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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Vegans, Vegetas, verdurianos, fundamentalistas das couves

A sério que já não há paciência para esta nova classe de verdes e defensores da natureza.
Para mim está tudo ao nível das Testemunhas de Jeová que, como se serem detentores de parca inteligência não lhes bastasse para acreditarem em qualquer balela que lhes queiram vender (até ai tudo bem pois cada um sabe de si e é livre de fazer o que bem entende) ainda têm que tentar evangelizer os outros e bombardeá-los com teorias da conspiração mal engendradas, com pouco ou mesmo nenhum valor ou fundamento cientifico, fazendo corar as pedras da calçada e os Darwin desta vida rebolar lá no caixão.
Quase todos os dias sou bombardeada com frases e teorias vindas de páginas patrocinadas por estas redes sociais fora, onde o conhecimento é nulo e os rebeldes sem causa podem expresser as suas frustrações em todo os seu esplendor.
Não querem comer carne? Bom para vocês. Não querem beber leite, não querem comer ovos nem usar qualquer tipo de pele (pele é diferente de pêlo, ok?). Óptimo! Bom proveito, mas não chateiem quem o faz.
Desenganem-se se acham que vão salvar o planeta e a espécie por não comerem um bom bife com ovo a cavalo porque, lamento disiludir-vos, não vão.
Em vez de fazerem pesquisas (ainda por cima mal feitas) sobre as práticas ambientais de certas empresas com o intuito de as boicotarem, dediquem-se antes a pesquisar a sério sobre o impacto ambiental que vocês têm e o que é ser verdadeiramente sustentável.
Podia falar-vos aqui das plantações de soja que vocês tanto gostam, da produção massiva e respectivos impactos ou - e aqui é que a porca torcia o rabo - nisso de serem contra o uso de peles, mas fibras sintéticas provenientes do petróleo ser sempre a andar. Podia falar-vos também sobre o equilibrio de sistemas, esse conceito tão abstracto para vocês, mas não. Prefiro depositar a minha fé toda no Darwin e acreditar piamente que a selecção natural fará o seu papel e que daqui a uns anos estaremos todos no FB a fazer R.I.P. aos fundamentalistas da couve e da batata. Mas isto sou eu, que por acaso até estudei e trabalho em ciência, o que deve fazer de mim uma profunda ignorante quando comparada com vocês, clã iluminado. Vivesse eu numa tenda (biodegradável, claro), acampada numa praia naturista a dançar o Kumbaya e saberia, certamente, mais sobre o assunto!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Agora que me dava jeito que fosse Ano Novo, é Páscoa

Eu que na noite de passagem de ano nunca tenho nada para desejar e acho que já tenho tudo, eu que na noite da virada me sinto satisfeita com tudo o que tenho, eu que no revellion ofereço os meus desejos a quem deles mais precisar, chego à Páscoa e diz que é altura de ovos da Páscoa e amêndoas e não de pedir desejos.Nem um, quanto mais 12.
Isto das tradições é muito bonito, é muito lindo, mas nunca são quando uma pessoa realmente precisa.
Há por aí alguém que troque uns ovos da Páscoa e7ou umas amêndoas por desejos? Não? Bolas!
Então faz uma lista dos desejos e guarda mais uns meses, até à próxima passagem, e pede nessa altura - dizem vocês. Não! - digo eu. Isso dos desejos não é assim e tem muito que se lhe diga. Uma pessoa não os pode ir acumulando para depois os pedir todos, em catadupa, numa altura mais conveniente. Não, não, não. Os desejos são mais ou menos como ir à casa de banho - têm de ser quando tem de ser e não quando ao calendário lhe apetece e a mim, era mesmo agora que me davam jeito.
Que sorte macaca. Vou só ali encher-me de palmiers que, em não havendo desejos, é quase a mesa coisa.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Vá lá, alguém que me diga que sim, que já viu, pelo menos, um...

Eu nunca os vi, mas eles existem que eu sei. Suspeito que sejam uns seres, uns gnomos, quem sabe até umas fadas, talvez apenas umas criaturas do demo, quase ao estilo de um gambuzino, cujo trabalho, missão, entretém, o que quer que lhe queiram chamar, é entrelaçar fios. E não, não são artesãos, daqueles que fazem tapetes, cachecóis, pulseiras e colares, são mesmo uns demónios que se limitam a dar nós que fariam os marinheiros chorar de vergonha e humilhação, em cabos de computador e headphones.
Eu juro que ainda ontem antes de sair os enrolei meticulosamente e que hoje eles não só já não estavam enrolados como tinham uma centena de nós cegos.
Vamos assumir, e aqui estaremos certamente todos de acordo, que uns phones não têm vida própria, certo? Que após as luzes do escritório se apagarem não começam aqui sozinhos numa rambóia desenfreada. Vamos também excluir a hipótese da senhora da limpeza lhes ter mexido pois se ela fizesse o seu trabalho a minha secretária não estaria a pontos de ser capaz de germinar um feijão caso ele lhe caísse em cima, boa?
Agora  vá, sosseguem lá esta minha mente perturbada e digam-me que já viram um, por aí, num canto qualquer. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Agora só se fala em acabar com os exames do 4¤ ano

E eu não podia concordar mais, mas isso daria aqui pano para mangas e já por várias vezes expressei a minha opinião sobre o assunto em blogue alheio. Assim sendo, e considerando-me eu uma criatura revolucionária, cheia de ideias peregrinas, porque não acabar antes (ou também) com as milhentas festas temáticas que teimam em fazer nas escolas, por tudo e por nada, tendo sempre como denominador comum uma máscara?
Ele é Carnaval, Páscoa, festa de fim de ano, Halloween e agora até a festa de Natal. No meu tempo (oh meu Deus, já digo no meu tempo!), a festa de Natal consistia nuns desenhos e colagens para decorar a sala e em fabricar uns presentes para os pais. Já com o Calvin, passei a participar nas decorações do colégio, feitas em casa e em família e a assistir a uma coreografia muito ensaiada com músicas de Natal, exibida com orgulho na sala de aula de todos os dias. Agora no 3 ano, a fasquia é outra. Alugam-se auditórios, faz-se um Natal multicultural com representação de vários países e a mim calhou-me um chinês!
Senhores, bem sei que as metas são ambiciosas, que é tudo muito bonito, tudo muito certo e que aos 8 anos todos devem saber, a bem da cultura, das regras e do bom ensino, quais as tradições culturais de cada país pela altura de Natal. Sei também que há que justificar o trabalho feito nas aulas de Mandarim e que serem trilingues aos 8 é que é muito bom e sinónimo de progresso, mas acho que as senhoras da Mascarilha já não me devem poder ver e eu confesso que já deito o We Wish You a Merry Christmas, cantado pelo Calvin em chinês, pelos olhos!!!
Se calhar esta medida não dava tanta discussão como os exames por isso, fica aqui a sugestão.
Muito obrigadinha.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Eu sei que as eleições estão à porta e que é preciso mostrar trabalho, mas...

...a sério que tinha mesmo de ser em Setembro, depois de começarem as aulas e das pessoas voltarem ao buraco onde são obrigadas a passar o dia para pagarem as contas e ao qual, pomposamente, chamam trabalho, quando acordar cedo já não é para passear, apanhar sol e ver paisagens que a cidade fica toda em obras? Tinha?! Não bastava já a tormenta de voltar à vida real ainda tinha de estar no "pára-arranca" entalada entre um autocarro, um Seat Ibiza e uma escavadora?
Ao menos fizessem as coisas faseadas, mas não. Há que mostrar muito movimento, muito rebuliço que quanto mais máquinas estiverem a trabalhar ao mesmo tempo, quanto mais ruas e avenidas estiverem em obras, maior é a sensação de progresso e já se sabe que o povo tem memória curta e caso estas obras tivessem sido feitas no verão, agora já ninguém se lembrava, pois não é?
Já agora, aproveito também para agradecer aos senhores polícias de trânsito que ali estão especados a finger que orientam a carneirada pelo trabalho de excelência que estão a fazer. Só que não.
Pronto, mas isto sou eu que tenho a mania que mesmo no meio da minha desorganização era moça para organizer melhor estas coisas das obras públicas e que acho que 4 pontos em obras ao mesmo tempo num percurso de 5 ou 6 km é uma coisa assim a modos que irritante.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Semelhanças entre crianças e criadas ou como isto agora é só estudos, teorias e cenas ao estilo Universidade Americana

Na verdade, começo a ponderar fazer um manual com boas práticas sobre "Como educar a sua criada". Se é pioneiro? Com as crianças não é certamente, mas nunca vi nenhum para criadas o que me parece ser uma grande lacuna e até, quem sabe, hoje há livros para tudo, um nicho de mercado. E de onde vem a ideia de fazer esta comparação? Da minha EXPERIÊNCIA, ora essa! Sou mãe de um filho educado, tive uma criada que habituei mal e deixei-a chegar ao ponto de, se de uma criança se tratasse, ser uma enfant terrible e estou no início da educação de uma outra criada com a qual me recuso a cometer os erros do passado.

REGRAS, MUITAS REGRAS
Está provado por outros estudos, evidentemente não tão bons quanto os meus, mas vá, que desde tenra idade as crianças precisam de regras e de um pulso firme. É desde cedo que que elas aprendem o que podem e não podem fazer e esses ensinamentos, além de se prolongarem para o resto da vida, vão evitar-nos muitas chatices no futuro. O mesmo se passa com as criadas. Há que deixar bem claro desde início quais as regras do jogo e manter desde cedo o pulso firme no cumprimentos dessas mesmas regras.

PRECEDENTES
Ora aqui está uma coisa da maior importância . Não se podem abrir precedentes. Com as crianças não se pode ter respostas diferentes à mesma situção sob pena de elas não ficarem esclarecidas sobre o que é aceitavél ou não. Se não se pode comer gomas antes do jantar à segunda-feira, também não se vai poder comer à quinta. Se hoje não chamarmos à atenção quando ela sai da mesa sem pedir licença, amanhã também não vamos poder dar um sermão por ter repetido a graçola. Com as criadas é o mesmo. Se as coisas não ficaram bem feitas num dia e nada se diz sobre o assunto, ela assume que está tudo muito bem. tudo muito certo e portanto, aquele passa a ser o comportamento que julgam ser aceitável...só que não.

RALHETES
Sabe-se que quando as crianças fazem asneiras, a chamada de atenção deve ser imediata e o castigo deve ser aplicado na hora para que seja eficaz e que, quando aplicado com atraso, elas já não sabem o porquê de estarem a ser castigadas. O mesmo se passa com as criadas. Quando não cumprem as regras do jogo definidas ao início, devem ser imediatamente chamadas à atenção. Ao esperem pelo próximo dia em que elas hão-de ir trabalhar vão deixar com que o acontecido caia no esquecimento e elas não vão perceber de onde vem o recado além do que, quando ele chegar, deixa de ser visto como uma falha delas, mas sim uma falha vossa. No limite é até visto como uma ofensa e tirania da vossa parte.

MAS AFINAL QUEM É QUE MANDA?
Este assunto é algo delicado, mas a verdade é que esta posição não só tem de existir, como estar perfeitamente clara.
As crianças têm que perceber o seu papel e acima de tudo têm de perceber que, apesar de poderem ter opinião, gostos ou preferências, a sua palavra não é soberana e que, em última instância, é o adulto que dita o veredito final.
Com as criadas, a definição dessa posição hierárquica é igualmente fundamental. Por muitos graus de liberdade que se lhes possa dar em algumas funções, por muito que possam escolher ou opinar sobre, por expemplo, o material que preferem utilizer ou até mesmo porque ponta da casa começam, a verdade é que no fim jamais poderão restar duvidas sobre quem é que manda.

ELAS TAMBÉM GOSTAM DE NOS TESTAR...E VÃO FAZÊ-LO
Tanto as crianças com as criadas vão testar os limites, ver até onde é que podem ir e até quando é que conseguem levar a melhor e a sua avante. É aqui que todas as regras anteriores devem ser simultaneamente aplicadas para que os limites não passem a ser os delas em vez dos nossos.
Caso os testes feitos sejam acompanhados por birras e amuos, é fazê-las repetir as coisas, sempre que necessário, mostrando que birras, ou caras feias não fazem com que certas tarefas deixem de existir ou deixem de ter de ser feitas, apenas lhes vão custar mais a fazer amuadas.

Nota: O factor idade e aprendizagem resultante têm, obviamente, influência nos comportamentos de ambas. As crianças vêm sem hábitos, sem vícios, sem conceitos anteriores, assim tipo um pedaço de barro que podemos moldar e transformar numa bela peça. As criadas não, pelo que pode ser mais difícil ensiná-las, mas não é impossível.

E então tópicos importantes como as recompensas (ou reforço positivo se preferirem), direitos das crianças/criadas e obrigações dos pais/patrões? Ora essa, eu bem sei que os há e que também são importantes,  mas se eu dissesse tudo aqui depois não tinha material para o tal manual que vocês, necessitadas que estão destes ensinamentos, hão-de ir a corer comprar.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A sério que isto tem um enorme, gigante,monstruoso potencial cientifico, a mim é que não me está a apetecer demonstrar agora

Estou obesa! É um facto. Pior do que estar obesa, redonda, inflada é ter ganho tudo isso, literalmente, da noite para o dia. Tivesse eu comido balões de ar quente ou andado a fumar cachimbos de hélio ainda se percebia, mas não. Foi assim um "vapttt vupttt" que me tornou neste ser de formas generosas.
Onde está a parte científica de elevado interesse, perguntam vocês? Se por acaso lhes ocorreu que a culpa estava na minha boca que teima em não fechar, mas petiscadas que insisto em fazer ou nas cervejas que o calor me obriga a beber, estão redondamente (aqui o redonamente não podia ficar melhor) enganados. A culpa é, espantem-se, da Lua. Sim, da LU-A, desse corpo celeste ainda mais Redondo do que eu e que, em estando cheia, me faz a mim também inflar.
A teoria que relaciona a fase da lua com a minha redondez? Pois que já vos disse que não me apetece agora explicar, mas se souberem o efeito que ela tem na superfície média das águas do mar e nas marés e qual o constituinte que abunda no nosso corpo, são capazes de, com dois dedos de testa, chegar lá por vocês.
Ainda hão-de ver esta teoria patenteada e publicada com a minha assinatura por baixo em revistas da especialide...

terça-feira, 28 de abril de 2015

Portal da Finanças e sites governamentais afins...

Diz o meu computador, em inglês não vá a Troika estar à espreita enquanto preencho o meu donativo anual ao país, que o site do portal das finanças não é seguro nem tampouco confiável. Pois eu que nem sou de acreditar em máquinas, que acho que nós é que mandamos e percebemos do assunto, acredito piamente no que ele me diz.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Junk E-mail e cenas que me aparecem no mail de trabalho

Por momentos, e ao ler o nome Mona, passou-me pela cabeça que a senhora do sorriso misterioso, aquela que eu vi pequenina, lá atrás dos vidros e das baias de segurança no Louvre, aquela a quem todos fotografavam e a quem eu virei as costas por tê-la achado uma decepção, afinal a última ceia com quem ela partilhava a sala era infinitamente melhor, me estava a mandar um e-mail quem sabe a pedir satisfações pela má publicidade que lhe tenho feito e pelos elogios pouco simpáticos que lhe tenho dirigido sempre que se fala nela. Oh Anita, mas aquilo é só um quadro, a senhora já nem existe, não se sabe se existiu e este teu devaneio é só...ridículo, dizem vocês. Pois, está bem, até pode ser, mas a caixa de e-mail é minha e em mim ninguém manda o que me dá todo e qualquer direito de pensar o que quiser, em especial sobre quem se dirige a mim usando Mona como nome e a mim apeteceu-me assim. Podia ter-me dado para pior, mas adiante. Esta história podia ser toda muito certa, muito verdadeira não fosse no subject a Mona pedir-me para escolher uma carta. Aí Jesus, mas agora querem ver que a Mona (nome carinhoso também empregue à polícia) me veio informar via e-mail que afinal 120 dias sem pegar na minha viatura não chegam como castigo e que o melhor é escolher outra carta que não a de ligeiros para tirar? Eu cá não sou fã de motas e carta de pesados também não me parece uma boa opção.

Bom, no meio de tanta dúvida e visto isto ter ido parar à junk box, façamos então um shift+del r não se fala mais no assunto. 

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Green Hill? A sério?

Estou profundamente espantada com o saudosismo que de repente assolou o livro das caras em relação à discoteca Green Hill.
Se ouvi falar dela? Sim, ouvi. Em tempos idos, pela boca da minha irmã mais velha e dos seus amigos que lá foram um par de vezes. Parece que agora aquilo está em ruínas e isso deixou toda a gente muito triste e com imensas saudades das noites que há anos perdidos lá tiveram ou mesmo das noites que nunca lá passaram. Sim, porque ou fui atacada por uma amnésia fortíssima e sem precedentes ou não me lembro de algum amigo meu ser cliente esporádico, quanto mais assíduo, desse espaço.
Já agora, pergunto eu, se aqueles que hoje choram o fim de uma era de ramboia e folia naquela grande discoteca efectivamente continuassem a ir lá, aquilo não estaria ainda aberto e a bombar?
A Green Hill passa então, com grande espanto meu, à mesma categoria da antiga pastelaria Roma, do cinema Londres, do Quarteto, do King e outros sítios que tais em que ninguém lá punha um pé, mas que ao fechar serve de post porque até fica bem...só que não!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Anita chora copiosamente

A Anita pensava que, à semelhança dos outros anos, entrava esta semana de férias voltando apenas para o ano.
Anita estava confiante no número de dias de férias que lhe restavam, pelas contas que tinha feito à vida. Anita pensava que sabia contar e que a vida lhe sorria. Só que não!
Anita preferiu confirmar os dias de férias que lhe restavam com os R.H. em vez de continuar na doce e inocente ignorância. A Anita é burra e está arrependida de o ter feito!
O sr. dos R.H. é mau e disse que a Anita só tinha um dia e meio de férias para tirar este ano. A Anita precisava de 6.
A Anita está inconsolável e a pensar seriamente em:
a) pedir dias de férias fiados
b) vir para o escritório sem mexer uma palha só a fazer corpo presente em forma de protesto

Enquanto não se decide pela hipótese a ou b, Anita continua a chorar...

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Ora então deixa lá ver se percebo isso dos estereótipos

As meninas da Victoria's Secret não podem ser magras que isso é um atentado, uma aberração e um desrespeito para com todas as outras mulheres que não têm aquele corpo além de incentivarem as ganapas a não comerem merd@, no limite a não comerem nem mesmo merd@, e a fazerem exercício para depois chorarem,quais Madalenas arrependidas (podemos chamar arrependidas às Madalenas ou isso também é um insulto?), aos verem que aquilo não existe pá, que a Alessandra Ambrósio não passa de uma gorda "photoshopada".
Boas, boas são as mulheres da campanha da Dove. Essas sim são mulheres a sério que isso do aspecto exterior não conta para nada, que o que é bonito é só o que vem de dentro, mas ponham lá um cremito para amaciar a couraça não vá dar-se o caso de alguém passar a mão e ninguém quer ter uma pele áspera que isso não é bonito nem por dentro nem por fora.
O corpo malhado da Carolina Patrocínio é um nojo! Alguém poderá querer uns abdominais definidos e músculos tonificados? Por favor! E selfies fotos no ginásio? Vão mas é tirar fotos ao cozido à portuguesa que comeram ao almoço, se for sushi tanto mais chique, que isso é que é bonito de se ver.
A Jéssica dos Morangos não pode ser chamada de gorda. Onde é que já se viu uma pessoa ser gorda com aquele corpo? Ai que as mulheres são mesmo velhacas umas para as outras. Dor de corno, é o que é, mas também não pode ser magra nem desfilar porque as mulher magras e boas que defilam não existem, não é? É tudo photoshop e um atentado à moral e saúde das adolescentes incautas, frágeis e influenciáveis nisso dos esteriótipos de beleza.
Até aqui estava quase tudo bem, quase tudo claro. Tinha percebido que não podemos chamar gorda a ninguém muito menos elogiar as magras, mas depois aparece uma notícia sobre a Merkel e sobre isso de haver muitos licenciados e de ser mau deixarem de haver cursos vocacionais e de não podermos ser todos doutores, e toda a gente se referiu a ela como "gorda nazi" e aí eu fiquei baralhada. Afinal podemos chamar nomes umas às outras ou não?

terça-feira, 21 de outubro de 2014

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

PQP, que é como quem diz: put@ de sorte a minha

Agora que tenho os dias de férias esmifrados, comidos, contadinhos e guardados para conseguir manter a pouca sanidade mental que me resta até ao fim do ano é que vem o Verão?
Agora que as aulas começaram, que o subsídio de férias já acabou e que já estávamos formatados paras as noites frescas e chuvosas, para as folhas amarelas e laranja a caírem das árvores, para o cheiro a castanhas na rua é que estão 30° C? Quando a cor que ganhei nas tardes, sim tardes que as manhãs estavam demasiado frescas para praiar, desapareceu é que vou voltar para a praia a parecer uma lula?
Pior, mesmo que as respostas às perguntas anteriores fossem todas sim, por muito despropositado que parecesse, diz que tem de ser um não!
É que como se já não bastasse toda a frustração que a actual conjuntura climática me provoca, as temperaturas nem sequer se dão ao luxo de se manterem assim no fim de semana!
Se isto não é um plano macabro para me levar à loucura, então eu não percebo nada disso das conspirações!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Agora sim percebo isso das mulheres serem uns bichos raros

Só nós mulheres percebemos bem o conceito de tranfiguração animal que faz com que, após uma noite de festa em que estávamos umas verdadeiras gatas, acordemos no dia seguinte a parecer um urso panda... mesmo depois de termos usado e abusado do sabonete facial e do desmaquilhante de olhos.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Juro que nem sei do que gosto mais

...se do Facebook em versão carpideira-papa-velórios-funerais-e-missas.de-sétimo-dia-ai-que-ele-era-tão-bonzinho quando morre alguém se da versão capitães-de-abril-sentados-ao-computador-mas-boral-lá-publicar-cravos-e-músicas-de-intervenção-que-nunca-oiço-mas-que-hoje-diz-que-fica-bem-publicar.

25 de Abril - Quarenta anos de Liberdade

Podia dizer tanto sobre isso da Liberdade e do que é isso de ser-se livre. Podia agradecer aos  nos deram, a nós mais novos, a Liberdade de mão beijada, sem mexer uma palha, quanto mais um cravo. Podia dizer que a Liberdade é na verdade um direito que todos deviam ter. Podia pegar nisso da Liberdade e pôr-me para aqui a fazer um discurso político, mas lá está, sou uma básica e antes que comece a pôr os pés pelas mãos, antes que chegue à conclusão que na verdade ninguém é livre, que ninguém faz o que quer e que isso da nossa Liberdade terminar onde começa a Liberdade dos outros é um intervalo muito curto entre duas linhas, antes que os meus próprios pensamentos, os quais gosto tanto de chamar livres, se revelem ser mais mais uma espécie de caos e anarquia, fico-me pelo simples:


terça-feira, 11 de março de 2014

Para aqueles que...

...de tão invejosos que estavam do meu céu azul e temperaturas amenas em Londres, começaram a rogar-me pragas, perderam o vosso tempo.
Tenho um belo de um casaco e, caso me falte alguma coisa para cobrir o meu corpo esbelto, estou no sitio ideal para ir às compras.
Temos pena!

terça-feira, 4 de março de 2014

Agora que se acabou o Carnaval...

...eles voltam todos a ser muito machos e elas voltam todas a ser muito puras e castas, que isto de brincar às pegas e matrafonas é só a reinar e apenas uma vez ao ano. Afinal de contas é Carnaval e ninguém leva a mal.
Conta a minha mãe que na sua altura de menina tinha medo do Carnaval. Lá na terra de onde ela veio, lá no sul de Angola onde Judas perdeu as botas e andou às voltas no deserto para as encontrar, os pescadores locais tinham por hábito, não encarnar freiras, enfermeiras, Capuchinhos Vermelhos nem vampiras saídos da boite nem tampouco vestirem-se de matrafonas badalhocas, mas de usarem tudo o que era rede, apetrecho de pesca e pinturas que os deixasse com um ar realmente demoníaco, de tal maneira que a pobre coitada da mãe dizia ficar com febre, tal era o pânico que aquilo tudo lhe causava. Eu não compreendia como é que era possível alguém ter medo do Carnaval. Para mim o Carnaval era assim uma espécie de concentração anual de fadas e princesas e um misto de anúncio da Evax onde a festa era feita com confetis e serpentinas pelo ar . Passada a fase do tule, do cetim e das purpurinas veio a fase dos ovos, dos balões de água e das bombas de mau cheiro nas aulas de matemática e nas pastelarias cheias de senhoras a beber chá. Aqui, achava eu, estava no auge do Carnaval underground.
Agora que começo a perceber o medo que o Carnaval causava à minha mãe e na verdade, mesmo sem redes e sem apetrechos, aqui na terra onde vivo e 50 anos depois, a coisa vai dar quase ao mesmo: têm todos um aspecto demoníaco e anda tudo à pesca.