sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Às 11 semanas de gravidez


...já com um 1 kg a mais e com uma barriga que da outra vez só lá cheguei aos 5 meses ( e sim, continuo a não conseguir pensar em semanas. Toda a minha vida foi regida por dias, meses e anos e não tenciono formatar-me agora para isto das semanas + dias), no meio de enjoos e afins, senti pela primeira vez desejos. Desejos, senhores!

Não me apeteceram amoras do Kilimanjaro nem papaias do Suriname. Não fiquei a salivar por um quadradinho de chocolate suiço feito com leite ordenhado manualmente por um pastor do Tirol. Tive sim um desejo incontrolável de ténis! Já se sabe como é isto dos estados de graça e as suas superstições e não querendo correr o risco da feijoca sair com cara de sapato, não resisti, nem quis resistir, à tentação.
Sou uma fraca, eu sei, mas culpemos as hormonas e esperemos que haja alguma parcimónio nisto dos desejos sob pena de arruinar a saúde da conta bancária.



Diz que é Carnaval outra vez

E esta mãe, desde que decidiu que não seria o motivo de trauma da sua cria por ir sempre mascarado com as sobras da loja na véspera dos festejos, soltou a fada que há em si e, passando por cima da sua antipatia pelo Carnaval, faz máscaras que é uma beleza.
Diz que este ano o tema era a Alice no País das Maravilhas e esta mãe sacou um Ás de Espadas da cartola que estava  mimo!
Posso não saber pregar um botão, mas de máscaras percebo eu!

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Vaga de frio em Portugal digna de todos os jornais e telejornais?

Diz-me a minha memória de elefante que,  no longínquo ano de 2014, faz hoje precisamente 3 anos, era capaz de estar mais frescote e Lisboa passou a manhã vestida de branco. Bom, mas isso sou eu que já ando nesta vida há muitos, muitos anos e insisto nisso de relembrar coisas do passado. Uma saudosista, é o que eu sou.
#osnossosjornalistassãoummimo #istoagorasãosóboasnotícias

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Vegans, Vegetas, verdurianos, fundamentalistas das couves

A sério que já não há paciência para esta nova classe de verdes e defensores da natureza.
Para mim está tudo ao nível das Testemunhas de Jeová que, como se serem detentores de parca inteligência não lhes bastasse para acreditarem em qualquer balela que lhes queiram vender (até ai tudo bem pois cada um sabe de si e é livre de fazer o que bem entende) ainda têm que tentar evangelizer os outros e bombardeá-los com teorias da conspiração mal engendradas, com pouco ou mesmo nenhum valor ou fundamento cientifico, fazendo corar as pedras da calçada e os Darwin desta vida rebolar lá no caixão.
Quase todos os dias sou bombardeada com frases e teorias vindas de páginas patrocinadas por estas redes sociais fora, onde o conhecimento é nulo e os rebeldes sem causa podem expresser as suas frustrações em todo os seu esplendor.
Não querem comer carne? Bom para vocês. Não querem beber leite, não querem comer ovos nem usar qualquer tipo de pele (pele é diferente de pêlo, ok?). Óptimo! Bom proveito, mas não chateiem quem o faz.
Desenganem-se se acham que vão salvar o planeta e a espécie por não comerem um bom bife com ovo a cavalo porque, lamento disiludir-vos, não vão.
Em vez de fazerem pesquisas (ainda por cima mal feitas) sobre as práticas ambientais de certas empresas com o intuito de as boicotarem, dediquem-se antes a pesquisar a sério sobre o impacto ambiental que vocês têm e o que é ser verdadeiramente sustentável.
Podia falar-vos aqui das plantações de soja que vocês tanto gostam, da produção massiva e respectivos impactos ou - e aqui é que a porca torcia o rabo - nisso de serem contra o uso de peles, mas fibras sintéticas provenientes do petróleo ser sempre a andar. Podia falar-vos também sobre o equilibrio de sistemas, esse conceito tão abstracto para vocês, mas não. Prefiro depositar a minha fé toda no Darwin e acreditar piamente que a selecção natural fará o seu papel e que daqui a uns anos estaremos todos no FB a fazer R.I.P. aos fundamentalistas da couve e da batata. Mas isto sou eu, que por acaso até estudei e trabalho em ciência, o que deve fazer de mim uma profunda ignorante quando comparada com vocês, clã iluminado. Vivesse eu numa tenda (biodegradável, claro), acampada numa praia naturista a dançar o Kumbaya e saberia, certamente, mais sobre o assunto!