quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Temos progressos!

E eu que pensava que era coisa da minha cabeça. Eu que achava que o exercício físico tinha, para mim, um efeito placebo. Que só eu, na minha preguiça quase crónica, é que sentia os músculos mais rijos, mais tonificados, o corpo mais definido, uma espécie de 6-pack a querer fazer-se notado debaixo de um pneu, um rabo a querer voltar à tona, umas pernas delineadas, apenas com 2 semanas de alguma ginástica.
Ao que parece não são só dos meus olhos. Há quem diga que a coisa já se nota a olho nu.
Vindo isto de um colega de trabalho, depois de um Sábado a exercitar-me que nem uma maluca e um Domingo passado a enfardar bolachas de chocolate e nougat, vou assumir que é (muita) simpatia dele e vou ignorar o facto de ele usar óculos. E não, nem me vou questionar sobre para onde andará ele a olhar.
A isto chama-se motivação e alegria no trabalho!

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A isto chama-se bater na mesma tecla...e mal

Tentativa #1:
Calvin a brincar com uns cubos dom cores e letras. Em jogo estavam os cubos verde (green) e vermelho (red). Aqui, o facto de eu dizer que as palavras estão em inglês é só para reforçar isso dele ser um poliglota. Uma cagonice minha, portanto.
Calvin (dispondo os cubos primeiro o vermelho e depois o verde): Mãe, adivinha o que é isto. Um está à frente e outro está no fundo.
(aqui, e ao usar a palavra "fundo", eu devia ter desconfiado)
Eu: Ehhhh, um semáforo?
Calvin: Nãooo, é o Benfica que está à frente do Sporting...

Tentativa #2:
agora temos também o cubo amarelo (yellow) em jogo
Calvin (pondo o amarelo no meio do verde e do vermelho): E agora mãe, o que é isto?
Eu: Ah ah! Agora sim é um semáforo! (e digo isto com um sorriso assim a modos de não haver hipótese de me enganar)
Calvin: Nãooooooo (note-se que este não é algo mais arrastado, diria mesmo impaciente e desesperante que o anterior) é a bandeira de Portugal!

E pronto, foi nessa altura, perante da dura realidade que é o meu Sporting rastejar pelas ruas da amargura, até em jogos de cubos, e eu ser uma básica para quem o vermelho - amarelo - verde não são mais do que semáforos, que desisti dos jogos.
Ele, posta a triste participação da mãe, também se deixou de piadolas e patriotismos resumindo-se ao básico e ao simples: agora os cubos estão a ser usados para algo que está entre o bowling e o cenário do angy birds.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Anita também viu os Óscares...

...mas não percebeu nada.
Ora estava eu quentinha no sofá, pronta para o inicio do showbizz, a ver, mirar, criticar os vestidos que iam passando pela red carpet quando devo ter desmaiado, tal era o glamour da coisa. Quando acordei, já tinham dado todos à sola com a estatueta na mão, a festa já tinha acabado, as luzes já se tinham desligado, o palco estava vazio e a única coisa que consegui ver foi que a fila de trânsito para Lisboa, na A2, começava na baixa de Corroios.
Alguém me explica como é que, num piscar de olho, passei de Hollywood à margem sul?
A minha sorte é haver gente muito mais resistente do que eu pelo que, feitas as contas, já sei de tudo e não perdi nada (as farpelas vou vê-los em todo e qualquer blog).

Resumo da minha entrada no mundo do Blast Dance

  • Aguentei-me firme quase as 2h;
  • Sou 1000 vezes mais descoordenada do que pensei;
  • Durante a aula pensei em desistir umas quantas vezes, mas a música não deixou;
  • Saí de lá nova;
  • Nunca imaginei ser possuidora de tal descoordenação motora;
  • À conta das dores que tenho nos abdominais só me consigo rir na versão "eh eh eh", logo eu que solto sempre gargalhadas lá bem do fundo, do tipo "ah ah ah";
  • Achei que isso de andar ao contrário dos outros, de remar contra a maré fosse só na minha vida em geral, mas afinal também é na dança em particula;
  • Descobri mais uns quantos músculos nas pernas que, aparentemente, não estava a mexer;
  • É para continuar;
  • A esperança de, após umas (muitas) aulas, ser uma moça coordenada capaz de envergonhar a Jennifer Lopez no que a coreografias diz respeito é enorme, gigante, obscenaaaaaaaa;

Felizmente não há fotos que ilustrem a cena, mas diz que foi mais ou menos isto...sem o varão, ok?



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

É tudo uma questão de escolhas


E já de si a combinação não foi feliz, mas vá, admitamos que isso até pode acontecer. Pode ser um daqueles dias em que a noite foi curta, as horas de sono foram poucas, em que pela manhã, os olhos não estavam abertos o suficiente para verem o quão errada foi a escolha  do modelito. Sim, pode acontecer. Não devia, mas pode. Posso mesmo ir mais longe e dizer que os trapitos foram comprados num "dia não", onde o espelho e a luz do provador nos pregaram uma macabra partida, fazendo-nos parecer bem, onde a escolha dos trapos deveu-se a um pico hormonal e foi o resultado de uma TMP tramada. Sim, tudo isto é possível e até podia servir de atenuante para um acidente, para uma atitude irreflectida, diria mesmo irracional, cujo resultado nos faz ficar o mais próximo possível de um saco de batatas ou de um espantalho. No entanto, quando a escolha é repetida, quando é feita todos os dias da mesma semana, quando se comete o mesmo erro 5 dias seguidos (aqui quase que aposto no seu prolongamento para o fim de semana), não há nada a fazer. Aqui não há hormona, TPM, acidente, furacão dentro do roupeiro nem remelas matinais que sirvam de desculpa.
E se parecer um saco de batatas ou um espantalho já não será, digo eu, o ar que mais gostamos de ter, parecer um saco de batatas ou um espantalho pouco limpo, com calças onde os joelhos já estão tão marcados como se tivéssemos estado um dia inteiro a rezar em cima de milho, cheira-me, não mal, mas que é ainda pior.
Bom, e não precisam de vir para aqui dizer que gostos não se discutem, porque isso eu até sei, mas sei também que se podem comentar ou mesmo lamentar, à isso podem.

I rest my case

E uma pessoa tenta, porque tenta. E uma pessoa esforça-se, porque se esforça. E uma pessoa partilha, traz música, de qualidade, diferente, da boa, à vida dos que a rodeiam, na esperança se lhes alargar os horizontes, de lhes abrir os olhos para outro mundo, de os inundar com melodia.
E o que fazer quando, depois de porem um phone no ouvido, lhe dizem "isso é música de ir ao pito"?
Nada mais a não ser voltar a pôr o phone no seu próprio ouvido e continuar, como se nada fosse, a espalhar o bem, para aqueles que estiverem prontos para o receber, depois de, claro, soltar uma gargalhada.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Espectáculo, digo eu #14


À mesa, durante o jantar:
Eu: Vá, come. Não sejas pastelão.
Calvin (na maior calma do mundo, a olhar para mim com cara de rato): Vou comer por ordem alfabética. Primeiro o arroz...

E é nestas alturas que eu não sei se devia rir, se imponha respeito, se me mostre séria e sisuda ou se aceite, sem me questionar, apenas e tão somente porque é igual a mim. Reduzindo a coisa ao simples, até mesmo ao absurdo, mas já fico contente de não me ter engasgado com a resposta.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Pode parecer que não, mas isto é ciência

Quando se tem um pé no Brasil e outro em África, fica muito mal falar no conceito de dorsal atlântica ou de rifting?

Será? Hummmm, não...isso são coisas da minha cabeça

Hoje o Calvin teve uma visita de estudo.
Ao que parece as escolas têm (e muito bem) um programa que é o "Crescer em segurança", em parceria com o Polícia Municipal de Lisboa.
Hoje foi o dia em que eles foram visitar as instalações da polícia e, provavelmente, ouvir o que devem fazer para agirem de forma segura.
Até aqui tudo muito bem, tudo muito certo.
Ontem, quando o fui buscar à escola, mãe desnaturada e despassarada que sou, tive de assinar, à última hora, a lista das autorizações dos pais.
Pois que em 23 alunos, os únicos cujos pais em vez de assinarem escreveram "não vai", foram as únicas crianças de etnia cigana existentes na turma.
Eu até diria que o facto do passeio ser à polícia podia ter alguma coisa a ver com a etnia das ditas crianças, mas como não sou nem quero ser apelidada de cabra maldita, acho melhor não ir por aí.
Constipados, é isso. Os dois miúdos estão constipados, mas amanhã já vão estar certamente melhor.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Calvin dita tendências

enquanto nos preparávamos para um duelo no GT5
Eu: Ahhh, hoje jogo eu com este! (leia-se um dos seus carros favoritos)
Calvin: Não mãe. Não podes escolher esse carro. O Pagani Zonda já não está na moda. A moda agora é o Toyota GT - One ou o Peugeot 908 HDI FAP, que é um protótipo de Le Mans.

Se esta criança não podia já ter um fashion blog, então eu não eu não percebo nada disso das tendências...ou dos carros.
Vou só ali fazer umas pistas com uma Volkswagen Samba bus, só assim para ver se me acalmo.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Anita, tu vê se aprendes

Ele há pessoas assim, sem noção, sem os famosos "dois dedos de testa", diria mesmo que ele há pessoas a quem a natureza pregou uma partida e ligou o intestino grosso ao cérebro passando, neste caso, a boca a fazer de cu.
Pois é Anita, para essas pessoas também existe tratamento, mas não daqueles que podem resolver essa estranha, intrigante e enjoativa ligação. O tratamento é outro e sim, és tu que tens de o dar.
Por isso, atenta bem Anita, que isto de ser a voz da tua consciência, isto de viver dentro desse mundo que é a tua cabeça não é pêra doce, e quando te ocorrer, quando te passar pela cabeça, nem que seja por breves segundos, ser simpática, lembra-te do tratamento adequado


Não é para todos, é um facto, mas olha que é para algumas dessas pessoas. Olha que é...

O que me chegou do Carnaval do Brasil?