terça-feira, 26 de abril de 2011

O quê que eu disse?

É que se isto não é praga juro que não sei o que seja. Azar não será certamente pois ninguém tem tanto azar assim!
Enfim, parece-me que é um facto inegável, incontornável que o calor voltou e com força. Até aqui estaria tudo muito bem...não fosse eu também ter voltado ao trabalho!!!
Gente que provalvelmente não gosta de mim [apesar de eu não conseguir, por mais que tente, ver uma razão para tal], vou arriscar sugerir umas pragas que me podem rogar, boa?

PRAGA#1
Que tudo o que tu comas não tenha parança dentro de ti e que não fiques nem como uma só grama a mais!

PRAGA#2
Que te doam os músculos e que se te torre a pele [de um tom dourado acastanhado, claro] de tanto tempo que ficarás estendida ao sol numa praia.

PRAGA#3
Que os teus pés ganhem vida própria e que dancem horas a fio em tudo o que é festa!

Que tal gente? Experimentem lá rogar uma destas só para ver se resulta!

sábado, 23 de abril de 2011

Quem conta um conto...

acrescenta um ponto, ou dois!
Qualquer aldeia que se preze tem sempre histórias assombradas que alguém jura a pés juntos já ter vivido na primeira pessoa ou mesmo ouvido a alguém que jamais seria mentiroso. Pois esta não é diferente das outras e histórias dessas, passadas em solares e palacetes abandonados, em encruzilhadas ou mesmo e só numa rua escura, são mato!
Há no entanto uma dessas histórias fantasmagóricas que será comum a quase todas [se não mesmo a todas] as aldeias - a típica história da estrada que atravessa um qualquer pinhal ou mata, na qual, numa das muitas curvas e contra-curvas se encontra uma senhora a pedir boleia.
Rezam as más línguas que quem lhe der boleia é gentilmente informado, numa outra das muitas curvas, que foi ali que ela morreu seguindo-se um fantasmagórico puuufff [leia-se: desaparecimentos da dita senhora]. Os mais desconfiados e menos caridosos que não dão boleia à senhora...diz-se que se espetam na curva onde ela diz ter morrido.
Convenhamos que já por si, na sua versão original, a história não augura nada de bom!!! É que tenho para mim que fosse qual fosse a hipótese escolhida [dar boleia ou não dar], a coisa acabava em acidente. É que ter alguém que se esfuma no nosso carro ao dizer que por acaso, mas só por acaso, tinha morrido naquele sítio, deve ser...sei lá, assustador.
Bom, mas há no entanto pessoas que para além de serem capazes de distorcer uma história já de si algo distorcida, ainda a conseguem transformar numa um bocadinho mais macabra!
Ai não acreditam? Pois eu conheço uma pessoa que o conseguiu. E para que não restem dúvidas, vou contar a história.
Era uma noite escura, muito escura. Iam 2 almas [desta feita não penadas] num Ford Fiesta estrada fora, a caminho de um conhecido espaço nocturno das redondezas que distava a qualquer coisa com 20 km's.
A estrada era escura e serpenteava no meio de uma mata, havendo candeeiros a iluminá-la de quando em vez. Nessa noite, para o cenário estar completo até havia um nevoeiro rasteirinho, assim ao estilo névoa que passava por baixo do carro e o qual não deixava ver muito além do capot [mesmo a calhar].
Foi então que, ao passar perto da aldeia na qual dizem acontecer estas coisas, a moça que ia no lugar do pendura se lembrou de partilhar esse mito de haver senhoras a pedir boleia à beira da estrada.
Eu confesso que o facto da narradora da história estar visivelmente embriagada foi um grande contributo para o fantástico desenrolar da história. É que na imaginação fértil da narradora [ou no seu desconhecimento alcolémico], quer se desse boleia ou não à dita senhora, o desfecho era o mesmo - do espatifanso na famosa curva não nos livrávamos!
A partir desse momento, eu diria que a condutora, devia estar qualquer coisa entre o para lá de raivosa pela maneira descontraída como a história estava a ser contada e o nem me cabe uma agulha no rabo de tão apertado que ele está , tal era o medito.
O que é certo é que devem ter sido os 20 km's mais longos da vida dela e o mito...não passou de um mito [ainda por cima mal contado] pois no caminho todo não se viu viva alma quanto mais morta!

Nota: por razões de confidencialidade e bom nome dos intrevenientes, não serão reveladas as sua identidades.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

A terra

A terra com a Serra da Estrela como pano de fundo
Se há expressão que os portugueses muito apreciam, em especial pela altura das férias grandes [leia-se Agosto], Natal, Páscoa, ou outro qualquer feriado ou fim-de-semana prolongado é ir à terra.
Outra coisas não seria de esperar de um povo que sempre teve a capacidade de arrumar as imbambas e fazer-se à estrada à procura de uma vida melhor, fosse para outros países ou apenas para longe o suficiente para ter uma terra onde voltar.
E a terra é um lugar fantástico! É um lugar que dispensa nomes ou sequer indicações. Basta-nos dizer "este fim-de-semana vou à terra" que automaticamente parece que toda a gente sabe para onde vamos e de que terra somos.
E quem como eu nasceu e cresceu em Lisboa, não tem uma terra para onde ir nas alturas de festas [visto que na minha terrinha já estou eu] a não ser a terra alheia.
Seria de mau tom, algo inconveniente até, andar-me sempre a colar à terra de alguém pelo que, e para ter também uma terra para poder ir, adoptei uma.
A escolha da terra a adoptar não foi difícil, eu diria até que foi herdada uma vez que é de família. Nem mais, a terra dos avós paternos é sempre uma boa opção [a dos maternos também era muito bem adoptada, era sim Sr., mas está mais longe pelo que é mais uma paixão distante].
E posto isto, estando nós na semana da Páscoa, o que fiz eu? Ora bem, fiz as malas, juntei as imbambas, o filho, a mana, o cunhado e um cão, e toca de vir para a terra.
E como há coisas que nunca mudam, esta ida à terra prevê-se que seja cheia de boa comida, recheada com muitas e longas histórias e regada com bom vinho e licor até às tantas da manhã.
Acreditem em mim gente, se ainda não tiverem uma terra, adoptem uma, mesmo que hajam dias em que não sabem muito bem de que terra são.
Agora procurem outra, é que esta terra já foi adoptada :)))

Solar dos Viscondes

Açude

terça-feira, 19 de abril de 2011

Eu juro...

...mas juro mesmo que não quero entrar na onda da desgraçadinha, nem sequer tenho vocação [nem penas que me cheguem] para encarnar o papel de Calimero, logo, uma vez que não acredito no acaso, não tenho outra alternativa a não ser pensar que me rogaram uma praga, mas daquelas bem grandes. Assim uma praga algarvia [há quem diga que não são bons só a fazer doces de amêndoa, que para pragas também levam jeito] e que é por isso e não por eu merecer, não por coisas tais como karma, muito menos por futilidades do estilo fenómenos meteorológicos que, nos míseros dias em que tiro de férias [leia-se: férias ainda de 2010]  o sol se vai, que o calor desaparece e que não tenho direito a mais nada a não ser chuva e trovoada!
A sorte é eu não ter [para além de muito azar e uma catrefada de gente que me deve odiar que não é coisa pouca] a mania da perseguição, ou diria que isto é obra do São Pedro que está amuado comigo!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Yo no creo en brujas...

Ora aqui ficam as previsões astrológicas para os nativos de Sagitário para o mês de Abril...apenas por curiosidade!



Abril de 2011

Com o sol a fazer conjunção a Júpiter, o seu planeta dominante, no início do mês e na altura da Lua Nova, Abril começa de forma surpreendente, dando-lhe a maior das visibilidades. Por isso, se tiver intenções de promover-se, dificilmente encontrará um melhor mês para o fazer. Talvez venha a juntar forças com um indivíduo carismático ou a criar um espectáculo que lhe irá trazer muitos elogios.

Este é ainda um excelente período para as relações, e se for solteiro, está prestes a deixar de o ser. Alguém com quem se relacionou romanticamente não o consegue esquecer, e regressa para continuar o romance. Se estiver numa relação, esta é uma altura maravilhosa para trabalhar de forma criativa com um parceiro. Se quiser ter filhos, siga o curso natural das coisas e eles chegarão. Se tiver crianças, esta é a altura em que elas vão ter sucesso.

Se estiver simplesmente à procura de se divertir, pode ter a certeza de isso virá a acontecer. O seu sentido de oportunidade tem sido bom, tem se mantido informado das últimas mudanças e tem vindo a apontar o caminho. Outras pessoas estão a seguir os seus passos e há uma celebração contínua da vida e de auto-realização.Esta é uma boa altura para assumir riscos, e mesmo que normalmente não seja o tipo de pessoa que joga, se apostar bem, será de certeza recompensado.

No comments!!!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Olha quem voltou!

- Sr. Murphy! Como está? Há quanto tempo...faz para aí umas 2 semanas que não sabia nada de si. Confesso que já tinha saudades.
Que quer que lhe faça? Uma pessoa habitua-se a tê-lo sempre por perto que depois, quando fica uns dias sem dar notícias, sem dar as caras, uma pessoa estranha, pá!
Ahhhh, também tinha saudades minhas não é? Bem me queria parecer. Olhe, ainda bem que veio, é o que lhe posso dizer. E visto que ultimamente você é parte integrante da minha vida, assim tipo amigo chegado, daqueles que se chegar mais um pouco vira família, não acha que podemos dispensar as formalidades do você e do Sr? Eh pá, ainda bem! É que isto do Sr. para a frente e do você para trás é coisa que me faz um bocadinho de comichão. Sou assim para o simples, do campo, que não gosta cá dessas mariquices com os amigalhaços do peito!
Bom, vou indo, tá? É que diz que tenho ali umas coisas para fazer que já deviam estar feitas...Ajuda? Tua?! Oh homem, deixa lá isso, já ajudaste o meu dia que chegue!
Vai dando notícias e vê lá se não ficas tanto tempo sem aparecer que eu juro que estranho!

Nota mental: É um tipo porreiro este Murphy!