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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Os meus filhos, o carnaval e eu


Desde que fui mãe que me revelei uma pródiga em traumatizar as minhas criancinhas pela altura do Carnaval e Halloween. 
Não acho muita graça a nenhuma das datas e menos ainda a pequenos mamíferos mascarados, mas diz que na escola todos, mas mesmo TODOS se mascaram e pior, fazem-no a real perceito pelo que, não tenho alternativa a não ser alinhar na coisa.

Durante anos a máscara do mais velho era basicamente o que sobrava na loja do chinês em vésperas de festa, chegando mesmo a repetir uma máscara vários anos (já falei dos meus dotes para estes festejos aqui , aqui e aqui). 
Agora com a chegada da gorda, com 10 anos de maternidade, carnavais e halloween's no lombo, já devia ter aprendido alguma coisa que se visse e a verdade é que aprendi, mas que esta vai ser tão ou mais traumatizada que o irmão.
Hoje era dia de festra de carnaval no colégio.
Máscara de fada? - CHECK
Resultado final? Pois não sei... Saí cedo de casa e foi o pai que ficou encarregue de tratar do assunto.
Já vos disse que no outro dia ele a mandou para a escola só de collants e túnica e que, quando questionado sobre a escolha reduzida da indumentária, pergunta - muito orgulhoso - se aquilo não era o que, nós mulheres, chamamos de leggings? Exacto, estamos neste ponto.
No grupo de whatsapp da escola estou farta de receber fotos dos mamíferos mascarados, mas da minha ainda nada. Não sei se será por pena, medo ou para pouparem o pai por mais um par de horas até eu ver o resultado com estes olhinhos que a terra há-de comer.
Veremos.

#écarnavalninguemlevaamal #maesofre

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Diz que é Carnaval outra vez

E esta mãe, desde que decidiu que não seria o motivo de trauma da sua cria por ir sempre mascarado com as sobras da loja na véspera dos festejos, soltou a fada que há em si e, passando por cima da sua antipatia pelo Carnaval, faz máscaras que é uma beleza.
Diz que este ano o tema era a Alice no País das Maravilhas e esta mãe sacou um Ás de Espadas da cartola que estava  mimo!
Posso não saber pregar um botão, mas de máscaras percebo eu!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

terça-feira, 4 de março de 2014

Agora que se acabou o Carnaval...

...eles voltam todos a ser muito machos e elas voltam todas a ser muito puras e castas, que isto de brincar às pegas e matrafonas é só a reinar e apenas uma vez ao ano. Afinal de contas é Carnaval e ninguém leva a mal.
Conta a minha mãe que na sua altura de menina tinha medo do Carnaval. Lá na terra de onde ela veio, lá no sul de Angola onde Judas perdeu as botas e andou às voltas no deserto para as encontrar, os pescadores locais tinham por hábito, não encarnar freiras, enfermeiras, Capuchinhos Vermelhos nem vampiras saídos da boite nem tampouco vestirem-se de matrafonas badalhocas, mas de usarem tudo o que era rede, apetrecho de pesca e pinturas que os deixasse com um ar realmente demoníaco, de tal maneira que a pobre coitada da mãe dizia ficar com febre, tal era o pânico que aquilo tudo lhe causava. Eu não compreendia como é que era possível alguém ter medo do Carnaval. Para mim o Carnaval era assim uma espécie de concentração anual de fadas e princesas e um misto de anúncio da Evax onde a festa era feita com confetis e serpentinas pelo ar . Passada a fase do tule, do cetim e das purpurinas veio a fase dos ovos, dos balões de água e das bombas de mau cheiro nas aulas de matemática e nas pastelarias cheias de senhoras a beber chá. Aqui, achava eu, estava no auge do Carnaval underground.
Agora que começo a perceber o medo que o Carnaval causava à minha mãe e na verdade, mesmo sem redes e sem apetrechos, aqui na terra onde vivo e 50 anos depois, a coisa vai dar quase ao mesmo: têm todos um aspecto demoníaco e anda tudo à pesca.
 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

A vida para uns é mãe, para outros madrasta

Há quem tenha dias de cão que começam como maquilhadora de piratas, passam por motorista, geóloga, panadas de carro (de tempos a tempos há sempre quem decida investigar a traseira do meu carro. Vá-se lá perceber tal fascinio...), governanta e cozinheira, terminando em modo burro de carga saída do supermercado e de mais uma loja de máscaras (habemus Harry Potter!). Outros há que apenas têm de relaxar num banho de espuma depois de um dia de brincadeira.
Sorte? Vidas dessas são luxo!
Agora vou só ali esfregar umas costas e já venho. 

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Afinal até há uma Filipa Vacondeus dentro de mim

Com os restos no frigorífico não me safo, mas com os restos do último Carnaval dou 10-0 à Pipinha.
Vai buscar!

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Tu queres ver que as crianças crescem quando se marcaram?

Ontem, tal como qualquer pirata que se preze, o Calvin tinha um grande, bonito e revirado bigode. Tendo ele uma mãe artista, obviamente que o bigode foi feito, não com pêlos, mas com um lápis dos olhos.
Hoje, e depois de água, desmaquilhante e afins, quer-me parecer que ele tem buço!
Ou o meu desmaquilhante não é assim tão bom ou o puto adormeceu com 5 anos e acordou com 14.
Se isto se mantiver, cheira-me que o Carnaval o vai fazer conhecer a cera depilatória ou, em último caso, uma gillette.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

É Carnaval, ninguém leva a mal

É exactamente isto que eu espero que pense a senhora da loja de brinquedos onde eu fiz um fabuloso desfile de máscaras de Carnaval.
Realmente eu não gosto muito do Carnaval, mas nunca disse que não gosto de ir para as lojas que vendem artigos para o efeito experimentar tudo o que de mais ridículo existir.
Diz que fazer figuras de parva nas lojas me provoca umas boas gargalhadas. É terapêutico.
De entre as 476 perucas que experimentei, dos 1230 tipos de chapéus [capacetes de Vickings cornudos incluidos] aquilo que realmente me fez gargalhar até me sair uma lagrimita foram as fabulosas fotos que ilustram as embalagens onde vêm os fatos associadas ao nome [há que salientar o facto de estarem escritos em Português e em Espanhol, o que nalguns casos me fez lembrar um filme ou outro de orçamento mais reduzido e falas quase inexistentes] que algum iluminado deu àquelas máscaras.
Não percebo bem o conceito do Carnaval de hoje em dia, mas ao que parece é cada vez mais parecido com o Halloween do que outra coisa. É que se não nos quisermos mascarar de Noiva Morta Adulta, de Vampira [esta até me podia ficar bem, não fosse a pobrezinha estar encafuada num caixão!], de Enfermeira Assassina [também havia a versão psicopata para as mais retorcidas], de Alice Embrujada [desculpem-me os fundamentalistas da Língua Portuguesa, mas em Espanhol soa melhor], de Pêga Cigana [pronto, confesso: não era pêga que lá estava escrito, mas não me lembro do que lhe chamaram e era mesmo isso que ela parecia] ou Freira de Satã [mais uma vez estou a acrescentar detalhes ao nome baseando-me apenas na foto], restam-nos as Bombeiras Adultas, as Piratas [do Montijo], as Índias [esta não chagava lá sem o nome pois o vestido parecia uma camurça de limpar os carros e os restos mortais do que outrora deve ter sido um espanador dos chineses].
Para eles [sim, eles também têm de ir para a festa a preceito], faço um grande LIKE no Toureiro, no Matador [quase igual ao Toureiro, mas com menos brilhos, assim mais ao estilo Pedrito de Portugal], no Mexicano [podia ser outra coisa qualquer se não tivesse o belo do sombrero a dar o toque], no Rumbero [priceless! uma versão Elvis Presley, mas com muitos, muitos folhos coloridos nas mangas e nas calças à boca de sino] e no Mongue [se lá estivesse escrito Mongo ninguém dava pela diferença].
Para os homens que, não sei se por algum recalcamento, se por má orientação sexual ou porque a curiosidade de estar na pele de uma mulher é maior do que...a sua masculinidade, todos os anos insistem em mascarar-se de um espécime do sexo oposto, recomendo a máscara de Criada de Servir Matrafona. Muito boa!
Claro está que depois de ver todas as inúmeras, fantásticas, brilhantes, faubolas e encantadoras hipóteses existentes, fiquei numa baralhação que só visto e saí da loja de mãos a abanar. Valeram as gargalhadas e a cara da moça a quem acidentalmente estragámos o serão parada no meio do corredor, a bufar e de mão na anca, a olhar para as fatiotas.

domingo, 31 de outubro de 2010

Anita e o Halloween


Antes de mais, e para não ser mal interpretada, apelidada de desmancha-prazeres, fura festas ou algo do género, desejo a todos um Feliz Halloween!
Confesso que não entendo muito bem esta moda recente e que vem crescendo exponencialmente de ano para ano de festejar o Halloween...desculpem a minha ignorância, mas juro que não chego lá!
Assim que me lembre, a única vez que festejei o Halloween foi lá para 1991/92, com um casal americano que estava na minha casa. Para eles, AMERICANOS, fazia todo o sentido assinalar a data e diz que o fizeram muito bem! Com marshmallows e umas "espetadas" de pipocas caramelizadas (bem bom!!!).
Tirando isso, uma vez que sou portuguesa e essa festa não faz (ou melhor, não fazia) parte do meu calendário, o Halloween tem-me passado sempre ao lado. Estranho, ? Parvoíce a minha...
No entanto, o que mais me intriga é o facto de andarmos feitos doidos a importar festas e costumes alheios (mais fashion certamente) feitos doidos e na minha opinião, sem grande propósito.
Primeiro foi o Carnaval directamente importado do Brasil. Aí (quase) dissemos adeus aos Cabeçudos de Torres Vedras (digo quase porque ainda se vão vendo lá alguns, de todos os tipos...) e mandámos vir umas meninas abrasileiradas, em trajes mais do que reduzidos, próprios para o nosso clima em Fevereiro (ah, se calhar é por isso que o Carnaval é cada vez mais tarde...para estar mais quentinho) que sambam (LOL) que é uma categoria! Até já temos escolas de samba!!!
Bom, festa é festa e acredito que há mesmo quem agradeça poder "lavar a vista" com as deusas carnavalescas nacionais (não esquecendo o Cláudio Ramos e a Cinha Jardim que por vezes vão no carro alegórico na categoria de Rainhas do Carnaval da Mealhada), ali a dançar, desculpem, sambar à chuva.
Agora o Halloween. Vai daí, anda tudo doido a comprar abóboras, a mascarar-se e chegam mesmo a ir de porta em porta para o tão famoso Trick or Treat, na versão aportuguesada Doce ou Travessura. Os bares enchem-se de teias de aranha (alguns aproveitam as que já lá estão penduradas) e toca de fazer festas em que vai tudo mascarado de vampiro, esqueleto, bruxa, zombie, ou qualquer outra coisa igualmente "assombrada".
Vendo bem até ficámos a ganhar. Agora em vez de um temos dois carnavais e curiosamente, um da América do Norte e outro da América do Sul!
Já agora, fica aqui a dica para adoptarmos outro (não há 2 sem 3), desta feita europeu - o Carnaval de Veneza.
Se o fizermos nesta data, podemos aproveitar as inundações da cidade e já só nos falta arranjar as gôndolas. Aposto como conseguimos transformar um barquito da Trafaria numa! É que lá no fundo nós somo habilidosos!
O que vos parece? 10 dias de festa rija! Pensem lá nisso.
E como nós somos um povo multicultural, devíamos arranjar também uma festa africana e uma asiática, só para não sermos acusados de discriminação e outras coisas afins.
Podemos começar a fazer a festa da Nossa Sra. da Muxima e comemorar também o Ano Novo Chinês.
Se por acaso quiserem, podem sempre sugerir mais algumas, como já disse, somos um povo aberto e dado à festarola.
Outra sugestão seria mesmo voltarmos a algumas festas, festarolas e tradições de Portugal. Que tal? Claro que não são tão chiques, fashion, mas até que não era mal pensado. Vá, os Santos Populares (onde por acaso passa cada vez mais música brasileira...) não contam. Toca a arranjar outras!
Quem sabe se não começamos a fazer a festa dos ranchos. Arranjamos uma data, uns ferrinhos, um acordeão, umas tairocas para a dança e pronto, está o rancho armado.
Se preferirem andar de porta em porta, em vez de Doce ou Travessura podem sempre Cantar as Janeiras.
Enfim, não quero com isto parecer uma anti-tradições alheias, muito menos americanas, mas como o tempo não está para festas (está frio e molhado), a humidade (sim, nunca seriam os kg a mais) encolheu o meu fato de bruxa (só com a vassoura não fazia grande sucesso) e os meus dentes são de coelhinha, dificilmente transformados em dentes de vampira, vou festejar o Halloween no meu sofá com um chá, uma mantinha e aproveitar que o meu Pumpkin (vêem como eu até estou no espírito?) já está a dormir, para ver um filme também alusivo à data - Harry Potter e Ordem de Fénix.
P.S- Se não conseguiram ver nenhuma semelhança entre o Halloween e o Harry Potter é porque não estão atentos, tsss, tsss...O que bebem eles aos litros em Hogwarts? Isso mesmo, sumo de ABÓBORA! Como é que não viram logo...