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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Enquanto o sol brilha lá fora...

...e há gente que nasceu com o rabo de tal forma virado para a lua que hoje pode ir pô-lo ao sol, eu estou aqui enfiada na chafarica a pensar, a pensar, a ver se consigo dar resposta a uma pergunta que insiste em não me sair da cabeça.
Será que ter 3 monitores na minha secretária, sendo um de um portátil e os outros 2 com mais 50 cm, dá para bronzear pelo menos a cara?
Pelo sim pelo não vou dar "um toque" nas definições aqui dos bichos. Mesmo que não me tirem esta cor de lula, de certeza que me aquecem e me metem a suar. Bem sei que suar não dá boas cores, mas funciona assim a jeitos de sauna o que também já não é mau.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Very superstitious

Se a minha mãe em vez do esperado "Outra?!" me diz antes um "Que linda! Se calhar de lado ficava melhor" e a minha avó, com 91 anos, me diz "É bonita. Eu cá fazia no pé", eu tinha razão em achar que fazê-la numa sexta-feira 13 só pode ser um bom sinal.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

O Principezinho

Hoje foi um bom dia para começar a ler O Principezinho ao Calvin. Para mim vai ser o reler do livro pela inésima, mas certamente não pela última,  vez.
Fiz-lhe o teste do desenho nº1 e foi com alguma tristeza que ele chumbou com o óbvio "chapéu". Tinha quase a certeza que seria essa a resposta dele, e foi, mas tinha também esperança, ainda que por demais pequenina, que ele dissesse "uma jibóia a digerir um elefante". Ter um "uma jibóia fechada" como resposta seria impossível ,mas tive esperanças na minha 1º hipótese. Afinal, se ele olhasse com atenção, era possível ver o olhinho da jibóia no desenho, mas adiante.
A questão aqui não foi o Calvin ter respondido "chapéu". A questão aqui, aquilo que realmente importa foi o seguinte:

"(...) As pessoas crescidas nunca entendem nada sozinhas e uma criança acaba por se cansar de lhes estar sempre a explicar tudo. (...) Vivi durante anos e anos no mundo das pessoas crescidas. Vi-as de bem perto. Não fiquei com muito melhor opinião delas. Mal encontrava uma com um ar um pouco mais lúcido, fazia-lhe a experiência do meu desenho número 1, que nunca deitei fora. Queria verificar se realmente era capaz de entender alguma coisa, mas ouvia sempre a mesma resposta: "É um chapéu". Então, não me punha a falar em jibóias, de florestas virgens ou estrelas. Punha-me ao seu nível. Falava de bridge, de golfe, de política e de gravatas. E a pessoa crescida ficava toda contente por ter conhecido um homem tão sensato."

E não havia palavras que pudessem explicá-lo melhor. As pessoas crescidas limitam-se a ver o óbvio, aquilo que é mais fácil de ver, o chapéu, portanto. Se, no meio deles aparecer alguém que lhes diga que afinal aquilo não é um chapéu, mas uma jibóia a digerir um elefante, uma jibóia fechada, alguém que tente fazê-los ver a coisa de outra maneira que não a do chapéu, alguém que lhes mostre o que está por dentro, que lhes faça o desenho da jibóia aberta...esse alguém nunca vai chegar a ser uma pessoa crescida sensata, não à vista das outras pessoas crescidas, daquelas que só conseguem ver chapéus.
E é aqui que vejo a importância de haver alguém a quem possamos mostrar os nossos desenhos, mesmo os mais desajeitados, e sabermos que eles vão ver, exactamente o que nós desenhámos e não aquilo que os demais provavelmente veriam.
Assim se aprende a "fazer de conta", a estar formatado ao que os outros conseguem ver.
O Calvin viu um chapéu porque o desenho era do Saint-Exupéry. Se o desenho fosse meu eu sei que ele ia ver, não uma jibóia a digerir um elefante, mas uma jibóia fechada e quase que aposto que seria ele mesmo a fazer o desenho número 2, o da jibóia aberta.