bacalhau fresco para passar o Carnaval.

*my ass!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Sweet November

Ele gosta das festas de anos em casa. Eu acho que dá muito trabalho e sugeri o Castelo de São Jorge. Ele, não sendo em casa, sugeriu uma corrida de karts. Eu lembrei-o que nem todos os pais acham piada a ir para fora de Lisboa para uma festa de anos, que nem todos acham piada aos filhos de 6/7 anos a fazerem corridas e que as meninas seguramente não iam achar graça nenhuma à coisa, tal como ele já não acha a festas só com princesas. Ele insistiu no assunto e eu tive de lhe contar a história da raposa que convida a garça para jantar, Vá lá, não me façam contar a história outra vez...bom, resumido é algo do tipo a raposa, espertalhona, serviu o jantar num prato raso de onde evidentemente a garça com o seu longo bico não conseguiu comer. Até aqui ele achou piada. Riu-se que nem um perdido ao pensar na coisa como uma partida. Coitado, ainda está no espírito do Halloween. Eu continuei a história rematando com a vingança da garça que retribuiu o convite à raposa tendo esta última apenas direito a lamber o gargalo da almotolia onde o jantar foi servido. Ele percebeu a lição. Voltámos ao Castelo de São Jorge. Ele continuou a preferir em casa. Cinema está fora de questão. MacDonalds jamais. Festa científica: done. Insufláveis: done (e na verdade ninguém merece aquilo). Palhaços: cruzes credo. Porra, no Verão ou na Primavera era tão, mas tão mais fácil. Ele voltou a insistir nisso de ser em casa e de poderem brincar no terraço. Eu lembrei-o que terraço no fim de Novembro é capaz de não dar bom resultado. Ele esqueceu a festa no terraço resumindo o assunto às 4 paredes. Eu calei-me e comecei a pensar que ainda o ano passado cedi a isso de ser em casa e que no fim do dia disse "para o ano é fora".
Comecei mentalmente a fazer planos. Gelatinas caiem sempre bem, umas sandes, uns cupcakes, os que fiz o anos passado não ficaram comestíveis, mas estavam giros. Depois lembrei-me da mancha de sumo que ficou no tapete no ano passado. Este ano os arranjos de balões não podem ser dos Angry Birds outra vez. No ano passado, pelo Ano Novo, ainda tinha balões de hélio em casa que mesmo estando murchos arrebitavam por uns dias quando postos à frente do ar condicionado. Durante umas horas pareciam novos. E bolos de gomas? Ficam giros, ele gosta e não devem ser muito difíceis de fazer. Casa cheia de miúdos em sugar high a esfregarem mãos engorduradas nas paredes ao estilo pinturas rupestres. Em vez das gomas posso antes fazer umas espetadas de fruta, fazer uns palitos de cenoura assim tipo festa saudável. Exacto, isso e umas bolachas de dinossauros. Afinal até comprei umas formas novas. E a trabalheira? Raios partam o catraio que não podia ser mais caseiro. Calha bem uma das prendas de anos ser uma casa para ele brincar no terraço. Assim podem estreá-la logo. Espero que não chova. E se ele convidar a turma inteira? A somar aos miúdos fora da escola dava tipo 30 crianças em manada fechados em casa. O jeito que dava haver um parque de diversões em Lisboa. Abençoados os pais que tiveram filhos pequenos enquanto ainda havia a Feira Popular. Se calhar é melhor tirar os tapetes da sala para estarem mais à vontade. E se...
Pumba, está-se mesmo a ver que vou arranjar lenha para me queimar, que a festa vai ser cá em casa, que ele vai convidar a turma inteira e que eu vou convidar os respectivos pais porque afinal, parecendo que não, gosto de receber gente em casa, que vou passar 3 dias na cozinha a preparar tudo, que vou andar num virote uns dias antes e exaurida até uma semana depois, mas vai valer a pena (como é que é? já estou a assumir que vai?) porque afinal o dia é dele e se é assim que ele quer a sua festa que seja, que a mãe cá se há-de arranjar e que no final de tudo, quando ele estiver a dormir feliz da vida depois de um dia bem passado eu vou andar de rabo para o ar a limpar tudo e a pensar que para o próximo ano é fora de certeza.
Agora é só esperar que não chova. Calhava mesmo bem ele poderem ir lá para fora brincar na tal casa e eu até era mulher para organizar uns jogos e brincadeiras  lá fora.
Acho que chegámos a um (des)acordo. Habemus festa.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Só faltava falhar-me a luz

Há dias em que tudo falha!
Hoje falhou-me muita coisa, o bom senso para perceber que mandar uma criança para a escola mascarada uma semana antes do Halloween não era boa ideia. Vá lá que quando o fui buscar já tinha ultrapassado o vexame, estava feliz e bem disposto e, espantem-se, ainda me fala e gosta de mim. Um generoso.
Falhou-me a hora da primeira reunião do dia pois isto de andar cansada, dormir metade da noite no sofá e acordar a horas de ainda fazer pinturas faciais dignas de estarem expostas no Tate custa. Menos mal que, coisa rara e nunca vista, não apanhei trânsito, não fiquei 10 minutos à procura de um lugar para estacionar nem tive de esvaziar a mala à procura do demoníaco cartão que me deixa entrar na chafarica chegando só 15 minutos atrasada, mas ainda a tempo de pedir um café.
Falhou-me a hora de almoço por ter saído da primeira reunião quase a horas de entrar na segunda (a qual acabou mesmo à hora de sair), contentando-me a encher o bucho com um mísera salada comida de pé no balcão de uma mísera copa. É para a dieta. Não sou eu que estou sempre a dizer que estou gorda? Vai buscar!
Falhou-me a esteticista que não tinha vaga para mim e me vai fazer passar o fim de semana da mesma maneira que passei a semana: de calças bem compridas e com calor. Tranquilo. Assim como assim se ela não me falhasse falhava-lhe eu pois se até comer foi luxo, tirar pêlos era milagre.
Falhou-me a empregada que ontem à noite avisou que hoje não podia vir. Ok, o fim de tarde de sexta feira pode ser passado em modo sopeira até porque com esses pêlos o modo Cinderela não dava.
Falhou-me a paciência para depois de tudo isto cozinhar. O Calvin não quis MacDonalds nem encomendar pizzas. Podia achar que era vingança pelo episódio de hoje não fosse ter-se contentado com salsichas, ovos estrelados e esparguete e não, não quero saber, nem me interessa, se acham que é comida de qualidade duvidosa e tida como menu de senhora da vida.
Visto que estou a escassos momentos de nos enfiar aos dois na banheira para um banho quente (até ligava os jactos para uma massagem não fosse a coluna estar avariada e vir o técnico arranjá-la amanhã de manhã. Pumba, lá falhou a possibilidade de dormir mais um bocado ao Sábado) que vai anteceder uma noite de ronha e filmes no sofá e tendo em conta que a minha casa é toda única e exclusivamente eléctrica, resta-me rezar para que não me falhe a luz e me dê cabo dos fracos planos.
É raro falhar a luz em Lisboa? Sim, é. Também é raro ir ao Facebook ou ler um blogue e haver gente com um dia tão medroso como o meu por isso, venha de lá um Pai Nosso só para prevenir.
Até tirava fotos com filtros bonitos do Instagram para ilustrar esta bosta toda, mas para misérias e figuras triste basta ligarem a televisão na TVI.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A diferença entre estar à esquerda ou à direita

A diferença entre uma dondoca e uma dona de casa é zero(s). Num caso os zeros são todos de direita, no outro, mais de esquerda e podiam ser chamados de Trótski.
Vai-se a ver e até aqui é tudo uma questão de política.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Acho que percbi isso de cortar os pulsos e de chamar à atenção

Ainda que o tenha feito da forma correcta, na vertical, no sentido das veias e não na horizontal, o que me deixa mais satisfeita pois ao menos, se é para fazer que seja como deve ser, o efeito foi o mesmo: não morri. Sendo que me encontro de perfeita saúde, ou pelo menos a suficiente para ainda estar apta a escrever aqui, cheira-me que este foi mais um caso, não de tentativa de suicídio, mas de chamada de atenção.
Se calhar ter cortado o pulso enquanto fazia sopa e não após um ataque de choro compulsivo ao som de uma qualquer música lamechas para deprimidos românticos, atira por terra todo o drama que podia haver no meu episódio. É triste! Como é que alguém pode participar em conversas de deprimidos anónimos contando uma história destas? "Ah e tal... vim aqui procurar ajuda pois sou uma trapalhona do pior e cortei os pulsos enquanto fazia sopinha de abóbora." Não dá. Perco toda a credibilidade. É que nem alegando que o corte foi bem feito, mesmo no sítio certo, me safo pois resolvi a coisa com gelo e um penso rápido.
Pior que tudo é que no final não sou nem uma sopeira nem uma suicida. Falhei em ambos os campos não desempenhando nenhuma das funções com mestria.
Podia dizer que, tal é a minha frustração neste momento, ia ali cortar os pulsos, mas desta vez já não acreditavam em mim, pois não?

Parece que não, mas uma pessoa ressente-se...MUITO

Isto de ter a empregada e a esteticista de férias ao mesmo tempo é coisa para deitar uma pessoa abaixo.
Eu diria que o facto da empregada ter tirado 1 mês e uma semana de férias aliado à minha antipatia pelo ferro de engomar, eram coisas capazes me começar a fazer andar nua na rua, mas visto a esteticista também andar algures de papo para o ar, nem essa hipótese me parece viável.
Resta-me esperar pacientemente que elas voltem. Já agora, é bom que tenham descansado muito, que tenham dormido bem, que queimem os últimos cartuchos à grande e que venham com as baterias carregadas, cheias de força e de vontade porque assim que chegarem vão ter tanto trabalho!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

As maravilhas da tecnologia

Eu ia jurar que o electrodoméstico que está debaixo da minha bancada da cozinha e no qual eu ponho roupa suja na esperança de a tirar de lá lavada, é uma máquina de lavar roupa. Com o barulho esquisito que está a fazer neste momento, creio que se transformou numa máquina de fazer pipocas [se calhar é mais tipo panela na qual se punham os grãos de milho e que no fim acabava sempre queimada]. A ver quanto tempo é que isto aguenta ser...alguma coisa que trabalhe!