sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Agora só se fala em acabar com os exames do 4¤ ano

E eu não podia concordar mais, mas isso daria aqui pano para mangas e já por várias vezes expressei a minha opinião sobre o assunto em blogue alheio. Assim sendo, e considerando-me eu uma criatura revolucionária, cheia de ideias peregrinas, porque não acabar antes (ou também) com as milhentas festas temáticas que teimam em fazer nas escolas, por tudo e por nada, tendo sempre como denominador comum uma máscara?
Ele é Carnaval, Páscoa, festa de fim de ano, Halloween e agora até a festa de Natal. No meu tempo (oh meu Deus, já digo no meu tempo!), a festa de Natal consistia nuns desenhos e colagens para decorar a sala e em fabricar uns presentes para os pais. Já com o Calvin, passei a participar nas decorações do colégio, feitas em casa e em família e a assistir a uma coreografia muito ensaiada com músicas de Natal, exibida com orgulho na sala de aula de todos os dias. Agora no 3 ano, a fasquia é outra. Alugam-se auditórios, faz-se um Natal multicultural com representação de vários países e a mim calhou-me um chinês!
Senhores, bem sei que as metas são ambiciosas, que é tudo muito bonito, tudo muito certo e que aos 8 anos todos devem saber, a bem da cultura, das regras e do bom ensino, quais as tradições culturais de cada país pela altura de Natal. Sei também que há que justificar o trabalho feito nas aulas de Mandarim e que serem trilingues aos 8 é que é muito bom e sinónimo de progresso, mas acho que as senhoras da Mascarilha já não me devem poder ver e eu confesso que já deito o We Wish You a Merry Christmas, cantado pelo Calvin em chinês, pelos olhos!!!
Se calhar esta medida não dava tanta discussão como os exames por isso, fica aqui a sugestão.
Muito obrigadinha.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Deixem lá, já passou...

Parece que não, mas é quase a mesma coisa

Imaginem aquele funcionário que durante muito tempo chegava antes da hora ao escritório. Todas as manhãs, antes da hora de entrada, lá estava ele fresco e preparado para trabalhar. Assim ia fazendo, dedicado, sem falhar, julgando-se competente, lá à sua maneira, sem que por isso houvesse uma palavra do seu chefe nem tampouco dos seus colegas, afinal era o normal. Vem o dia em que esse funcionário começa a não chegar mais cedo, começa a cumprir o seu horário, igualmente dedicado, mas sem fazer horas extra. É aí que reparam nele. É aí que, mesmo sendo competente, cumpridor, mesmo chegando antes da maioria que afinal até chega sempre atrasada, começa a ser comentado, não por ter começado a fazer o que compete, mas por se ter tornado um desleixado, um oportunista, um mandrião que provavelmente até tem uma cunha que lhe permita tais abusos.
No futebol é mais ou menos o mesmo...

sábado, 28 de novembro de 2015

Festa ou festarola?

Juro que não sei, mas ao olhar para este tabuleiro só me vem à cabeça isso que os nossos irmãos lá do outro lado do Atlântico dizem de "soltar a franga "!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

As festas, ai as festas e o caruncho e tudo me chega... estou que nem posso...

A época das festas na minha vida começa com o São Martinho. O São Martinho porque sim, porque gosto de castanhas, porque todos os motivos são um bom motivo para juntar os amigos e conviver à volta de uma mesa e é a partir daí que começa o descalabro. Vêm os anos do Calvin, 3 dias depois vêm os meus e por cá tudo tem de ser comemorado com bolos na escola, com jantares de família, com festas de anos com os ganapos, festas essas que podiam ser em tantos sítios indicados e concebidos para o efeito, mas não, que a minha criança gosta mesmo é de festas em casa, daquelas com muitos miúdos e que dão para lá de um trabalhão, e jantares de família outra vez que cá na minha ninguém pondera ou sequer aceita deixar passar o dia do nascimento sem um repasto em grupo.
Assim chegamos ao dia de hoje, dia esse que é já o final da maratona, onde já vislumbro a recta da meta, em que já passei por 2 jantares, por 3 bolos de anos, por muitos presentes comprados, por mais de 100 mensagens recebidas e individualmente respondidas, por horas dispendidas ao telefone, por romarias ao supermercado e encontros amorosos com o fogão, mas que para romper a fita da chegada ainda me falta um serão a preparar a casa para a festa, a fazer mais um bolo (siga para o 4º), mousse, gelatinas, mais uma voltinha no supermercado para comprar os frescos e, se tudo correr bem, dormir um bocado. Se a isto juntarmos o trabalho na chafarica, começo a perceber o porquê da russa, esse cão traiçoeiro que não conhece a mão que o alimenta, ficar espantada por eu ter feito 35, achando ela ,na sua cabeça, que seriam muitos mais! Não estivesse eu tão cansada e não precisasse tanto dela amanhã, ia ver o que lhe acontecia, que isto uma pessoa é capaz de perdoar muita coisa, perdoa até facas arruinadas por ela achar que dão óptimas chaves de fendas, mas jamais perdoa uma má avaliação da sua idade.
Posto isto, concluo que os 35 são coisa para doer um bocado, mas que os 8 do Calvin acabam por me doer muito mais.
Então e para ti Anita, não há festa nenhuma? Pois claro que há, ou pensavam que esses que se dizem meus amigos são lá pessoas para não cobrarem mais um repasto? Há sim senhor. Vai-se chamar prolongamento do lanche das crianças sendo o menu composto por restos e vá, uns franguinhos assados a compôr o ramalhete. Fraquinho? Acham que é fraquinho? Olhem que depois de uma semana sem parar, sempre em festa e a alimentar muitas bocas com manjares mais elaborados, é uma sorte não terem no terraço, ali entre as balizas que hão-de manter a criançada na rua a brincar, uma manjedoura com uns fardos de palha para matarem a  fome, por isso, respect!
Pronto, pronto, no Domingo hibernas e ficas o dia todo a vegetar de pijama pela casa, dizem vocês. Era bom. Na verdade é o melhor plano que consigo traçar na minha cabeça, mas depois vem a louca que há em mim dizer que é quase Natal, que há uma árvore para ser montada, um centro de mesa para ser feito e jantares de Natal para serem organizados e uma pessoa quase que ganha energia para passer então o Domingo a preparar as próximas festas que aí vêm!
Há quem tenha emenda, ou mesmo juízo. Claramente não é o meu caso...

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Já passaram 2 dias, mas o que são 2 dia numa vida inteira cheia de Amor?

8! Sim, já passaram 8 anos desde aquele que seria "o primeiro dia do resto da tua vida!"
Que seja uma vida feliz, cheia de tudo o que de bom lá couber. Que seja uma vida tão doce quanto tu!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Saiu-me o Milhões!

Eu disse ou não disse que me ia sair?
Realmente não dá para nunca mais voltar à chafarica. Não chega para passar o resto dos meus dias a fazer o que me der na real gana, mas é um começo. Grão a grão, vai a galinha ao Japão.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Trair não compensa

Podia estar para aqui com justificações, dizer que não queria, que não era minha intenção, que não sou moça de trair a minha manicure, essa milagreira das unhas, que foi uma urgência, um motivo de força maior e,  seguramente, uma vez sem exemplo, mas não vale a pena. Uma imagem vale mais do que mil palavras. Atentem na qualidade da cadeira onde me sentaram, no tapete que se estende aos meus pés e se conseguissem ver a chaise longue com o mesmo padrão da cadeira, adornada com umas almofadas de pelúcia também elas leopardo, e acho que conseguem imaginar o resultado do serviço que me prestaram o qual parece mais um castigo.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Pumba! Foi hoje!

Hoje foi o dia em que voltei a não caber nas minhas calças craveira, aquelas que guardo no roupeiro há anos perdidos e as quais considero o meu medidor de forma física: as minhas boca de sino 32.
Parecendo que não isto é coisa para nos deixar mal dispostas logo de manhã e nem quero saber se acham que 32 é medida de pré adolescente ou trintona anorética. Eu cabia nelas no início do Verão e para mim isso é que importa. Escusado será dizer que vou voltar a caber, oh lá se vou. Só para verem, hoje, mesmo estando empenada e a andar ao estilo bezerro acabado de nascer pela quantidade de agachamentos e torturas que tais que tenho andado a fazer, enquanto espero que a cria chapinhe tudo o que tem a chapinhar vou voltar às corridas. Até já estou mentalizada para o mal que vai correr pois isto de estar o Verão inteiro parada não faz milagres, mas não quero saber. Vou na mesma e para a semana há-de correr melhor, ou não, mas vou continuar a ir.
Tal é o meu estado de desespero que até ponderei comprar uns livro de auto-ajuda tipo o da Carolina Patrocínio ou o do Pedro, o PT, mas isso não se lê a correr e ia acabar por ser mais uma desculpa para estar alapada no sofá e para Pedro já tenho meu que lá me vai aturando e correndo em círcuulos à minha volta só para ver se eu não desisto nos primeiros 10 metros.
Sim, sim, bem sei que não é só correr, fazer abdominais e agachamentos, que fechar a boca também é importante, mas tende calma que uma pessoa não aguenta tanta emoção no mesmo dia e há que começar por algum lado. Dai-me tempo, senhores. Daí-me tempo que eu chego lá...

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Na hora de almoço há quem prefira almoçar

Já eu acho muito melhor desaparecer na hora de almoço para voltar ao escritório com as minhas pálpebras e com a parte superior do meu lábio (vulgo buço,não vamos estar para aqui a disfarçar as coisas) vermelhos que nem um tomate, mas daquele vermelho que não passa com loções, pós ou bases.
Prioridades, minha gente...prioridades.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

E então Anita, como está a correr isso da cria ter whatsapp?

Pois...digamos que passei a uma nova fase educacional: ralhete virtual. Isto de ser mãe em tempos modernos requer uma certa modernização e eu cá estou em fase de update.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Eu sei que as eleições estão à porta e que é preciso mostrar trabalho, mas...

...a sério que tinha mesmo de ser em Setembro, depois de começarem as aulas e das pessoas voltarem ao buraco onde são obrigadas a passar o dia para pagarem as contas e ao qual, pomposamente, chamam trabalho, quando acordar cedo já não é para passear, apanhar sol e ver paisagens que a cidade fica toda em obras? Tinha?! Não bastava já a tormenta de voltar à vida real ainda tinha de estar no "pára-arranca" entalada entre um autocarro, um Seat Ibiza e uma escavadora?
Ao menos fizessem as coisas faseadas, mas não. Há que mostrar muito movimento, muito rebuliço que quanto mais máquinas estiverem a trabalhar ao mesmo tempo, quanto mais ruas e avenidas estiverem em obras, maior é a sensação de progresso e já se sabe que o povo tem memória curta e caso estas obras tivessem sido feitas no verão, agora já ninguém se lembrava, pois não é?
Já agora, aproveito também para agradecer aos senhores polícias de trânsito que ali estão especados a finger que orientam a carneirada pelo trabalho de excelência que estão a fazer. Só que não.
Pronto, mas isto sou eu que tenho a mania que mesmo no meio da minha desorganização era moça para organizer melhor estas coisas das obras públicas e que acho que 4 pontos em obras ao mesmo tempo num percurso de 5 ou 6 km é uma coisa assim a modos que irritante.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

O Homem é um animal de hábitos, já a mulher...

Isto de chegar ao escritório às 8h30 faz com que às 12h esteja a morrer de fome e às 15h esteja a morrer de sono.
Apesar de chover lá fora, aqui dentro está quente e é óbvio que estaria ou não tivesse eu decidido hoje não ter os pés ao fresco.
Podia dizer que me vou habituar a isto de entrar muito mais cedo, que me vou habituar à ideia de que o sol que era bom já era e que praia só para o ano, mas neste momento apetece-me amuar, fazer birra e ser do contra! Pode ser que amanhã me passe...ou não.

Oh pá!

Queria continuar de férias. Queria continuar a não ter horários e a acordar à hora que me apetece, sem despertadores, sem pressas, sem sítio para estar, mas não. O Verão acabou ou se não acabou está para lá de moribundo, as aulas começaram e, se o ano passado era milagre a pobre criança estar lá às 9h, este ano em que as aulas começam às 8h30 nem vou comentar. Até agora é prova superada, mas ainda é só o segundo dia.
Ontem ainda andei com o pé ao léu, mas arrependi-me amargarmente e a constipação que trouxe como souvenir das férias fez questão de me mostrar, por A mais B, que a previsão meteorológica deve ser consultada e tida em conta aquando a escolha da roupa. Hoje aprendi. Algo me diz que vou chegar ao fim dos dias com os pés cozidos, mas enfim.



quarta-feira, 9 de setembro de 2015

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Quando a boa educação até soa mal

Tu questionas seriamente o facto de poderes, na loucura e clara miopia do garoto, parecer mais velha do que és quando no metro, ao estares de pé, um garoto dos seus 17/18 anos, que isto agora nunca se sabe pois parece que andam a dar adubo a estes pequenos, não só te oferece o lugar como insiste para que tu o aceites, mesmo quando recusas com o teu melhor e mais jovial sorriso.
Enquanto escrevo isto sentada, algures entre a Praça de Espanha e São Sebastião concluo que foi, aliás, só pode ter sido cavalheirismo. Nem podia ser outra coisa, que disparate o meu!

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Acreditem no que eu vos digo

Por mais que tentem, que se esforcem, que renasçam vezes sem conta,


QUEM NASCEU PARA LAGARTIXA NUNCA CHEGA A JACARÉ

E isto aplica-se a tanta, mas tanta gente.
Não têm de quê.

Semelhanças entre crianças e criadas ou como isto agora é só estudos, teorias e cenas ao estilo Universidade Americana

Na verdade, começo a ponderar fazer um manual com boas práticas sobre "Como educar a sua criada". Se é pioneiro? Com as crianças não é certamente, mas nunca vi nenhum para criadas o que me parece ser uma grande lacuna e até, quem sabe, hoje há livros para tudo, um nicho de mercado. E de onde vem a ideia de fazer esta comparação? Da minha EXPERIÊNCIA, ora essa! Sou mãe de um filho educado, tive uma criada que habituei mal e deixei-a chegar ao ponto de, se de uma criança se tratasse, ser uma enfant terrible e estou no início da educação de uma outra criada com a qual me recuso a cometer os erros do passado.

REGRAS, MUITAS REGRAS
Está provado por outros estudos, evidentemente não tão bons quanto os meus, mas vá, que desde tenra idade as crianças precisam de regras e de um pulso firme. É desde cedo que que elas aprendem o que podem e não podem fazer e esses ensinamentos, além de se prolongarem para o resto da vida, vão evitar-nos muitas chatices no futuro. O mesmo se passa com as criadas. Há que deixar bem claro desde início quais as regras do jogo e manter desde cedo o pulso firme no cumprimentos dessas mesmas regras.

PRECEDENTES
Ora aqui está uma coisa da maior importância . Não se podem abrir precedentes. Com as crianças não se pode ter respostas diferentes à mesma situção sob pena de elas não ficarem esclarecidas sobre o que é aceitavél ou não. Se não se pode comer gomas antes do jantar à segunda-feira, também não se vai poder comer à quinta. Se hoje não chamarmos à atenção quando ela sai da mesa sem pedir licença, amanhã também não vamos poder dar um sermão por ter repetido a graçola. Com as criadas é o mesmo. Se as coisas não ficaram bem feitas num dia e nada se diz sobre o assunto, ela assume que está tudo muito bem. tudo muito certo e portanto, aquele passa a ser o comportamento que julgam ser aceitável...só que não.

RALHETES
Sabe-se que quando as crianças fazem asneiras, a chamada de atenção deve ser imediata e o castigo deve ser aplicado na hora para que seja eficaz e que, quando aplicado com atraso, elas já não sabem o porquê de estarem a ser castigadas. O mesmo se passa com as criadas. Quando não cumprem as regras do jogo definidas ao início, devem ser imediatamente chamadas à atenção. Ao esperem pelo próximo dia em que elas hão-de ir trabalhar vão deixar com que o acontecido caia no esquecimento e elas não vão perceber de onde vem o recado além do que, quando ele chegar, deixa de ser visto como uma falha delas, mas sim uma falha vossa. No limite é até visto como uma ofensa e tirania da vossa parte.

MAS AFINAL QUEM É QUE MANDA?
Este assunto é algo delicado, mas a verdade é que esta posição não só tem de existir, como estar perfeitamente clara.
As crianças têm que perceber o seu papel e acima de tudo têm de perceber que, apesar de poderem ter opinião, gostos ou preferências, a sua palavra não é soberana e que, em última instância, é o adulto que dita o veredito final.
Com as criadas, a definição dessa posição hierárquica é igualmente fundamental. Por muitos graus de liberdade que se lhes possa dar em algumas funções, por muito que possam escolher ou opinar sobre, por expemplo, o material que preferem utilizer ou até mesmo porque ponta da casa começam, a verdade é que no fim jamais poderão restar duvidas sobre quem é que manda.

ELAS TAMBÉM GOSTAM DE NOS TESTAR...E VÃO FAZÊ-LO
Tanto as crianças com as criadas vão testar os limites, ver até onde é que podem ir e até quando é que conseguem levar a melhor e a sua avante. É aqui que todas as regras anteriores devem ser simultaneamente aplicadas para que os limites não passem a ser os delas em vez dos nossos.
Caso os testes feitos sejam acompanhados por birras e amuos, é fazê-las repetir as coisas, sempre que necessário, mostrando que birras, ou caras feias não fazem com que certas tarefas deixem de existir ou deixem de ter de ser feitas, apenas lhes vão custar mais a fazer amuadas.

Nota: O factor idade e aprendizagem resultante têm, obviamente, influência nos comportamentos de ambas. As crianças vêm sem hábitos, sem vícios, sem conceitos anteriores, assim tipo um pedaço de barro que podemos moldar e transformar numa bela peça. As criadas não, pelo que pode ser mais difícil ensiná-las, mas não é impossível.

E então tópicos importantes como as recompensas (ou reforço positivo se preferirem), direitos das crianças/criadas e obrigações dos pais/patrões? Ora essa, eu bem sei que os há e que também são importantes,  mas se eu dissesse tudo aqui depois não tinha material para o tal manual que vocês, necessitadas que estão destes ensinamentos, hão-de ir a corer comprar.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A sério que isto tem um enorme, gigante,monstruoso potencial cientifico, a mim é que não me está a apetecer demonstrar agora

Estou obesa! É um facto. Pior do que estar obesa, redonda, inflada é ter ganho tudo isso, literalmente, da noite para o dia. Tivesse eu comido balões de ar quente ou andado a fumar cachimbos de hélio ainda se percebia, mas não. Foi assim um "vapttt vupttt" que me tornou neste ser de formas generosas.
Onde está a parte científica de elevado interesse, perguntam vocês? Se por acaso lhes ocorreu que a culpa estava na minha boca que teima em não fechar, mas petiscadas que insisto em fazer ou nas cervejas que o calor me obriga a beber, estão redondamente (aqui o redonamente não podia ficar melhor) enganados. A culpa é, espantem-se, da Lua. Sim, da LU-A, desse corpo celeste ainda mais Redondo do que eu e que, em estando cheia, me faz a mim também inflar.
A teoria que relaciona a fase da lua com a minha redondez? Pois que já vos disse que não me apetece agora explicar, mas se souberem o efeito que ela tem na superfície média das águas do mar e nas marés e qual o constituinte que abunda no nosso corpo, são capazes de, com dois dedos de testa, chegar lá por vocês.
Ainda hão-de ver esta teoria patenteada e publicada com a minha assinatura por baixo em revistas da especialide...

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Mixórdia de Temáticas

Chegou o Verão. Bem sei que não estou a dar nenhuma novidade ao mundo e sei também que mesmo que estivesse já o estava a fazer com significativo atraso, mas vejam isto como uma constatação de um facto. Chegou o Verão e tal como em todas as mudanças de estação, na verdade não é em todas, é só mesmo com a chegada do calor e com a chegada do frio até porque, no meu mundo, só deviam haver duas estações, ando com ganas de nidificar. Podia dar-me para renovar o roupeiro, gostava de dizer closet, mas no meu caso é roupeiro mesmo, mas não. Dá-me antes para nidificar. Há algo de ave em mim que, volta e meia não vira, sente o apelo de refazer o ninho. O terraço já está. Não tenho closet, mas passei a ter piscina e um canteiro de ervas de cheiro, e flores que ainda não semeei e relva. Agora era passar para dentro de portas, mas não sei se chego a essa fase. A ver vamos.
Chegou o Verão! Sim, sei que me estou a repetir, mas não estou senil, só estou mesmo muito contente porque com ele chegam os dias de praia, a pele bronzeada, a areia nos pés, o cabelo de mar e os churrascos, as noites quentes e quem sabe, se me portar bem ou não tiver um ataque nervoso, as férias.

Estou farta de gente! Também esta afirmação não pretende ser de cariz informativo. Mais uma vez é uma constatação de um facto, desta feita, incontornável. Se calhar não estou farta de gente, mas sim de gentinha. O problema é que começa-me cá a parecer que há muito mais de umas do que outras e claro está que as que há em quantidade não são das boas. É pena.
Dizem que os amigos são a família que escolhemos. Isso é tudo muito bonito, mas a verdade é que até a família podemos optar por nos relacionar ou não. O mesmo não podemos dizer dos colegas de trabalho. Esses não escolhemos, somos obrigados a co-habitar o mesmo espaço a maior parte do dia e não podemos não nos relacionar com eles. Agora imaginem se nos calham uns quantos da classe da gentalha? Pois...É jogar no Eurocoiso a ver se tenho sorte.

Estou chateada com a concessão do Oceanário. Vivemos num país de alienação de bens públicos, onde tudo o que é nosso é vendido ao preço da uva mijona e de forma pouco clara. Podia dizer o mesmo da TAP, dos CTT, da EDP, mas isso é ainda mais atrasado do que a notícia da chegada do Verão e só mesmo por isso é que não vou comentar, mas provoca-me igual asco. Como é que eu gosto tanto desta merda de país?! Só pode ser por causa do clima, das horas de sol por ano, da comida e do vinho e claro, da minha querida Lisboa. Olha, privatizem antes Albufeira, a Praia da Rocha e a Quarteira que isso é que não faz falta a ninguém. Eu pelo menos não as quero para nada. Isso sim era serviço público.

E pronto, com isto tudo já é sexta-feira, outra notícia bombástica da minha parte, e como hoje madruguei, vou poder desopilar daqui cedo para aproveitar os dois dias que o meu contrato de trabalho me permite ter de descanso por semana. Visto ter chegado o Verão, vou passá-los na praia, na piscina, rodeada de amigos e a comer os grelhados que o macho-alfa há-de tirar da grelha. Podia ser melhor? Pois não sei. Sei que assim, mesmo sendo só dois dias, já vai ser bom.


segunda-feira, 15 de junho de 2015

E como num segundo apenas tudo muda...

Imaginem-se numa apresentação em que o tema é interessante. Imaginem que a oradora é simpática, bem falante, capaz de manter a audiência não só acordada como interessada e participativa. Agora imaginem que, já quase no fim da apresentação ela diz: "Na Quarteira".
Pois...

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Dia da Mãe

E o que eu amo estas prendas!
Agora vou só ali babar mais um bocado para cima dele e ver se me aguento sem a abrir até Domingo.

Afinal ainda há esperança que o dia se componha

Por razões que a razão até pode não conhecer, mas que lei não descura, esta semana tive de andar de transportes. Como é óbvio, não pela lei da vida, mas pelas de Murphy, se as coisas não estão bem, a tendência é piorarem e, de facto, confirma-se.
Depois de uma semana a qual podia apelidar de excepcionalmente merdosa nos mais vastos aspectos, prestes a bater com a porta da chafarica a que chamo trabalho para um fim de semana prolongado e de onde vislumbrava uma 2 circular em pára-arranca desde as 15h30  (afinal ainda há bons empregos), chego ao metro que me há-de levar a casa e espantem-se: está vazio e tenho lugar sentada!
Afinal nem tudo corre mal.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Selfie stick 2.1 - upgrade

O selfie stick, ou pau para tirar auto-retratos, para aqueles que não gostam de estrangeirismos, já sofreu melhorias pois isto da tecnologia, literalmente de ponta, não pára.
Querem uma selfie durante aquele fim de semana fabuloso, sozinhos, na Costa de Caparica ou nas férias de sonho, também sozinhos, em Quarteira (e sim, em Quarteira, já que para lá vão não digam na Quarteira que ir, por si só, já é mau o suficiente não havendo necessidade de tornar a estadia ainda pior)? Se quiserem  eternizar esse momento e fazer com que os vossos amigos no Facebook fiquem roídos de inveja a pensar que aquilo é que foram uns dias a dois, pejadinhos de romance, têm aqui a solução.
De nada. Sabem que para gadgets destes podem sempre contar comigo.

terça-feira, 28 de abril de 2015

Portal da Finanças e sites governamentais afins...

Diz o meu computador, em inglês não vá a Troika estar à espreita enquanto preencho o meu donativo anual ao país, que o site do portal das finanças não é seguro nem tampouco confiável. Pois eu que nem sou de acreditar em máquinas, que acho que nós é que mandamos e percebemos do assunto, acredito piamente no que ele me diz.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Junk e-mail #02

Visto que ontem a Mona não teve sorte nenhuma com aquilo da cartomancia, decidiram então tentar-me de outra forma.
Caríssimos, a intenção até pode ser boa, que isto de se estar disposto a apicantar a vida das pessoas até é coisa de valor, mas a ideia é má. Na verdade nem é má, é péssima!
Receber um e-mail cujo remetente aparece como Marotices é logo um mau começo e a coisa não melhora quando me oferecem uma noite picante por 5,99€.
Vá lá, confessem, por 5,99€ só consigo um saco (pequeno) de piri-piri em grão para esfregar na língua e passar a noite à arder, não é? É que tirando isso, por esse valor, a única coisa que me ocorre é o velho ditado que postula que pimenta no rabo dos outros, para mim é refresco.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Junk E-mail e cenas que me aparecem no mail de trabalho

Por momentos, e ao ler o nome Mona, passou-me pela cabeça que a senhora do sorriso misterioso, aquela que eu vi pequenina, lá atrás dos vidros e das baias de segurança no Louvre, aquela a quem todos fotografavam e a quem eu virei as costas por tê-la achado uma decepção, afinal a última ceia com quem ela partilhava a sala era infinitamente melhor, me estava a mandar um e-mail quem sabe a pedir satisfações pela má publicidade que lhe tenho feito e pelos elogios pouco simpáticos que lhe tenho dirigido sempre que se fala nela. Oh Anita, mas aquilo é só um quadro, a senhora já nem existe, não se sabe se existiu e este teu devaneio é só...ridículo, dizem vocês. Pois, está bem, até pode ser, mas a caixa de e-mail é minha e em mim ninguém manda o que me dá todo e qualquer direito de pensar o que quiser, em especial sobre quem se dirige a mim usando Mona como nome e a mim apeteceu-me assim. Podia ter-me dado para pior, mas adiante. Esta história podia ser toda muito certa, muito verdadeira não fosse no subject a Mona pedir-me para escolher uma carta. Aí Jesus, mas agora querem ver que a Mona (nome carinhoso também empregue à polícia) me veio informar via e-mail que afinal 120 dias sem pegar na minha viatura não chegam como castigo e que o melhor é escolher outra carta que não a de ligeiros para tirar? Eu cá não sou fã de motas e carta de pesados também não me parece uma boa opção.

Bom, no meio de tanta dúvida e visto isto ter ido parar à junk box, façamos então um shift+del r não se fala mais no assunto. 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Assim de repente e sem melhor título para dar a isto, diz que vai ser tudo ao molho e fé em Deus

Desconfio que algo mudou. Não sei bem o quê, se é um alinhamento cósmico, se o diabo, mas a verdade é que estou para aqui a fazer figas para que o Sr. Accuweather não tenha razão e que não caiam nem raios nem coriscos para eu poder ir correr. Eu que nunca corri, que nem nunca gostei de o fazer, agora faço figas para que não se me arruínem os planos. Até programo a hora da pausa do cigarro a ver se a nicotina não me faz parar mais cedo. Ao que cheguei!

Desde os meus 15/16 anos que andava de candeias às avessas com a Zara. Houve ali uma altura, há uns 2 anos, em que lhe dei trégua na secção de criança, mas foi sol de pouca dura. Hoje, ao décimo quinto dia do mês de Março do ano de 2015, sinto que preciso de ir à Zara e que de lá sairei feliz. Ainda estou aqui a digerir este sentimento, sem saber ainda se o encaixo na vergonha ou na estupefacção, mas logo vejo o que lhe faço.

Se a tudo isto juntar o facto de, mesmo com os níveis de paciência no redline, sorrir e acenar a uma birra de criança na qual a criança já tem mais do que idade para ter juízo, concluo que ou o Apocalipse está para breve ou estou a pontos de atingir o Nirvana.

Nota: e enquanto escrevia isto tudo...começou a chover! There goes my running, que eu cá ando a gostar disso de correr, estou maluca da cabeça, mas à chuva? Também não fiz mal a ninguém.

O que achas disso das mães serem nossas amigas no Facebook, Anita?

Acho óptimo! Assim não restam dúvidas em como o meu requintado e sofisticado sentido de humor não é trabalhado, mas sim genético.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Se eu mandasse aqui...

Tempos houve nesta chafarica em que, sentada à frente deste mesmo computador, vendo-me rodeada de gente pequenina, poucachinha, se apoderava mim uma espécie de  Donald Trump o qual, caso eu verbalizasse o que me estava a passar pela cabeça, me permitiria apenas articular um belíssimo e sonoro “you’re fired!”. E era esse pensamento, aliás o único que conseguia ter nessas alturas, que repetia mentalmente como se de um mantra se tratasse, não sei se ao estilo da meditação se quase que a formular um desejo. Aí se eu mandasse…

Acontece que com o tempo uma pessoa refina. Torna-se mais sábia, mais experiente e acima de tudo mais justa e sensata. Não, não passei a tolerar esta pequenez nem tampouco esta gente pequenina deixou de o ser. A diferença é que se antes um “you’re fired” me parecia um justo e merecido castigo, agora, se eu mandasse e se em mim baixasse essa tal espécie de Trump adormecido, mandava-os apenas trabalhar e garanto-vos que neste caso não havia castigo melhor!

E vão 3...

Diz que está de chuva. Confirma-se.

Andavam para aí a prometer dias de sol, temperaturas de Verão, tardes de praia e afins, mas foram balelas. Uma pessoa bem tenta, mas o casaco não nos sai de cima e as botas continuam nos pés.

Diz também que já lá vão 3 anos. Três anos! Na altura também chovia, aliás, trovejava. Há 3 anos que o teu número continua ali na agenda do telemóvel, na memória do telefone de casa e há 3 três anos que, neste dia como e tantos outros, nem sequer arrisco ligar. Eu sei que o número talvez já nem exista, talvez tenha até sido atribuído a outra pessoa. Na verdade acho que só existe mesmo ali, na minha agenda e tu não atendes a chamada de certeza, essa é que é essa. Hoje era o teu dia. Contavas mais um. Agora  as contas são outras. Em vez de contares 93 anos de vida conto eu 3 anos de falta dela. Dizem também que 3 é a conta que Deus fez, mas não. Deus não faz contas destas. Esta matemática temos de ser nós a resolver, com esforço, a contar pelos dedos e o resultado é sempre o mesmo: noves fora – nada!

Já não gostava do Carnaval, nem do Halloween, muito menos do Ano Novo. Agora também não gosto da Páscoa e a culpa é tua. Este ano a Páscoa foi diferente. Comecei a criar novas memórias que, tais como as que tenho tuas, também espero que durem para sempre. Não me apetece ter mais más recordações neste dia. As que tenho já me chegam. As deste ano são bem melhores.

Hoje, pela primeira vez em 3 anos, apeteceu-me visitar-te, mas não estás em lado nenhum. Nem sei bem o que ia lá fazer. Talvez levar-te um ananás. Eu sei que toda a gente levaria flores ou algo assim, mas lá está isso de eu achar que não sou toda a gente e tu gostavas mais de ananás do que flores e as prendas são mesmo isso – coisas que gostamos.

Em não havendo telefonemas, nem beijinhos, nem conversas (bolas, agora tenho tido tantas novidades que ias gostar), nem visitas nem ananases ficam umas palavras toscas assim como que uma tentativas de parabéns.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Sempre a espalhar magia, em especial em dias de vento

Moça fashion e sofisticada que sou, optei hoje por um estilo Boho. Diz que gosto, que está na moda, que é o que se usa e já que sou também detentora de um blogue, tenho de estar a par destas tendências. Saí portanto de casa com um boho vestido preto. Uma classe!
Acontece que mais do que uma criadora de trends, mais do que uma blogger, mais do que uma mãe, geológa ou moça cheia de estilo, eu sou uma diva e todos sabem que as divas espalham magia e eu não sou excepção. Foi exactamente isso que estive a fazer no pátio da empresa, naquele recanto envidraçado onde se juntam pessoas para fumar e para onde dão centenas de janelas. Como, perguntam vocês?
Simples, a recriar uma black version do mais famoso momento Marilyn Monroe enquanto fumava um cigarro.
Pronto, pronto, agora toca a dispersar, tudo a voltar ao trabalho que o espectáculo já acabou.

sábado, 4 de abril de 2015

Diz que começou a chover...

...mas agora que já acabou o passeio, que descobrimos praias novas, que demos um mergulho e temos uma sopa de peixe à espera, acho que sou moça para sobreviver a uns salpicos.

terça-feira, 31 de março de 2015

Isto dos organismos públicos, da divisão de trânsito, das contra-ordenações e das coimas...

...suscita-me dúvidas profundas. É que a avaliar pela quantidade de pessoas, umas a levantar cartas apreendidas e outras a entregá-las para apreensão, não percebo como é que ainda há tanto trânsito em hora de ponta.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Como é que vai isso do desporto e da vida saudável, Anita?

Vai do melhor, ora querem ver?
Ontem comecei o dia em modo Primavera, sentada no terraço ao sol a tomar um pequeno-almoço saudável, daqueles com iogurte, mel, frutos vermelhos, cereais, sumos naturais e tudo aquilo que apregoam fazer bem ao corpo e à mente. Não  me parecendo suficiente ainda vesti a roupa de desporto, criança incluída, e fomos correr. Desta vez não cuspi os pulmões pela boca ao fim dos primeiros dois minutos e até consegui bater o meu (curto) record dando quatro magnificas voltas ao circuito,o que até deixou o macho-alfa orgulhoso e em posição de adoptar também a expressão já por mim utilizada quando ele vai jogar futebol: menos que 3 é derrota! Até aqui tudo muito bem, muito bonito, um mimo, só amor, sorrisos e bem estar.

Senti-me até merecedora do jantar que ele fez e de um copo de vinho para acompanhar. Anita, vais no bom caminho, tu não te estragues.

E porque isto de um estilo de vida saudável é viciante e para manter, hoje o meu pequeno-almoço foram dois Adalgur. Ao almoço repeti a dose e vamos lá ver se ao jantar consigo ou não largar isto das drogas. E então uma massagem, perguntam vocês? Pois, era bom, mas isso foi ontem. Hoje eu preciso de uma massagem, mas as melaleucas precisam de água pelo que vou ter de me aguentar até quarta-feira e aí vai ser como no bingo – dia de acumulado.

Até pode parecer que não, mas no fim, estávamos a falar a mesma língua

Imaginem uma noite que era suposto ter sido calma. Uma noite sem criança que começou por ser uma ida ao cinema calma, detox, passou a ser um jantar, virou uma noite de copos, teve momentos filosóficos desnecessários, encontros com agentes da autoridade e terminou num excesso digno de um Sábado à noite. A manhã não começou melhor tendo direito a sabor a papel prensado na boca e tudo. Problemas resolvidos, filosofias debatidas e esclarecidas, sol, vista para o mar, beijos, poemas e juras de amor, olhos a arder, corpo cansado, muito sono, quarto horas ainda disponíveis para fazer uma sesta e é então que se instala uma dúvida na minha cabeça. Aproveitamos o sol e a praia onde estamos, ignoramos o facto de não termos sequer uma toalha e fazemos uma sesta mesmo aqui deitados na areia ou pegamos em nós e vamos fazê-lo no conforto da nossa casa? Resolvo então partilhar a dúvida que me atormenta em busca de uma resposta sábia, de uma decisão sensata da parte dele visto que a minha cabeça não estava capaz disso de pensar, quanto mais tomar decisões:

- Amor, o que fazemos à nossa vida?

- Casamos e temos putos…podemos não casar e ter só putos…

E pronto, há pessoas simples, como eu, que se preocupam em responder a questões básicas e imediatas e depois existe ele, que na verdade responde ao que realmente interessa.

É por essas e por outras que contigo, 40 anos me parecem tão pouco!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Attention please, passengers for the KLM flight 1697 to Lisbon...

...the boarding will start in few minutes.
E eu, desconfiada olhei em volta e por momentos temi estar prestes a embarcar para a China. Confirmei mais uma vez o meu cartão de embarque - gate D79 Lisboa. Pelo sim pelo não, olhei mais uma vez para o ecrã das partidas e confirma-se: destination Lisbon.
Pronto, estando eu no sítio certo, a caminho de casa, resta-me dizer que prevejo a abertura de mais uns restaurantes e umas "botiques" das boas para breve e olhem que se for essa a razão da viagem não estamos nós assim tão mal...

E no último dia de formação, a poucas horas de voar de volta a casa, o que aprendi?

Que eu trabalho para viver e jamais viverei para trabalhar.
Opções. Cada um com as suas.
Tal como uma vez me disseram:
"Smillie, this is just a job, not your life".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Eu bem digo, mas não me querem crer...

Percebem porquê que isto de se fazer ciência é fantástico, ter uma carreira é fabuloso, ter um emprego que nos permite viajar é do melhor, isto de nós, mulheres, termos chegado onde antes só pisavam os homens é uma gigante vitória, mas o que eu queria mesmo era ser dondoca?
É que isto é tudo muito bonito, faz-me tudo muito feliz, que faz, mas nada me traz tanta felicidade como amanhã voltar para casa.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Agora que já passeaste, já bebeste umas jolas e já alarvaste comida indiana, o que vais fazer Anita?

Só assim para que o único peso que me resta seja o das ancas e não o da consciência.
Afinal estão -5 graus e uma pessoa tem de aquecer, não é?

Então Anita, já estás a suar?

Eu? Em bica! De cada vez que ponho o pé  na rua para fumar um cigarro, os -3 graus tocados a vento fazem-me sentir que aterrei nos trópicos, só que não.
Cheira-me que 1 mês aqui e era menina para pensar em deixar de fumar.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Se isto não é um calor das Arábias...

...então eu não percebo nada disso das temperaturas!

Se isto fosse um daqueles filmes românticos de Domingo à tarde...

...estaria eu aqui sentada, a suspirar pelos cantos, a olhar pela janela onde se podiam ver os aviões a descolar, lamentando isto de ser recambiada para o frio até que me amalucava! Sim, levantava-me num salto, agarrava na mala e apanhava o primeiro avião para um destino de sol onde, obviamente, teria o macho alfa à  minha espera já de calções e cocktail na mão.
Pois, mas não é. Na verdade a única semelhança com o cenário anterior é só mesmo o facto de ser Domingo.
Ao menos se pudesse fumar um cigarro...sempre ajudava a passar o tempo e a afastar estas ideias Hollywoodescas da cabeça, mas também não! No país onde se podem fumar charros com fartura, de toda a espécie e tamanho, no país onde é tudo "legalized", por ca'raio é que eu havia de poder fumar um cigarro no aeroporto enquanto enquanto  espero por um voo de ligação?
Eu realmente tenho cada ideia...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Power to the people...*

A criadagem apoderou-se da minha vida e neste momento têm-na na mão. Essa é que é essa.

Cá em casa já não haviam dúvidas sobre quem é que efectivamente mandava e desenganem-se se pensam que seria eu. Mentira. Eu apenas lhe pago o ordenado, a tempo e horas, sempre de cara alegre. A roupa continua no cesto por passar, o pó continua por limpar e tudo o resto é feito às três pancadas, mas as contas do mês foram cuidadosamente deixadas em cima da mesa da cozinha, no mesmo local onde deixarei o dinheiro por aquilo que ela não fez.

Eu gostava de não me ralar com isto, oh se gostava. Gostava que o halo de pó que fica à volta das coisas e onde o pano não chegou não me chateasse, gostava que a pilha de roupa que devia ter sido passada, mas não foi não me enervasse, que o tempo que passo à procura da loiça que saiu da máquina e devia ter sido arrumada no devido lugar e não onde calha não me fizesse bufar num misto de raiva e desespero, gostava de conseguir não revirar os olhos de cada vez que tenho de ser eu a trocar as toalhas das casas de banho depois destas serem limpas. Gostava pois. Então não havia de gostar? Gostava ainda mais de não ter de ter uma conversa com ela para lhe explicar que não, que ela não foi sempre assim, que tempos houve em que ela era eficiente e fazia tudo direitinho sem eu ter de dizer nada e que é a esse registo que teremos de voltar depressa que eu cá não quero ter nada a ver com isso do aumento do desemprego em Portugal e que, se é para pagar a quem trabalha, então vou ter de pagar a mim própria o que é na verdade um bocado ridículo. Por isso, vamos lá  pôr tudo nos eixos para voltarmos a viver felizes numa casa limpa e arrumada.

Isto era tudo muito bom, tudo muito bonito, tudo espectacular, mas eu já nem peço tanto que isto uma pessoa tem que ter alguma parcimónia nisso do pedir não vá parecer abuso. Posto isto, por agora bastava-me apenas que o jardineiro desse as caras, que arranjasse tempo na sua agenda deveras ocupada e que plantasse tudo o que é árvore, sebe e arbusto até Sábado de modo a poder ter o macho-alfa de volta, ainda que por umas breves horas, antes de eu ser recambiada para a terra do bacalhau fresco para passar o Carnaval.

*my ass!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Má língua, calhandreiras, ditos e mexericos

Em tempos que já lá vão atribuíam-se estes predicados às porteiras sendo o local de culto ideal a paderia do bairro. Quem quisesse um mexerico ou calhandrice era lá que os encontrava. Era ali, pela boca daquelas senhoras , a fonte dos boatos e do veneno da vida alheia.
Hoje em dia, onde as paderias são locais fashion vintage onde se come tudo menos pão e a profissão de porteira caiu em desuso, continuam a haver sítios para o efeito. A diferença é que antes elas o faziam de bata, lenço na cabeça e porta-moedas entalado debaixo do braço, todas a cheirarem a lixívia, que de porcas era só a língua, de resto eram todas muito asseadas, em tom de cochixo. Hoje não lhes podemos ver a bata nem o lenço. O porta-moedas passou a ser uma mala que, dizem elas, é Prada, Hermés ou semelhante. Não lhes sentimos o cheiro a lixívia, mas mesmo por detrás de um computador dá para sentir que está lá e que afinal, os tempos podem ser outros, mas continua tudo na mesma.
Também as outras do passado diziam-se todas amigas, todas sérias e incapazes de falar de quem fosse. Só que não...

Green Hill? A sério?

Estou profundamente espantada com o saudosismo que de repente assolou o livro das caras em relação à discoteca Green Hill.
Se ouvi falar dela? Sim, ouvi. Em tempos idos, pela boca da minha irmã mais velha e dos seus amigos que lá foram um par de vezes. Parece que agora aquilo está em ruínas e isso deixou toda a gente muito triste e com imensas saudades das noites que há anos perdidos lá tiveram ou mesmo das noites que nunca lá passaram. Sim, porque ou fui atacada por uma amnésia fortíssima e sem precedentes ou não me lembro de algum amigo meu ser cliente esporádico, quanto mais assíduo, desse espaço.
Já agora, pergunto eu, se aqueles que hoje choram o fim de uma era de ramboia e folia naquela grande discoteca efectivamente continuassem a ir lá, aquilo não estaria ainda aberto e a bombar?
A Green Hill passa então, com grande espanto meu, à mesma categoria da antiga pastelaria Roma, do cinema Londres, do Quarteto, do King e outros sítios que tais em que ninguém lá punha um pé, mas que ao fechar serve de post porque até fica bem...só que não!

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

De facto, a vida custa muito a ganhar ou se isto é que é ser condecorada, vou ali já venho.

E pronto, é com isto que somos presenteados quando nos dão projectos com nomes...dúbios.
Obrigada ao dinamarquês que resolveu dar-me este título, alto e em bom som, para que todos ouvissem e à dupla de colegas que gentilmente elaborou e me ofereceu tão nobre faixa.
Meus queridos, vocês estão aqui (a bater com o punho fechado no peito, do lado do coração)!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Anita respira fundo e conta os dias

Ah e tal, cinco dias passam num instante,  as saudades fazem bem e o reencontro vai saber lindamente. Balelas! Tanga das maiores. Conversa de auto-ajuda ao nível disso do dinheiro não trazer felicidade e do pobrete, mas alegrete. Mentira!
Os cinco dias não estão a passar enquanto o diabo esfrega um olho, as saudades estão a deixar-me com a birra e isto de não ter os meus beijos matinais, mesmo quando mandados para a atmosfera de olhos fechados e meio a dormir está a deixar-me carranca.
Ah e tal, é já amanhã. Pois, não fosse o "já amanhã" serem mais de 24 horas e estaria tudo muito bem. Só que não.
Como se já não bastasse o frio que tenho rapado nos últimos dias, a porra da humidade gelada que está hoje e que me arrasa a esfregona que tenho no lugar de cabelo, ainda vem o meu chefe dizer-me que frio é o que vou rapar na Noruega, para onde vou ter de ir SOZINHA por mais uma semana.
Percebes agora porquê que odeio gente feliz? Não? Como não?! Amanhã então eu explico-te a diferença e vais ver como chegas lá...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Anda uma mãe a criar um filho para isto

Uma mãe esforça-se, esmera-se, leva a cria ao cabeleireiro de sempre, aquele onde já ia antes de sonhar ser mãe e ao qual continua fiel, para que a criança ande com um corte digno, diferente daquele que em tempos teve feito com a tesoura da cozinha. Enquanto espera a mãe arranja as unhas e troca dois dedos de conversa com o cabeleireiro sobre crianças mal educadas. Abençoado o momento em que me abstive de fazer comentários e de dizer o quanto o meu filho é uma jóia de moço. Adiante. Unhas arranjadas, cabelo cortado, contas pagas e casacos vestidos, cá beijinho e até à próxima, o cabeleireiro pede ao Calvin para dar um beijinho à avó. O Calvin podia ter dito "será entregue", "combinado", podia até ter dito apenas "ok", só que não. Preferiu antes dizer "a avó disse que nunca mais cá vinha". Esta  foi a parte em que esbocei um sorriso amarelo e entre uma gargalhada nervosa disse que não, que a avó não tinha dito isso. Fosse ele um miúdo educado dos que tínhamos falado e não teria respondido "ai disse, disse!".
E pronto gente, é aqui que resolvemos pôr a viola no saco, sair de mansinho com a cara mais vermelha do que as unhas e dizer até à próxima enquanto te passa pela cabeça se o internato não será uma opção.
Eu sou fiel ao cabeleireiro. A avó claramente não. O Calvin? Por este andar vai voltar a ver a tesoura da cozinha.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Diz que é uma espécie de resolução de Ano Novo

Visto que há 6 meses, vamos antes dizer meio ano que sempre parece mais tempo e dá mais impacto à coisa, não ponho os pés no ginásio, estou seriamente a ponderar cancelar a inscrição.
Lá que me tente enganar nisso de levar uma vida regrada e dedicada ao desporto é uma coisa, pagar todos os meses para mentir a mim própria é outra bem diferente.
Preguiçosa? Talvez...otária é que não!
Agora é rezar para que isso de contribuir todos os meses para aquele espaço de saúde e bem estar não tenha um efeito placebo e que em deixando de o fazer lá se vá isso de caber outra vez num 32, mesmo sem lá ir.

Negócios da china

Vender o Maurício ao preço do Garay.
Se isto não é, no mínimo, hilariante, então eu não percebo nada disso do business.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

É oficial

Ao décimo terceiro dia do ano de 2015, voltei a enfiar-me numas calças 32.
E não, não pareço um naco de picanha argentina embalada em vácuo. Na verdade ainda sobra algum espaço. Também não tenho feito qualquer dieta, muito pelo contrário, o termo "lontra" nunca fez tanto sentido, e ginásio nem vê -lo desde Setembro.
Vou entender isto como uma dádiva divina, do universo, até do Boda, tanto me faz, foquemo-nos no que interessa e é realmente importante: voltei a dar uso às calças que mofavam no meu roupeiro!
Anita chora...de alegria!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

E hoje é dia de quê, Anita?

De evangelizar a cria, claro!
Sendo ele do Benfica, o facto de pedir o meu cachecol emprestado e ficar ainda mais contente por eu lhe comprar um, significa que ainda há esperança, certo?

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Quer saber para que serve uma lareira? A Anita explica.

Que raio de pergunta, dizem vocês. Para que raio havia de servir uma lareira a não ser para aquecer? (e vá, para conseguirmos aquele cheirinho ali entre o cigano e o porco queimado)
Pois é exactamente por vos saber tão limitados no que a lareiras diz respeito que resolvi partilhar com vocês a minha experiência e saber.
Uma lareira serve então para...

...mostrar como daríamos 10-0 a um escuteirinho nisso de atear fogos.

...para cozinhar, à laia de homens das cavernas, um caldo de camarão e fazer café.

...servir de cenário a um jantar a 2 (no jantar a 5 e a 7 não cabiam todos no cantinho).

...ensinar o macho alfa que também se pode grelhar sentado...

...quer seja carne...
...ou marisco.

Se no final de todas estas actividades ainda conseguirem mexer mais do que os olhos, parabéns! Sois uns resistentes, uns seres superiores merecedores da utilização suprema...


Nota: as lareiras servem também de cenário a uma bela noite de sono, mas disso não há fotos a documentar pelo que deixo essa parte ao critério da vossa imaginação e criatividade. 





sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Slash, não podes ver nada, pá!

Mas que raio vem a ser isto? Uma pessoa já não pode ser original, ter ideias catitas que têm de vir logo copiar? Parece impossível, pá!