terça-feira, 22 de maio de 2012

Já abriu a temporada dos caracóis

...mas este ano não os vou ter apenas no prato, pires ou travessa. Não, não vou fazer criação de caracóis nos vasos lá de casa nem tão pouco vou ter sacos desses bichos pendurados pela cozinha.
Este ano resolvi que não só os ia comer como também os ia pôr...na cara!
É verdade. É com algum cepticismo e até alguma vergonha que admito ter sucumbido ao famoso creme de baba de caracol.
Juro que até agora sempre me pareceu rídiculo e bastante duvidoso o tal creme. Aquilo para mim entrava no campo da famosa "banha da cobra". Primeiro, alguém alguma vez viu um caracol a babar-se? Eu não! Aquilo a que chamam baba, para mim não é mais do que ranho. Ranho é o único fluído que alguma vez vi sair de um caracol, logo, andar a espalhar ranho na cara não me parecia um conceito lá muito apelativo. Pior, como é que se acredita num creme que serve para...TUDO? É que o creme de baba de caracol não tem uma característica ou função específicas. Aquilo é qualquer coisa como uma pomada milagrosa, um creme dos 7 ofícios e eu cá duvido sempre dessas coisas. Ele é anti-rugas, ele é anti-manchas, anti-acne, anti-olheiras, anti-depressões, anti-narizes aduncos, anti-verrugas, anti-buço...eu sei lá. Para mim era uma espécie de "creme político", daqueles que promete, promete, mas no fim não faz nada.
Pronto, aqui em praça pública me confesso: eu comprei um creme de baba de caracol e juro que ao fim de 1 semana a espalhar ranho no trombil...estou bastante contente.
Se é efectivamente o ranho, se realmente aquilo dá para tudo ou se era a minha pele que estava sequiosa de algum tratamento, nem que fosse sebo de ovelha, isso já não sei. O que eu sei é que de cada vez que comer caracóis, enquanto dou um golo na cerveja, vou desejar que tenham espremido os bichos até não que não houvesse nem mais uma pinga de ranho que se aproveitasse, para eu poder continuar a ter o frasco cheio [sim, nem me vou questionar como é que se extraí a baba, ranho ou como quer que prefiram chamar aquilo, dos bichanos].
Se há gente que cola sanguessugas pelo corpo e mergulha os pés em tanques com peixes que alegremente lhes devoram a pele, tudo em nome da beleza, da saúde e do bom ar, porque raio é que eu não poderia espalhar ranho na cara?

E no meio disto tudo, não me sai da cabeça a bela música:

"O caracol é um bicho,
É um bicho do orvalho,
dá curvas a 120,
ah caracol do ..." [acho que me esqueci da letra...]

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